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Questão de Biologia — Métodos de Identificação de Bactérias — VUNESP 2024

BiologiaMétodos de Identificação de Bactérias
Código
vu198816
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2024
Cargo
Tec ( )
O controle de qualidade dos meios de cultura deve ser assegurado em relação à sobrevivência ou à recuperação de um microrganismo alvo e à inibição ou à supressão de microrganismos não alvos, bem como em relação às propriedades bioquímicas, no caso de meios de cultura diferenciais. Para o controle do meio de cultura bile-esculina, é esperado bom crescimento de
  1. Aespécies de Enterococcus com colônias de cor negra e nenhum crescimento de espécies de Streptococcus alfa-hemolíticos não D.
  2. BStreptococcus do grupo A com beta-hemólise e S. pneumoniae com alfa-hemólise.
  3. CHaemophilus influenzae e Neisseria gonorrhoeae.
  4. DProteus mirabilis, o que deixa a placa rosa, e ausência de crescimento de Escherichia coli, o que deixa a placa amarela.
  5. EKlebsiella pneumoniae, o que deixa a placa azul, e ausência de crescimento de Escherichia coli, o que deixa a placa verde.
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GabaritoA — espécies de Enterococcus com colônias de cor negra e nenhum crescimento de espécies de Streptococcus alfa-hemolíticos não D.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Controle de qualidade de meios de cultura: o ágar bile-esculina

Gabarito: letra A. O ágar bile-esculina é um meio seletivo e diferencial utilizado para o isolamento e a identificação presuntiva de enterococos e de estreptococos do grupo D. A alternativa correta descreve exatamente o esperado: bom crescimento de espécies de Enterococcus com colônias de cor negra (devido à hidrólise da esculina) e nenhum crescimento de espécies de Streptococcus alfa-hemolíticos não D (que são inibidos pela bile presente no meio).

O controle de qualidade de meios de cultura é uma etapa fundamental na rotina microbiológica, garantindo que o meio seja capaz de cumprir sua função: permitir o crescimento do microrganismo alvo e inibir ou suprimir o crescimento de microrganismos não alvos. No caso de meios diferenciais, como o ágar bile-esculina, também se verifica se as propriedades bioquímicas que permitem a distinção entre espécies estão funcionando corretamente.

O ágar bile-esculina é um meio seletivo e diferencial. A seletividade é conferida pela presença de bile (oxgall) e azida sódica, que inibem o crescimento de bactérias Gram-negativas e de muitos Gram-positivos, mas permitem o crescimento de enterococos e de estreptococos do grupo D. A diferenciação é baseada na capacidade de hidrolisar a esculina em esculetina e glicose. A esculetina reage com íons férricos (citrato férrico) presentes no meio, formando um complexo de cor negra ou marrom-escura ao redor das colônias. Portanto, o crescimento de colônias negras indica a hidrólise da esculina, característica típica de enterococos e de estreptococos do grupo D.

Na prática, ao semear uma amostra clínica (como urina) em ágar bile-esculina, espera-se que, se houver enterococos, eles cresçam formando colônias pequenas, cinzentas ou negras, com um halo escuro ao redor. Já os estreptococos do grupo A (como Streptococcus pyogenes) e os alfa-hemolíticos não D (como Streptococcus pneumoniae e Streptococcus mitis) não crescem ou crescem muito pouco, pois são inibidos pela bile. Essa é a base da alternativa correta.

A pegadinha da banca está em confundir o meio bile-esculina com outros meios de cultura seletivos e diferenciais, como o ágar MacConkey (que seleciona Gram-negativos e diferencia pela fermentação de lactose, com colônias rosas para fermentadores e incolores para não fermentadores) ou o ágar sangue (que diferencia pela hemólise). É essencial conhecer o princípio de cada meio para responder corretamente.

Guarde a relação entre o meio e o que ele seleciona/diferencia: bile-esculina → enterococos e estreptococos do grupo D (colônias negras); MacConkey → Gram-negativos (colônias rosas se fermentam lactose); ágar sangue → hemólise (alfa, beta ou gama). É exatamente essa distinção que separa as alternativas.

Ágar bile-esculina
  • 1Seletivo
    • Enterococos e estreptococos do grupo D
    • Inibe Gram-negativos e muitos Gram-positivos
  • 2Diferencial
    • Hidrólise da esculina
    • Colônias negras (esculetina + Fe³⁺)
  • 3Controle de qualidade
    • Crescimento do alvo (Enterococcus)
    • Inibição do não alvo
      • Streptococcus alfa-hemolíticos não D
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve corretamente o controle de qualidade do ágar bile-esculina. O meio deve permitir o crescimento de espécies de Enterococcus, que hidrolisam a esculina e formam colônias de cor negra, e deve inibir o crescimento de Streptococcus alfa-hemolíticos não D, que são sensíveis à bile. Essa é a função seletiva e diferencial do meio.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa menciona Streptococcus do grupo A com beta-hemólise e S. pneumoniae com alfa-hemólise. Esses microrganismos não são o alvo do ágar bile-esculina. O meio é seletivo para enterococos e estreptococos do grupo D, não para o grupo A ou para pneumococos. Além disso, a hemólise é uma característica observada em ágar sangue, não em bile-esculina. A banca troca o meio e o grupo de microrganismos alvo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Haemophilus influenzae e Neisseria gonorrhoeae são bactérias Gram-negativas exigentes, que não crescem em ágar bile-esculina, pois o meio contém bile e azida sódica, que inibem Gram-negativos. Esses microrganismos requerem meios enriquecidos, como ágar chocolate ou ágar Thayer-Martin. A alternativa está totalmente fora do escopo do meio.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa descreve Proteus mirabilis crescendo e deixando a placa rosa, e ausência de crescimento de Escherichia coli, deixando a placa amarela. Essa descrição corresponde ao ágar MacConkey, que diferencia bactérias fermentadoras de lactose (colônias rosas) das não fermentadoras (colônias incolores ou amarelas). No ágar bile-esculina, não há mudança de cor da placa para rosa ou amarela; a reação diferencial é a formação de complexo negro pela hidrólise da esculina. A banca confunde os meios.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa descreve Klebsiella pneumoniae crescendo e deixando a placa azul, e ausência de crescimento de E. coli, deixando a placa verde. Essa descrição não corresponde a nenhum meio de cultura comum. O ágar bile-esculina não produz coloração azul ou verde; a reação diferencial é o escurecimento do meio pela hidrólise da esculina. A alternativa é um distrator sem fundamento técnico.

Gabarito: letra A

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