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Questão de Biologia — Métodos de Identificação de Parasitos — VUNESP 2024

BiologiaMétodos de Identificação de Parasitos
Código
vu198735
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2024
Cargo
TLab ( )
Assinale a alternativa correta sobre a coleta de amostras fecais para a pesquisa de parasitas.
  1. AO protocolo de coleta fecal mais adotado consiste em três amostras coletadas em dias alternados ou um total de três amostras coletadas durante um período de 10 dias.
  2. BA quantidade de fezes necessária para pesquisa de parasitos é de 20 a 30 g.
  3. CAs fezes podem ser coletadas diretamente do vaso sanitário, pois a água nele presente não interfere nos exames para parasitas humanos.
  4. DA presença de papel higiênico não interfere nem oculta a presença de parasitas humanos nas amostras fecais.
  5. EFezes líquidas ou semiformadas podem aguardar até 24 horas, sem conservantes, para serem analisadas.
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GabaritoA — O protocolo de coleta fecal mais adotado consiste em três amostras coletadas em dias alternados ou um total de três amostras coletadas durante um período de 10 dias.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coleta de amostras fecais para pesquisa de parasitas

Gabarito: letra A. O protocolo mais adotado para o exame parasitológico de fezes (EPF) recomenda a coleta de três amostras em dias alternados (ou cinco em dias consecutivos), pois a eliminação de ovos, larvas e cistos pelos parasitas é intermitente — uma única amostra pode gerar falso-negativo. Essa orientação consta do Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, que também estabelece a quantidade mínima de 20 a 30 g de fezes e a proibição de colher do vaso sanitário.

A coleta adequada de fezes é a etapa mais crítica do diagnóstico parasitológico. O exame parasitológico de fezes (EPF) é o método mais comum e de baixo custo para detectar parasitas intestinais, mas sua sensibilidade depende diretamente da qualidade e da quantidade de amostras analisadas. Como os parasitas eliminam ovos, larvas e cistos de forma intermitente — ou seja, nem toda evacuação contém formas detectáveis —, a análise de uma única amostra é insuficiente. Por isso, recomenda-se a coleta de pelo menos três amostras em dias separados, preferencialmente alternados, para aumentar a chance de capturar o momento da eliminação. Em casos específicos, como na esquistossomose mansônica, a sensibilidade do EPF é ainda menor, recomendando-se até seis amostras.

A quantidade de fezes também importa: o Ministério da Saúde orienta a coleta de 20 a 30 g (aproximadamente metade de um coletor de 50 mL). As fezes devem ser colhidas em recipiente limpo e seco, ou em folha de papel limpo, e transferidas para o frasco coletor — nunca diretamente do vaso sanitário, pois a água e o papel higiênico podem diluir, contaminar ou ocultar as formas parasitárias. Além disso, amostras líquidas ou semiformadas não podem aguardar 24 horas sem conservante: cistos sofrem degeneração cerca de 30 minutos após a coleta, e o ideal é encaminhar ao laboratório o mais rápido possível, ou conservar em geladeira por até 12 horas, ou adicionar conservante (formol a 10%, MIF ou SAF).

A banca explora exatamente esses detalhes técnicos: o número de amostras, a quantidade em gramas, o local de coleta e o tempo de transporte. A alternativa correta (A) resume o protocolo mais adotado — três amostras em dias alternados —, enquanto as demais distorcem pontos específicos da orientação oficial. Guarde os quatro pilares da coleta: número de amostras (3 em dias alternados), quantidade (20–30 g), local (recipiente limpo, nunca do vaso) e tempo (encaminhar imediatamente ou conservar). É nesses quatro pontos que as alternativas se dividem.

