A área hachurada do mapa destaca um importante bioma brasileiro. (https://chc.org.br) Uma das adaptações de certas espécies de plantas típicas desse bioma brasileiro é a presença de
Acaules com cascas delgadas, que as protegem das queimadas.
Braízes aéreas, que facilitam a absorção de água do lençol subterrâneo.
Cespinhos numerosos, que reduzem a perda de água.
Dfolhas largas e perenes, que garantem alta taxa fotossintética.
Ecaules de grande porte, que facilitam a dispersão de sementes.
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GabaritoC — espinhos numerosos, que reduzem a perda de água.
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Biomas brasileiros: adaptações das plantas da Caatinga
Gabarito: letra C. A área hachurada do mapa corresponde à Caatinga, bioma de clima semiárido, e a adaptação típica de suas plantas é a presença de espinhos numerosos, que são folhas modificadas e reduzem a perda de água por transpiração — exatamente o que afirma a alternativa C. Essa é uma característica do chamado xeromorfismo, conjunto de adaptações morfológicas e fisiológicas das plantas à escassez de água.
A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro, que ocupa cerca de 10% do território nacional, estendendo-se pelos estados de Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia e norte de Minas Gerais. Seu clima é marcado por baixos índices pluviométricos — em torno de 500 a 700 mm anuais, podendo chover apenas 200 mm nos anos mais secos — e por temperaturas que variam pouco ao longo do ano, entre 24 °C e 26 °C. Além disso, a região apresenta ventos fortes e secos, que intensificam a aridez da paisagem nos meses de estiagem.
Diante dessas condições rigorosas, as plantas da Caatinga desenvolveram adaptações notáveis ao clima seco. O xeromorfismo (do grego xeros, seco, e morphos, forma) é o termo que designa esse conjunto de adaptações, que inclui folhas modificadas em espinhos, revestimentos altamente impermeáveis (cutículas espessas) e caules que armazenam água. Os espinhos, em particular, são folhas modificadas que reduzem a área da planta exposta à transpiração, diminuindo a perda de água — uma estratégia essencial para a sobrevivência em um ambiente onde a água é escassa.
Entre as plantas cactáceas mais expressivas da Caatinga estão o mandacaru (Cereus sp.) e o xiquexique (Pilocereus sp.). Há também arbustos e árvores baixas, como mimosas, acácias e amburanas (leguminosas), a maioria das quais perde as folhas na estação seca — são caducifólias —, o que confere à Caatinga seu aspecto típico, espinhoso e agreste. Uma exceção notável é o juazeiro (Zizyphus joazeiro), que não perde as folhas na época da seca.
A banca explora aqui a associação entre o bioma e suas adaptações vegetais. É fundamental distinguir a Caatinga de outros biomas brasileiros: o Cerrado, por exemplo, tem árvores de troncos retorcidos e casca grossa (adaptação ao fogo), enquanto a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica têm folhas largas e perenes, típicas de ambientes úmidos. A pegadinha está em confundir essas características — quem pensa no Cerrado pode marcar a alternativa A (casca grossa), mas a questão fala de espinhos, que são a marca registrada da vegetação xeromórfica da Caatinga.
Guarde a relação bioma-adaptação: Caatinga → xeromorfismo → espinhos, cutícula espessa, caules suculentos. É exatamente esse critério que separa a alternativa correta das demais.
Adaptações à seca (Caatinga): Xeromorfismo (Espinhos (folhas modificadas), Cutícula espessa, Caules suculentos); Caducifolia (Perda de folhas na estiagem); Exceção (Juazeiro (mantém folhas))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que as plantas da Caatinga têm caules com cascas delgadas que as protegem das queimadas. Há dois erros: primeiro, a casca delgada não protege contra queimadas — quem tem casca grossa e suberosa (como as árvores do Cerrado) é que resiste ao fogo; segundo, a adaptação típica da Caatinga à seca não é a casca, mas os espinhos e outras estruturas xeromórficas. A alternativa confunde a adaptação ao fogo (Cerrado) com a adaptação à seca (Caatinga).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Menciona raízes aéreas que facilitam a absorção de água do lençol subterrâneo. Há uma contradição interna: raízes aéreas não alcançam o lençol subterrâneo — elas ficam expostas ao ar, como nas plantas epífitas da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. Na Caatinga, as raízes são geralmente profundas ou extensas para captar água das camadas mais baixas do solo, mas não são aéreas. A alternativa mistura características de biomas úmidos com a lógica de captação de água do semiárido.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta ao afirmar que as plantas da Caatinga apresentam espinhos numerosos, que reduzem a perda de água. Os espinhos são folhas modificadas que diminuem a superfície de transpiração, uma adaptação essencial ao clima semiárido. Isso é o xeromorfismo: o conjunto de adaptações morfológicas (espinhos, cutícula espessa, caules suculentos) e fisiológicas (caducifolia) que permite às plantas sobreviverem à escassez de água.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que as plantas da Caatinga têm folhas largas e perenes, que garantem alta taxa fotossintética. Folhas largas e perenes são características de biomas úmidos, como a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica, onde a água não é limitante. Na Caatinga, a maioria das plantas é caducifólia — perde as folhas na estação seca para reduzir a transpiração — e as que mantêm folhas, como o juazeiro, têm folhas pequenas ou coriáceas, não largas. A alternativa inverte completamente a adaptação ao clima seco.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Menciona caules de grande porte que facilitam a dispersão de sementes. Não há relação entre porte do caule e dispersão de sementes — a dispersão é feita por agentes como vento, animais ou água, não pelo tamanho do caule. Além disso, as plantas da Caatinga são, em sua maioria, arbustos e árvores baixas, não de grande porte. A alternativa mistura conceitos sem fundamento ecológico.
Gabarito: letra C — a única alternativa que descreve corretamente uma adaptação típica das plantas da Caatinga: espinhos que reduzem a perda de água.