Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2024
- Código
- vu198876
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- FAMERP
- Ano
- 2024
- Cargo
- Vest ( )

- AII-4 e II-5 será de 50%.
- BII-1 e II-2 será de 12,5%.
- CII-1 e II-2 será de 75%.
- DII-4 e II-5 será nula.
- EII-4 e II-5 será 100%.

GabaritoA — II-4 e II-5 será de 50%.
Gabarito: letra A. A probabilidade de uma próxima criança do casal II-4 e II-5 ter eritroblastose fetal é de 50%, pois a mãe (II-4) é Rh– (rr) e o pai (II-5) é Rh+ heterozigoto (Rr), gerando 50% de filhos Rh+ (Rr), que, somado ao fato de a mãe já estar sensibilizada (teve filho Rh+ anterior), resulta em 50% de chance de a criança desenvolver a doença. A eritroblastose fetal ocorre quando uma mãe Rh– sensibilizada gera um filho Rh+.
A eritroblastose fetal, também chamada de doença hemolítica do recém-nascido (DHRN), é uma condição em que os anticorpos anti-Rh produzidos pela mãe Rh– atravessam a placenta e destroem as hemácias do feto Rh+. Para que isso ocorra, duas condições são necessárias: a mãe deve ser Rh– (genótipo rr) e já ter sido sensibilizada — ou seja, ter produzido anticorpos anti-Rh em uma gestação anterior de filho Rh+ ou por transfusão de sangue Rh+ — e o feto deve ser Rh+ (genótipo RR ou Rr). Na primeira gestação de um filho Rh+, a sensibilização materna geralmente é insuficiente para afetar o feto; o problema surge nas gestações seguintes, quando a mãe já possui memória imunológica e produz anticorpos rapidamente.
No heredograma, os homens II-1 e II-5 apresentaram eritroblastose fetal ao nascer, o que indica que suas mães (I-2 e I-4, respectivamente) eram Rh– e foram sensibilizadas antes do nascimento deles. Como nenhuma mulher recebeu imunizante anti-Rh, a sensibilização ocorreu naturalmente. Para o casal II-4 e II-5, precisamos determinar os genótipos. A mulher II-4 é Rh–, portanto seu genótipo é rr. O homem II-5 é Rh+ (pois teve eritroblastose, logo é Rh+), e como sua mãe (I-4) é Rh– (rr), ele necessariamente herdou um alelo r dela, sendo heterozigoto (Rr). Assim, o cruzamento é rr × Rr, gerando 50% de filhos Rr (Rh+) e 50% de filhos rr (Rh–). Como a mãe II-4 já está sensibilizada (teve o filho II-5, que é Rh+), qualquer filho Rh+ terá eritroblastose. Portanto, a probabilidade é de 50%.
A pegadinha da questão está em confundir a probabilidade de o filho ser Rh+ (50%) com a probabilidade de desenvolver a doença, que depende também da sensibilização materna. Como a mãe já está sensibilizada, a probabilidade de doença é exatamente a probabilidade de o filho ser Rh+, ou seja, 50%. Para o casal II-1 e II-2, a análise é diferente: II-1 é Rh+ (teve eritroblastose) e sua mãe I-2 é Rh–, logo II-1 é Rr. A mulher II-2 é Rh– (rr), pois não teve eritroblastose e é filha de pais Rh– (I-1 e I-2, ambos rr). O cruzamento é Rr × rr, gerando 50% de filhos Rh+ (Rr). No entanto, a mãe II-2 é Rh– e não foi sensibilizada (não teve filhos Rh+ anteriores, pois II-1 é seu irmão, não filho), então a primeira gestação de filho Rh+ não causa eritroblastose. Portanto, a probabilidade para o casal II-1 e II-2 é nula na primeira gestação, mas seria de 50% a partir da segunda gestação de filho Rh+.
Guarde a distinção crucial: a eritroblastose só ocorre quando a mãe Rh– já está sensibilizada. A probabilidade de doença é o produto da probabilidade de o filho ser Rh+ pela probabilidade de a mãe estar sensibilizada (que, no caso de já ter tido filho Rh+, é 100%). É exatamente essa combinação que separa as alternativas.
Para o casal II-4 (rr) e II-5 (Rr), o cruzamento gera 50% de filhos Rr (Rh+) e 50% de filhos rr (Rh–). Como II-4 já está sensibilizada (teve o filho II-5, que é Rh+), qualquer filho Rh+ terá eritroblastose. Portanto, a probabilidade é de 50%.
Para o casal II-1 (Rr) e II-2 (rr), o cruzamento também gera 50% de filhos Rh+ (Rr). No entanto, II-2 é Rh– e não foi sensibilizada, pois não teve gestações anteriores de filhos Rh+ (II-1 é seu irmão, não filho). Na primeira gestação de um filho Rh+, a sensibilização materna é insuficiente para causar a doença. Portanto, a probabilidade de eritroblastose na próxima criança é nula, não 12,5%.
A probabilidade de 75% não corresponde a nenhum cruzamento possível no heredograma. Para o casal II-1 e II-2, a probabilidade de filho Rh+ é de 50%, mas a doença não ocorre na primeira gestação. Para o casal II-4 e II-5, a probabilidade é de 50%. O valor de 75% não tem fundamento genético.
Para o casal II-4 e II-5, a probabilidade não é nula. Como a mãe II-4 está sensibilizada e o pai II-5 é heterozigoto (Rr), há 50% de chance de o filho ser Rh+ e desenvolver a doença. A probabilidade nula só se aplicaria se a mãe não estivesse sensibilizada ou se o pai fosse rr.
A probabilidade de 100% seria correta apenas se o pai fosse homozigoto dominante (RR), garantindo que todos os filhos fossem Rh+. No entanto, II-5 é heterozigoto (Rr), pois sua mãe é Rh– (rr), então há 50% de chance de o filho ser Rh– (rr) e não desenvolver a doença.
Gabarito: letra A
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