Pular para o conteúdo principal

Questão de Biologia — Aminoacidopatias e Desordens de Proteínas Séricas — VUNESP 2024

BiologiaAminoacidopatias e Desordens de Proteínas Séricas
Código
vu198820
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2024
Cargo
Tec ( )

Assinale a alternativa correta sobre a eletroforese de proteínas do soro humano.

  1. AComo as proteínas séricas apresentam ponto isoelétrico entre 4,7 e 8,3, o tampão usado na corrida deve ter pH entre 7,0 e 8,3 para permitir a separação de todas as proteínas.
  2. BQuando o tampão utilizado tiver pH acima de 8,3, todas as proteínas ficam carregadas positivamente e migram para o polo negativo.
  3. CComo a albumina apresenta o ponto isoelétrico menor que 4,7, ela migrará menos e mais lentamente no campo elétrico.
  4. DA eletroforese de proteínas do soro humano é uma determinação qualitativa e, por esse motivo, não permite determinar as concentrações relativas nem absolutas das proteínas sanguíneas.
  5. EA eletroforese de proteínas do soro humano permite identificar cinco frações de proteínas no soro: albumina, alfa 1-globulina, alfa 2-globulina, betaglobulina e gamaglobulina.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — A eletroforese de proteínas do soro humano permite identificar cinco frações de proteínas no soro: albumina, alfa 1-globulina, alfa 2-globulina, betaglobulina e gamaglobulina.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Eletroforese de proteínas séricas

Gabarito: letra E. A eletroforese de proteínas do soro humano separa as proteínas em cinco frações clássicas — albumina, alfa-1-globulina, alfa-2-globulina, betaglobulina e gamaglobulina —, que é exatamente o que a alternativa E afirma. As demais alternativas erram ao inverter a relação entre ponto isoelétrico e pH do tampão, ao confundir a carga das proteínas ou ao negar o caráter quantitativo da técnica.

A eletroforese é uma técnica de separação baseada na migração de moléculas carregadas sob a ação de um campo elétrico. No caso das proteínas séricas, a separação ocorre em gel de agarose ou acetato de celulose, e o princípio físico que rege a migração é a carga líquida da proteína, que depende do pH do tampão em relação ao seu ponto isoelétrico (pI). O ponto isoelétrico é o pH no qual a proteína tem carga líquida zero; abaixo dele, a proteína fica carregada positivamente (protonada) e, acima dele, fica carregada negativamente (desprotonada).

As proteínas do soro humano apresentam pontos isoelétricos que variam aproximadamente entre 4,7 e 8,3. Para que todas migrem em um mesmo sentido no campo elétrico, o pH do tampão deve ser superior ao pI da maioria delas, garantindo carga negativa e migração em direção ao polo positivo (ânodo). Na prática, utiliza-se tampão com pH alcalino, em torno de 8,6, o que assegura que praticamente todas as proteínas estejam carregadas negativamente. A albumina, com pI em torno de 4,9, é a que apresenta maior carga negativa nesse pH e, portanto, migra mais rapidamente, aparecendo como a fração mais próxima do ânodo.

A técnica permite não apenas identificar as frações, mas também quantificá-las. Após a corrida eletroforética, as proteínas são coradas e a intensidade da coloração é medida por densitometria, gerando um gráfico com picos correspondentes a cada fração. A área sob cada pico é proporcional à concentração daquela proteína, permitindo determinar tanto as concentrações relativas (percentuais) quanto as absolutas (quando se conhece a proteína total). Por isso, a eletroforese é considerada uma técnica semiquantitativa ou quantitativa, e não meramente qualitativa.

