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Questão de Biologia — Bioinformática — VUNESP 2024

BiologiaBioinformática
Código
vu198769
Banca
VUNESP
Órgão
UNICAMP
Ano
2024
Cargo
Prof AU ( )
Variantes genéticas associadas ao risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 vêm sendo estudadas em uma população específica. Foi sequenciado o genoma de 100 indivíduos com a doença e 100 indivíduos sem a doença, identificando várias variantes. A abordagem mais correta para determinar quais dessas variantes são significativamente associadas ao diabetes tipo 2 é:
  1. Arealizar um estudo de associação genômica ampla (GWAS).
  2. Bcomparar a frequência alélica entre os dois grupos utilizando um teste t.
  3. Cusar análise de ligação (linkage analysis) para encontrar haplótipos associados.
  4. Dsequenciar o exoma completo dos indivíduos.
  5. Erealizar uma análise de variância (ANOVA) para comparar a expressão gênica.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — realizar um estudo de associação genômica ampla (GWAS).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estudos de associação genômica ampla (GWAS)

Gabarito: letra A. Para determinar quais variantes genéticas estão significativamente associadas ao diabetes tipo 2 em uma população, comparando grupos de casos e controles, a abordagem correta é o estudo de associação genômica ampla (GWAS), que varre milhões de SNPs ao longo do genoma e testa estatisticamente a associação de cada um com a doença. As demais alternativas ou usam métodos inadequados para dados genômicos (teste t, ANOVA), ou respondem a perguntas diferentes (análise de ligação, sequenciamento de exoma).

O GWAS (Genome-Wide Association Study) é um método epidemiológico-genético que identifica associações estatísticas entre marcadores moleculares (tipicamente SNPs) e um fenótipo, como uma doença complexa. Ele compara a frequência de cada variante entre indivíduos afetados (casos) e não afetados (controles), e usa testes estatísticos — como regressão logística ou teste qui-quadrado — para verificar se alguma variante é significativamente mais comum em um grupo. A significância estatística é ajustada para múltiplas comparações (ex.: limiar de p < 5×10⁻⁸), pois são testados milhões de SNPs simultaneamente.

O diabetes tipo 2 é uma doença complexa, influenciada por muitos genes de pequeno efeito e por fatores ambientais. O GWAS é exatamente a ferramenta desenvolvida para esse tipo de arquitetura genética: ele não pressupõe um modo de herança mendeliano, mas detecta associações populacionais. O desequilíbrio de ligação entre o SNP marcador e a variante causal permite que a associação seja capturada mesmo sem sequenciar a variante funcional.

A alternativa B (teste t) é inadequada porque o teste t compara médias de variáveis contínuas entre dois grupos; frequências alélicas são proporções, e o teste apropriado seria qui-quadrado ou teste exato de Fisher. A alternativa C (análise de ligação) é usada para doenças mendelianas raras em famílias, não para doenças comuns complexas em populações. A alternativa D (sequenciamento de exoma) identifica variantes raras em regiões codificantes, mas não é a abordagem de varredura genômica para associação em larga escala. A alternativa E (ANOVA) compara médias de expressão gênica, não frequências alélicas.

A pegadinha da banca está em confundir métodos estatísticos gerais (teste t, ANOVA) com o método específico de genética de populações (GWAS). O aluno que não domina o conceito pode escolher uma opção que parece "estatística", mas o contexto — sequenciamento de genoma de casos e controles — aponta diretamente para o GWAS.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O GWAS é exatamente a abordagem para identificar associações entre variantes genéticas e doenças complexas em estudos de caso-controle. Ele testa milhões de SNPs e determina quais estão significativamente associados ao fenótipo, como descrito no enunciado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O teste t compara médias de variáveis contínuas (ex.: altura, pressão arterial). Frequências alélicas são proporções categóricas; o teste adequado seria qui-quadrado ou teste exato de Fisher. Além disso, o teste t não considera a estrutura populacional nem o ajuste para múltiplas comparações, essenciais em dados genômicos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A análise de ligação (linkage analysis) é usada para mapear genes de doenças mendelianas raras em famílias, acompanhando a co-segregação de marcadores com a doença. Para doenças comuns e complexas como o diabetes tipo 2, com muitos genes de pequeno efeito, o GWAS é o método de escolha, não a análise de ligação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O sequenciamento do exoma identifica variantes raras nas regiões codificantes, mas não é uma varredura genômica ampla para associação. O enunciado já informa que o genoma foi sequenciado; a questão é como analisar os dados para encontrar associações, e o GWAS é a análise correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ANOVA compara médias de uma variável contínua entre três ou mais grupos. Aqui temos dois grupos (casos e controles) e o dado é a frequência de variantes, não a expressão gênica. A ANOVA não se aplica a dados de frequência alélica.

Gabarito: letra A

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