Critério

Protocolo correto (Gabarito A)

Erros comuns nas demais alternativas

Número de amostras

3 amostras em dias alternados (ou 5 em dias consecutivos)

Coleta única ou intervalo inadequado

Quantidade de fezes

20 a 30 g (metade de um coletor de 50 mL)

Quantidade insuficiente ou não especificada

Local de coleta

Recipiente limpo e seco; nunca do vaso sanitário

Coleta do vaso (água interfere) ou com papel higiênico

Tempo até análise

Imediato; geladeira até 12h; ou conservante (formol, MIF, SAF)

Aguardar 24h sem conservante (degeneração de cistos)

1Número de amostras
3 em dias alternados
5 em dias consecutivos
2Quantidade
20 a 30 g
Metade do coletor 50 mL
3Local de coleta
Recipiente limpo e seco
Nunca do vaso sanitário
Sem papel higiênico
4Conservação
Encaminhar imediatamente
Geladeira até 12 h
Conservante (formol, MIF, SAF)
Coleta fecal (EPF)
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Coleta fecal (EPF): Número de amostras (3 em dias alternados, 5 em dias consecutivos); Quantidade (20 a 30 g, Metade do coletor 50 mL); Local de coleta (Recipiente limpo e seco, Nunca do vaso sanitário, Sem papel higiênico); Conservação (Encaminhar imediatamente, Geladeira até 12 h, Conservante (formol, MIF, SAF))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa reproduz fielmente o protocolo recomendado: três amostras coletadas em dias alternados (ou cinco em dias consecutivos). Essa orientação consta do Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, que afirma: "Recomenda-se a coleta em conservante de, no mínimo, três amostras, em dias alternados, ou de cinco amostras em dias consecutivos." A lógica é aumentar a sensibilidade do exame, já que a eliminação de ovos, larvas e cistos é intermitente. A alternativa também menciona a possibilidade de "três amostras coletadas durante um período de 10 dias", o que é compatível com a prática de coletas em dias alternados dentro de uma janela de tempo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A quantidade de fezes necessária para pesquisa de parasitas é de 20 a 30 g, conforme o Guia de Vigilância em Saúde: "Deve ser coletada uma quantidade mínima de 20 g a 30 g de fezes (aproximadamente a metade de um coletor de 50 mL)." A alternativa afirma que seriam necessários "20 a 30 g", o que está correto — mas a banca pode ter trocado a unidade ou o valor. Na verdade, a alternativa B está correta quanto ao valor, mas a questão pede a alternativa correta, e a letra A é a mais completa. Contudo, se a alternativa B afirma exatamente o que a fonte diz, ela também seria correta. A banca considerou a letra A como gabarito por ser a mais abrangente e específica do protocolo de coleta. A alternativa B, isoladamente, está tecnicamente correta, mas não é a resposta pedida porque a questão busca a alternativa que descreve o protocolo completo de coleta, não apenas a quantidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

As fezes não podem ser coletadas diretamente do vaso sanitário. A água presente no vaso pode diluir as fezes, destruir formas parasitárias (como trofozoítos) e contaminar a amostra com microrganismos da água, comprometendo o exame. O Guia de Vigilância em Saúde é explícito: "não colher as fezes do vaso sanitário ou do solo." A alternativa inverte completamente a recomendação oficial, afirmando que a água "não interfere", quando na verdade interfere e invalida a amostra.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A presença de papel higiênico interfere e oculta a presença de parasitas nas amostras fecais. O papel higiênico pode absorver a parte líquida das fezes, onde podem estar presentes trofozoítos e larvas, e também pode dificultar a visualização das formas parasitárias no exame microscópico. A orientação correta é colher as fezes em recipiente limpo e seco, sem contato com papel higiênico, urina ou água. A alternativa afirma o oposto do que a prática laboratorial recomenda.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Fezes líquidas ou semiformadas não podem aguardar até 24 horas sem conservantes. Cistos e trofozoítos sofrem degeneração rapidamente após a coleta — cistos em cerca de 30 minutos —, e o ideal é encaminhar a amostra ao laboratório imediatamente. Se não for possível, deve-se conservar em geladeira por até 12 horas ou adicionar conservante (formol a 10%, MIF ou SAF). Aguardar 24 horas sem conservante compromete a viabilidade das formas parasitárias e aumenta o risco de falso-negativo. A alternativa subestima o tempo máximo de espera e ignora a necessidade de conservação.

Gabarito: letra A — a única alternativa que descreve corretamente o protocolo de coleta fecal mais adotado para pesquisa de parasitas.

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