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Questão de Biologia — Protozoários de Relevância Clínica (Protozooses) — VUNESP 2024

BiologiaProtozoários de Relevância Clínica (Protozooses)
Código
vu198736
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2024
Cargo
TLab ( )

São considerados úteis para a confirmação diagnóstica da malária, por sua praticidade e facilidade de realização, podendo ser usados para a ampliação da rede diagnóstica em regiões longínquas e de difícil acesso aos serviços de saúde. São testes que não avaliam a densidade parasitária nem a presença de outros hemoparasitos e não devem ser usados para controle de cura. Grande parte desses testes hoje disponíveis discrimina, especificamente, o Plasmodium falciparum das demais espécies.

 

Trata-se do diagnóstico da malária por

  1. Agota espessa.
  2. Besfregaço delgado.
  3. CPCR em tempo real.
  4. DNested PCR.
  5. Eensaio imunocromatográfico.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — ensaio imunocromatográfico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diagnóstico laboratorial da malária: métodos e aplicações

Gabarito: letra E. O texto descreve exatamente o ensaio imunocromatográfico (teste rápido, RDT – Rapid Diagnostic Test): prático, fácil de executar, útil para ampliar a rede diagnóstica em áreas remotas, não avalia densidade parasitária nem detecta outros hemoparasitos, não serve para controle de cura e, em grande parte dos kits, discrimina o Plasmodium falciparum das demais espécies. As demais alternativas (gota espessa, esfregaço delgado, PCR em tempo real e Nested PCR) não se encaixam em uma ou mais dessas características.

O diagnóstico da malária pode ser feito por diferentes métodos, cada um com suas vantagens e limitações. A gota espessa e o esfregaço delgado são os métodos parasitológicos clássicos, baseados na visualização direta do parasito ao microscópio. A gota espessa é o padrão-ouro para o diagnóstico, pois concentra um maior volume de sangue, aumentando a sensibilidade, e permite a quantificação da parasitemia. O esfregaço delgado, por sua vez, é útil para a identificação da espécie, pois preserva melhor a morfologia do parasito. Ambos, porém, exigem microscopista treinado, equipamento e energia elétrica, o que limita seu uso em regiões remotas.

Os métodos moleculares, como a PCR em tempo real e a Nested PCR, são altamente sensíveis e específicos, capazes de detectar até baixas parasitemias e de diferenciar espécies com precisão. No entanto, são caros, demorados e exigem infraestrutura laboratorial sofisticada, não sendo adequados para triagem em larga escala em áreas de difícil acesso.

O ensaio imunocromatográfico, também conhecido como teste rápido ou RDT, é um método imunológico que detecta antígenos específicos do parasito em uma amostra de sangue. Sua principal vantagem é a praticidade: é um teste de fluxo lateral, semelhante a um teste de gravidez, que pode ser realizado à beira do leito, sem necessidade de microscópio ou eletricidade. O resultado fica pronto em cerca de 15 a 20 minutos. Por isso, é uma ferramenta valiosa para ampliar a rede diagnóstica em regiões longínquas e de difícil acesso.

A questão descreve com precisão as características e limitações desse teste: ele não avalia a densidade parasitária (não quantifica o número de parasitos), não detecta outros hemoparasitos (como Trypanosoma ou Leishmania) e não deve ser usado para controle de cura, pois os antígenos podem permanecer circulantes por algum tempo após a eliminação do parasito. Além disso, muitos testes rápidos são desenhados para diferenciar o P. falciparum das demais espécies, o que é crucial para a escolha do tratamento, já que o P. falciparum é a espécie mais virulenta e pode causar malária grave.

A pegadinha da questão está em associar as características descritas a um método que não as possui. O candidato pode ser tentado a escolher a gota espessa, por ser o método mais comum, mas ela exige microscopia e permite avaliar a densidade parasitária. A PCR, embora sensível, não é prática para uso em campo. O ensaio imunocromatográfico é a única alternativa que reúne todas as características mencionadas.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A gota espessa é o método parasitológico padrão-ouro, mas não se encaixa na descrição. Ela avalia a densidade parasitária (permite quantificar a parasitemia) e pode detectar outros hemoparasitos se o microscopista estiver atento. Além disso, exige microscópio, lâmina, corante e profissional treinado, o que dificulta seu uso em regiões remotas, contrariando a ideia de "praticidade e facilidade de realização" para ampliação da rede diagnóstica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O esfregaço delgado também é um método parasitológico que permite a avaliação da densidade parasitária e a identificação da espécie, mas, assim como a gota espessa, depende de microscopia e de profissional qualificado. Não é um teste rápido e prático para uso em campo, e também pode detectar outros hemoparasitos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A PCR em tempo real é um método molecular de alta sensibilidade e especificidade, mas é complexo, caro e demorado, exigindo infraestrutura laboratorial avançada. Não é prático para uso em regiões remotas e não é descrito como um teste rápido. Além disso, a PCR pode detectar outros hemoparasitos se forem usados primers genéricos, e pode ser usada para controle de cura, pois detecta o DNA do parasito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A Nested PCR é uma variação da PCR que aumenta ainda mais a sensibilidade, mas compartilha as mesmas limitações: é complexa, cara, demorada e exige infraestrutura laboratorial. Não é um teste prático para uso em campo e pode detectar outros hemoparasitos e ser usada para controle de cura.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O ensaio imunocromatográfico (teste rápido) é a única alternativa que corresponde a todas as características descritas: é prático e fácil de realizar, podendo ser usado em regiões remotas; não avalia a densidade parasitária; não detecta outros hemoparasitos; não deve ser usado para controle de cura; e muitos testes discriminam o P. falciparum das demais espécies. Essas são as características clássicas dos testes rápidos para malária, baseados na detecção de antígenos parasitários.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o teste rápido em questões de diagnóstico, procure por palavras-chave como "praticidade", "facilidade de realização", "regiões remotas", "não avalia densidade parasitária" e "não serve para controle de cura". Essas são as marcas registradas dos ensaios imunocromatográficos (RDTs).

Gabarito: letra E

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