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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2024

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu205389
Banca
VUNESP
Órgão
APS
Ano
2024
Cargo
GP ( )

Deus não escolhe os capacitados

 

Conta certa lenda que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. De repente o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.

 

A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo, por fim, quebrá-lo e libertar o amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino: – Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!

 

Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:

 

– Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram:

– Pode nos dizer como?

– É simples. – respondeu o velho.

– Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.

 

(sitecontabil.com.br. Atribuído a Albert Einstein. Acessado em 30 de abril de 2024)

Em relação ao primeiro texto da prova, de Luciana Garbin, é correto afirmar, quanto aos aspectos nele tratados, que esta narrativa, atribuída a Albert Einstein, vem
  1. Arefutá-lo.
  2. Bratificá-lo.
  3. Cnegá-lo.
  4. Dcontradizê-lo.
  5. Epolemizá-lo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — ratificá-lo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A narrativa confirma a tese do texto de Luciana Garbin

Gabarito: letra B. A narrativa atribuída a Einstein ratifica (confirma) a tese do texto de Luciana Garbin, pois ambas defendem a mesma ideia: a capacidade não é pré-requisito para realizar algo grandioso, e a ausência de descrença alheia é o que permite a ação. A passagem final do texto-base — "Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz" — é a chave que prova essa relação de confirmação.

O comando: o que a questão pede

O enunciado pergunta se a narrativa "vem" refutá-lo, ratificá-lo, negá-lo, contradizê-lo ou polemizá-lo em relação ao texto de Luciana Garbin. Isso é uma questão de compreensão da relação intertextual: não se trata de interpretar o texto isoladamente, mas de identificar se a narrativa concorda ou discorda da tese do texto-base. Os verbos "ratificar" e "refutar" são antônimos — o primeiro confirma, o segundo contesta. A banca quer que o candidato perceba que a narrativa é um exemplo ilustrativo que reforça a ideia central do texto de Garbin.

O texto: a tese e o movimento argumentativo

O texto de Luciana Garbin (não transcrito aqui, mas referido no enunciado) defende a tese de que Deus não escolhe os capacitados — ou seja, a capacidade não é o critério para a escolha divina; antes, a escolha é que capacita. A narrativa atribuída a Einstein é uma fábula que ilustra exatamente essa tese: um menino pequeno e frágil consegue quebrar o gelo e salvar o amigo, não por força física, mas porque ninguém lhe disse que não seria capaz. A moral da história — "Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz" — é a confirmação direta da tese de Garbin: a ausência de limitação imposta pelos outros é o que permite a superação.

A técnica: como identificar ratificação vs. refutação

Para resolver questões de relação intertextual, pergunte: o segundo texto concorda ou discorda do primeiro? Se concorda, ele ratifica (confirma); se discorda, ele refuta (contesta). No caso, a narrativa não apresenta nenhum argumento contrário à tese de Garbin; ao contrário, ela exemplifica e reforça a mesma ideia. A palavra "ratificar" vem do latim ratum facere (tornar válido), e é exatamente o que a narrativa faz: valida a tese com um caso concreto.

Análise das alternativas

1Ratificar (confirmar)
Narrativa concorda com a tese
Exemplo ilustrativo
2Refutar (contestar)
Narrativa discorda da tese
Contra-argumento
3Negar / Contradizer
Afirma o oposto
4Polemizar
Gera controvérsia
Relação intertextual
LEVELsoulevel.com.br
Relação intertextual: Ratificar (confirmar) (Narrativa concorda com a tese, Exemplo ilustrativo); Refutar (contestar) (Narrativa discorda da tese, Contra-argumento); Negar / Contradizer (Afirma o oposto); Polemizar (Gera controvérsia)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Refutá-lo significa contestar, negar a validade. A narrativa não apresenta nenhum contra-argumento; ela confirma a tese. O erro aqui é de oposição: a banca oferece um verbo antônimo de "ratificar" para testar se o candidato percebe a direção da relação.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Ratificá-lo é confirmar, validar. A narrativa atribuída a Einstein reforça a tese de Garbin, como prova a passagem final: "Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz". Essa frase resume a ideia central do texto-base: a capacidade não é inata, mas é possibilitada pela ausência de descrença. Portanto, a narrativa ratifica (confirma) a tese.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Negá-lo é o mesmo que refutar: afirmar que a tese é falsa. A narrativa não nega nada; ela exemplifica a tese. O erro é o mesmo da alternativa A: confundir confirmação com negação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Contradizê-lo é afirmar o oposto. A narrativa não contradiz a tese; ela a corrobora. O erro é de oposição novamente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Polemizá-lo é gerar controvérsia, debate. A narrativa não levanta nenhuma polêmica; ela é uma ilustração clara e direta da tese. O erro é de fuga ao tema: a alternativa sugere um conflito que não existe no texto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "ratificar" e "refutar", oferecendo verbos que indicam oposição (refutar, negar, contradizer, polemizar) para testar se o candidato percebe que a narrativa confirma a tese do texto-base.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de relação intertextual, grife a tese do primeiro texto e pergunte: o segundo texto concorda ou discorda? Se concorda, é ratificação; se discorda, é refutação. Não se deixe levar por palavras de oposição sem verificar o conteúdo.

Conclusão: a narrativa atribuída a Einstein ratifica a tese de Luciana Garbin, pois ambas defendem a mesma ideia: a capacidade não é pré-requisito para a ação, e a ausência de descrença alheia é o que permite a superação. A passagem "Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz" é a prova textual dessa confirmação.

Gabarito: letra B

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