O trecho destacado em “Mas, se eu me agasalhar bastante...” (2º quadro) foi corretamente reescrito em:
ATodavia, mesmo que eu me agasalhe...
BPois, para eu me agasalhar...
CPortanto, embora eu me agasalhe...
DAinda que, logo eu me agasalhe...
EPorém, caso eu me agasalhe...
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GabaritoE — Porém, caso eu me agasalhe...
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Reescrita de oração condicional: o valor semântico do "se"
Gabarito: letra E. A alternativa E é a única que preserva o sentido condicional do trecho original — "Mas, se eu me agasalhar bastante..." — ao reescrevê-lo com a conjunção "caso" (também condicional) e manter o verbo no futuro do subjuntivo ("agasalhe"). As demais trocam a relação lógica por concessão, causa ou conclusão, ou ainda alteram o modo verbal, o que muda o sentido ou quebra a correção.
O comando pede uma reescrita correta — ou seja, uma paráfrase que mantenha o sentido original e respeite a norma-padrão. O trecho destacado é uma oração subordinada adverbial condicional, introduzida pela conjunção "se", que expressa uma hipótese necessária para que algo aconteça. A reescrita deve, portanto, usar outra conjunção de mesmo valor ("caso", "contanto que", "desde que") e manter o verbo no subjuntivo, pois é o modo típico da condição.
A técnica central é identificar o valor semântico da conjunção e o modo verbal exigido. Veja o quadro:
Conjunção
Valor
Exemplo
se / caso
condição
Se eu me agasalhar...
embora / ainda que
concessão
Embora eu me agasalhe...
pois / porque
causa/explicação
Pois eu me agasalho...
portanto / logo
conclusão
Portanto eu me agasalho...
A banca explora exatamente essa confusão: oferece conjunções de valores diferentes e ainda mexe no modo verbal. A alternativa correta é a que mantém condição + subjuntivo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: troca de valor semântico (concessão). "Todavia" é adversativa (equivale a "mas"), e "mesmo que" é concessiva (equivale a "embora"). A frase "Todavia, mesmo que eu me agasalhe..." expressa uma concessão (fato que não impede outro), não uma condição. Além disso, o verbo "agasalhe" está no presente do subjuntivo, o que é aceitável para concessão, mas o sentido não é o mesmo do original.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: troca de valor semântico (causa/finalidade). "Pois" é explicativa/causal, e "para eu me agasalhar" é uma locução de finalidade. A frase "Pois, para eu me agasalhar..." indica propósito, não condição. Além disso, "para eu" exige o pronome reto "eu" e o verbo no infinitivo, o que já foge da estrutura condicional.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: troca de valor semântico (conclusão + concessão). "Portanto" é conclusiva, e "embora" é concessiva. A frase "Portanto, embora eu me agasalhe..." mistura conclusão com concessão, o que não corresponde à condição original. O verbo "agasalhe" está no presente do subjuntivo, mas o valor semântico está errado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: troca de valor semântico (concessão + conclusão) e erro de construção. "Ainda que" é concessiva, e "logo" é conclusiva. A frase "Ainda que, logo eu me agasalhe..." é incoerente: mistura concessão com conclusão e ainda usa "logo" de forma inadequada. Além disso, a vírgula após "Ainda que" separa indevidamente a conjunção de sua oração.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Mantém o valor condicional e a correção gramatical. "Porém" é adversativa (equivale a "mas"), e "caso" é condicional (equivale a "se"). A frase "Porém, caso eu me agasalhe..." preserva a ideia de condição e usa o verbo no futuro do subjuntivo ("agasalhe"), exatamente como o original. A reescrita é fiel ao sentido e gramaticalmente correta.
PEGA ESSA DICA!
Ao reescrever uma oração com "se", procure a alternativa que use outra conjunção condicional (caso, contanto que, desde que) e mantenha o verbo no subjuntivo. Desconfie de conjunções como "embora", "pois", "portanto" — elas mudam o valor lógico.
Gabarito: letra E — a única que preserva a condição e a norma-padrão.