A distinção crucial que separa as alternativas é a relação entre o pH do tampão e o ponto isoelétrico das proteínas. Quando o pH do tampão é maior que o pI, a proteína fica negativa e migra para o ânodo; quando é menor, fica positiva e migra para o cátodo. A banca explora exatamente essa inversão: alternativas que afirmam que proteínas com pI baixo migram menos, ou que pH alto deixa as proteínas positivas, estão invertendo a lógica da técnica. Guarde essa fronteira: pH do tampão acima do pI → carga negativa → migração para o polo positivo; pH abaixo do pI → carga positiva → migração para o polo negativo.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o tampão deve ter pH entre 7,0 e 8,3 para permitir a separação de todas as proteínas. O erro está na faixa de pH proposta: se o tampão tiver pH entre 7,0 e 8,3, algumas proteínas com pI acima desse pH (como a gamaglobulina, com pI em torno de 8,3) ficariam com carga líquida próxima de zero ou positiva, comprometendo a migração uniforme. Na prática, o pH do tampão deve ser superior ao pI da maioria das proteínas, em torno de 8,6, para garantir que todas estejam carregadas negativamente e migrem para o ânodo. A faixa sugerida na alternativa não assegura a separação adequada de todas as frações.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que, com pH acima de 8,3, todas as proteínas ficam carregadas positivamente e migram para o polo negativo. Isso é exatamente o oposto do que ocorre: quando o pH do tampão é maior que o ponto isoelétrico, a proteína perde prótons e fica com carga líquida negativa, migrando para o polo positivo (ânodo). A alternativa inverte a relação entre pH e carga — é a pegadinha clássica da banca. Com pH acima de 8,3, as proteínas séricas (cujos pIs variam de 4,7 a 8,3) estarão, em sua maioria, carregadas negativamente e migrarão para o polo positivo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a albumina, por ter ponto isoelétrico menor que 4,7, migrará menos e mais lentamente. Há dois erros: primeiro, o pI da albumina é em torno de 4,9, não menor que 4,7; segundo, e mais importante, a lógica está invertida. Quanto menor o pI de uma proteína, maior será sua carga negativa em um pH alcalino fixo (como 8,6), e portanto maior será sua mobilidade eletroforética. A albumina, por ter o menor pI entre as proteínas séricas, é a que migra mais rapidamente, aparecendo como a fração mais próxima do ânodo. A alternativa inverte a relação entre pI e velocidade de migração.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a eletroforese de proteínas do soro é uma determinação qualitativa e que não permite determinar concentrações relativas nem absolutas. Isso é falso: após a corrida, as frações são coradas e quantificadas por densitometria, e a área sob cada pico é proporcional à concentração da proteína. A técnica permite determinar tanto as concentrações relativas (percentual de cada fração) quanto as absolutas (multiplicando o percentual pela proteína total). Portanto, a eletroforese é uma técnica quantitativa ou semiquantitativa, e não meramente qualitativa.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma corretamente que a eletroforese de proteínas do soro humano permite identificar cinco frações: albumina, alfa-1-globulina, alfa-2-globulina, betaglobulina e gamaglobulina. Essa é a descrição clássica do proteinograma, que separa as proteínas séricas em cinco bandas ou picos distintos, cada um correspondendo a um grupo de proteínas com mobilidade eletroforética semelhante. A albumina é a fração mais abundante e mais rápida; as globulinas aparecem em seguida, em ordem decrescente de mobilidade: alfa-1, alfa-2, beta e gama. Essa separação é a base para o diagnóstico de diversas condições clínicas, como inflamações, deficiências imunológicas e síndromes nefróticas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter a relação entre pH do tampão e ponto isoelétrico. A regra de ouro: pH do tampão acima do pI → proteína com carga negativa → migra para o polo positivo (ânodo). Quanto menor o pI, mais rápida a migração em pH alcalino. As alternativas B e C invertem exatamente essa lógica — se você lembrar dessa relação, elimina as duas de cara. 💪

PEGA ESSA DICA!

Para fixar a ordem de migração no proteinograma, lembre-se da sequência do ânodo para o cátodo: albumina → alfa-1 → alfa-2 → beta → gama. A albumina é sempre a primeira (mais rápida, menor pI) e a gamaglobulina a última (mais lenta, maior pI). Essa ordem é cobrada com frequência, e conhecê-la ajuda a responder questões sobre padrões eletroforéticos em diferentes patologias.

Gabarito: letra E

Link permanente: /questoes/vu198820