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Questão de Legislação Penal e Processual Penal Especial — Lei nº 13.869/2019 - Lei de Abuso de Autoridade (antiga Lei nº 4.898/1965) — VUNESP 2024

Legislação Penal e Processual Penal EspecialLei nº 13.869/2019 - Lei de Abuso de Autoridade (antiga Lei nº 4.898/1965)
Código
vu204566
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Peruíbe
Ano
2024
Cargo
GCM ( )
Nos termos da Lei no 13.869, de 5 de setembro de 2019 (Lei de Abuso de Autoridade), aquele que deixa de identificar- se ao preso por ocasião de sua captura ou quando deva fazê-lo durante sua detenção ou prisão
  1. Acomete apenas uma infração administrativa.
  2. Bcomete uma contravenção penal apenada com prisão simples.
  3. Cnão comete crime ou infração administrativa.
  4. Dcomete um crime de abuso de autoridade apenado com detenção.
  5. Ecomete apenas uma infração civil com possibilidade de indenização.
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GabaritoD — comete um crime de abuso de autoridade apenado com detenção.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lei de Abuso de Autoridade: o crime de deixar de se identificar ao preso

Gabarito: letra D. A conduta descrita no enunciado — deixar de identificar-se ao preso por ocasião de sua captura ou durante sua detenção ou prisão — é crime de abuso de autoridade, tipificado no art. 16 da Lei nº 13.869/2019, com pena de detenção de 6 meses a 2 anos e multa. A alternativa correta é a D, pois a lei expressamente prevê essa conduta como crime, e não como mera infração administrativa, contravenção penal ou infração civil.

A Lei nº 13.869/2019, que revogou a antiga Lei nº 4.898/1965, define os crimes de abuso de autoridade. O art. 1º estabelece que a lei se aplica a condutas praticadas por agente público, servidor ou não, que, no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe foi atribuído. O § 1º do mesmo artigo exige que a conduta seja praticada com a finalidade específica de prejudicar outrem, beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou por mero capricho ou satisfação pessoal — ou seja, é um crime que exige elemento subjetivo especial, o dolo específico.

O art. 16 da lei tipifica exatamente a conduta do enunciado. Vejamos o texto literal:

Art. 16Lei-13869

Art. 16 — "Deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso por ocasião de sua captura ou quando deva fazê-lo durante sua detenção ou prisão: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa."

O parágrafo único do mesmo artigo amplia o alcance: incorre na mesma pena quem, como responsável por interrogatório em sede de procedimento investigatório de infração penal, deixa de identificar-se ao preso ou atribui a si mesmo falsa identidade, cargo ou função. Isso demonstra que a lei se preocupa em garantir que o preso saiba quem é a autoridade que o capturou ou o interroga, assegurando transparência e evitando abusos.

A pena cominada é de detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa. Detenção é uma das espécies de pena privativa de liberdade previstas no Código Penal, ao lado da reclusão. A diferença prática entre elas está, principalmente, no regime inicial de cumprimento: a detenção não admite regime fechado, apenas semiaberto ou aberto. Essa distinção é relevante para a prova, pois a banca pode explorar a diferença entre detenção e reclusão.

A conduta do art. 16 é um crime de abuso de autoridade, e não uma contravenção penal. As contravenções penais são reguladas pelo Decreto-Lei nº 3.688/1941 e têm penas mais brandas, como prisão simples. A Lei de Abuso de Autoridade, por sua vez, prevê crimes com penas de detenção ou reclusão, o que afasta a alternativa B. Também não se trata de infração administrativa ou civil, pois a lei expressamente tipifica a conduta como crime, com pena privativa de liberdade e multa.

A pegadinha desta questão está em o candidato confundir a natureza da conduta: por ser uma omissão (deixar de identificar-se), pode parecer algo de menor gravidade, mas a lei a trata como crime. Além disso, a alternativa A (infração administrativa) e a E (infração civil) são distratores que tentam minimizar a conduta, enquanto a B (contravenção penal) tenta confundir com o regime das contravenções. A alternativa C (não comete crime ou infração) é claramente incorreta, pois a lei expressamente prevê a conduta como crime.

1Conduta
Deixar de identificar-se
Identificar-se falsamente
Na captura ou durante detenção/prisão
2Parágrafo único
Responsável por interrogatório
Deixa de se identificar ou atribui falsa identidade
3Pena
Detenção (6 meses a 2 anos)
Multa
4Natureza
Crime de abuso de autoridade
Exige dolo específico (art. 1º, §1º)
Art. 16 — Deixar de identificar-se ao preso
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Art. 16 — Deixar de identificar-se ao preso: Conduta (Deixar de identificar-se, Identificar-se falsamente, Na captura ou durante detenção/prisão); Parágrafo único (Responsável por interrogatório, Deixa de se identificar ou atribui falsa identidade); Pena (Detenção (6 meses a 2 anos), Multa); Natureza (Crime de abuso de autoridade, Exige dolo específico (art. 1º, §1º))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A conduta não é apenas uma infração administrativa. O art. 16 da Lei nº 13.869/2019 tipifica a conduta como crime, com pena de detenção e multa. A infração administrativa é uma categoria distinta, que não exclui a responsabilidade penal. A lei de abuso de autoridade prevê crimes, não meras infrações administrativas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A conduta não é uma contravenção penal. As contravenções penais são reguladas pelo Decreto-Lei nº 3.688/1941 e punidas com prisão simples. O art. 16 da Lei nº 13.869/2019 prevê pena de detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa, o que caracteriza crime, não contravenção. A banca tenta confundir o candidato com a natureza da pena (prisão simples), mas a lei é clara.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A conduta é crime, sim. O art. 16 da Lei nº 13.869/2019 expressamente tipifica a conduta de deixar de identificar-se ao preso como crime de abuso de autoridade. A alternativa nega a existência de crime ou infração, o que contraria a literalidade da lei.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A conduta é crime de abuso de autoridade, apenado com detenção de 6 meses a 2 anos e multa, conforme o art. 16 da Lei nº 13.869/2019. A alternativa espelha exatamente o texto legal, que prevê pena de detenção, e não reclusão, prisão simples ou outra sanção.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A conduta não é apenas uma infração civil com possibilidade de indenização. A lei prevê expressamente a conduta como crime, com pena de detenção e multa. A responsabilidade civil pode existir em paralelo, mas não substitui a responsabilidade penal. A alternativa tenta minimizar a gravidade da conduta, mas a lei é clara ao tipificá-la como crime.

A regra de ouro para esta questão: quando a lei de abuso de autoridade descreve uma conduta e comina pena de detenção ou reclusão, trata-se de crime, não de contravenção, infração administrativa ou civil. A pena de detenção é o elemento que distingue o crime da contravenção (prisão simples) e das demais infrações.

Gabarito: letra D

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