Questão de Biologia — Coloração e Montagem — VUNESP 2024
- Código
- vu198741
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Pref Peruíbe
- Ano
- 2024
- Cargo
- TLab ( )
- Aa diferenciação.
- Ba cromatização.
- Ca hematoxilina.
- Do cromóforo.
- Eo mordente.
GabaritoE — o mordente.
Gabarito: letra E. O mordente é o elemento, metal ou íon metálico que se liga covalentemente ao corante e facilita a ligação deste ao tecido, tornando a coloração mais seletiva. Essa é a definição clássica de mordente em técnicas histológicas, e é exatamente o que o enunciado descreve.
Para entender por que o mordente é a resposta, é preciso compreender como funcionam as técnicas de coloração. Após a fixação, as estruturas celulares apresentam pouco contraste entre si, e os corantes são aplicados para realçá-las. Alguns corantes têm afinidade específica por determinadas estruturas, mas muitos corantes não se ligam diretamente ao tecido com a seletividade desejada. É aí que entra o mordente: ele atua como uma ponte química entre o corante e o tecido. O mordente se liga covalentemente ao corante, formando um complexo corante-mordente, e esse complexo então se liga ao tecido de forma mais estável e seletiva. Isso permite que estruturas específicas sejam coradas de maneira diferenciada, como os núcleos pela hematoxilina e o citoplasma pela eosina.
Na prática, um exemplo clássico é a coloração de hematoxilina-eosina (HE), a mais usada em histologia. A hematoxilina, por si só, não é um corante eficaz; ela precisa ser oxidada em hemateína e, frequentemente, é utilizada com um mordente, como o alúmen de potássio ou de amônio, para se ligar aos núcleos (que são ácidos). O mordente forma um complexo com a hemateína que tem alta afinidade pelos ácidos nucleicos, corando os núcleos de azul/púrpura. Sem o mordente, a coloração seria fraca e inespecífica. A eosina, por outro lado, é um corante ácido que se liga diretamente a estruturas básicas do citoplasma, sem necessidade de mordente.
A distinção que importa aqui é entre os componentes da coloração: o cromóforo é o grupo químico do corante responsável pela cor (a parte que absorve luz visível); o corante é a molécula completa que contém o cromóforo e grupos auxocromos que permitem a ligação ao tecido; o mordente é o agente que facilita essa ligação, formando uma ponte; a diferenciação é uma etapa do processo de coloração em que se remove o excesso de corante para aumentar a especificidade; e a cromatização é um termo menos comum, que se refere ao uso de sais de cromo na fixação ou como mordente, mas não é o termo genérico para o elemento que se liga ao corante.
A pegadinha que a banca explora é a confusão entre mordente e cromóforo. O candidato que sabe que o cromóforo é o grupo que dá cor pode achar que ele é o responsável pela ligação ao tecido, mas não é: o cromóforo é apenas a parte que absorve luz, enquanto o mordente é o que promove a ligação seletiva. Outra confusão comum é com a hematoxilina, que é um corante específico, não um mordente genérico. Guarde a fronteira: mordente = facilitador da ligação corante-tecido; cromóforo = grupo que dá cor; corante = molécula completa.
A diferenciação é uma etapa do processo de coloração em que se remove seletivamente o excesso de corante, aumentando a especificidade da coloração. Não é um elemento que se liga ao corante, mas sim um procedimento posterior à aplicação do corante. O enunciado pede o elemento que facilita a ligação, não uma etapa do processo.
A cromatização refere-se ao uso de sais de cromo (como dicromato de potássio) na fixação ou como mordente em algumas técnicas específicas. Embora o cromo possa atuar como mordente, o termo "cromatização" não é o nome genérico do elemento que se liga ao corante; é um termo mais restrito, ligado a um tipo específico de mordente. O enunciado pede o conceito geral, que é mordente.
A hematoxilina é um corante básico, derivado do pau-brasil, que cora estruturas ácidas como os núcleos. Ela é um corante, não um mordente. Embora a hematoxilina frequentemente precise de um mordente (como alúmen) para funcionar, ela em si não é o elemento que se liga covalentemente ao corante para facilitar a ligação ao tecido. O enunciado descreve o mordente, não o corante.
O cromóforo é o grupo químico da molécula do corante responsável pela absorção de luz visível e, portanto, pela cor. Ele é parte do corante, mas não é o elemento que se liga covalentemente ao corante para facilitar a ligação ao tecido. O mordente é que faz essa ponte. A banca troca o papel do cromóforo (dar cor) pelo papel do mordente (facilitar a ligação).
O mordente é exatamente o elemento, metal ou íon metálico que se liga covalentemente ao corante, formando um complexo que se liga ao tecido de forma mais seletiva. Essa é a definição clássica de mordente em histologia. O enunciado descreve precisamente essa função: "elemento, metal ou íon de metal, que se liga covalentemente ao corante e facilita a ligação do corante ao tecido, tornando-a mais seletiva". Portanto, a alternativa E está correta.
A banca explora a confusão entre mordente e cromóforo. O cromóforo é o grupo que dá cor ao corante, mas não é ele que facilita a ligação ao tecido — essa é a função do mordente. Outra pegadinha é confundir mordente com corante (hematoxilina) ou com etapas do processo (diferenciação). Fique atento: se a questão falar em "ligar-se ao corante" e "facilitar a ligação ao tecido", a resposta é mordente.
Para memorizar, pense no mordente como um "casamenteiro" entre o corante e o tecido: ele se liga ao corante de um lado e ao tecido do outro, garantindo que a cor fique onde deve. Já o cromóforo é apenas a "tinta" que dá cor. Na prova, sublinhe as palavras-chave do enunciado: "liga covalentemente ao corante" e "facilita a ligação ao tecido" — isso aponta diretamente para o mordente.
Gabarito: letra E
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