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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — VUNESP 2024

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
vu205584
Banca
VUNESP
Órgão
SEMAE PIRACICABA
Ano
2024
Cargo
Esc (SEMAE Pira)
Leia a tira para responder à questão. (Willian Leite. Anésia # 551. www.willtirando.com.br. 26.03.2021)   Assinale a alternativa em que se faz afirmação quanto a alterações na tira, preservando-se a norma-padrão.Imagem associada para resolução da questão
  1. AO vocábulo “para” (3° quadro) pode ser substituído por “a fim de que”, indicando finalidade.
  2. BA expressão “nunca houve tanto divórcio” (2° quadro) pode ser substituída por “nunca houveram tantas separações”.
  3. CA expressão “amar o próximo” (3° quadro) pode ser substituída por “amar-lhe”, indicando sentimento sincero.
  4. DO vocábulo “as” (1° quadro) pode ser substituído por “às”, indicando quem recebe o ensino.
  5. EA expressão “tem que” (3º quadro) pode ser substituída por “tem de”, indicando necessidade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — A expressão “tem que” (3º quadro) pode ser substituída por “tem de”, indicando necessidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de frases: substituição com norma-padrão

Gabarito: letra E. A única substituição que preserva a norma-padrão e o sentido é a de "tem que" por "tem de", pois ambas as formas são aceitas na língua culta para indicar necessidade/obrigação (a forma "ter de" é a mais recomendada pela tradição gramatical). As demais alternativas ou violam a concordância, a crase, a regência ou alteram o sentido original.

O comando

A questão pede que você avalie cada substituição proposta e identifique aquela que preserva a norma-padrão — ou seja, que não introduz erro gramatical e mantém o sentido do texto original. Não se trata de interpretar a tira, mas de aplicar regras de concordância, crase, regência e uso de locuções.

O texto

A tira (não reproduzida aqui) apresenta uma crítica social sobre relacionamentos e divórcio. No 3º quadro, a expressão "tem que" aparece no sentido de obrigação/necessidade (ex.: "tem que amar o próximo"). A substituição por "tem de" é perfeita: ambas são formas da locução verbal "ter de/que" + infinitivo, e a norma culta prefere "ter de".

A técnica

Para resolver, teste cada alternativa perguntando: a substituição mantém o sentido e respeita a norma-padrão? Veja:

  • Concordância verbal: "houve" é impessoal (não varia), então "houveram" é erro.

  • Crase: só ocorre antes de palavra feminina que aceite artigo "a"; "as" (artigo) não vira "às" (preposição + artigo) sem mudar a regência.

  • Regência: "amar" é verbo transitivo direto, exige objeto direto (o próximo), não objeto indireto (lhe).

  • Locução verbal: "ter de" e "ter que" são sinônimas, ambas indicam necessidade; a primeira é a mais formal.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A substituição de "para" por "a fim de que" não é adequada, pois "para" pode ser preposição (finalidade) ou preposição de direção, enquanto "a fim de que" é locução conjuntiva que introduz oração subordinada adverbial final. No contexto da tira, "para" provavelmente é preposição de finalidade, mas a troca por "a fim de que" exigiria reestruturação da oração (ex.: "para amar" → "a fim de que ame"). Além disso, a alternativa afirma que "para" pode ser substituído por "a fim de que" indicando finalidade, mas isso só é possível se houver oração desenvolvida, o que não ocorre no texto original. Portanto, a substituição altera a estrutura sintática e não preserva a norma-padrão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A substituição de "nunca houve tanto divórcio" por "nunca houveram tantas separações" é incorreta porque o verbo "haver" no sentido de existir é impessoal e permanece na 3ª pessoa do singular: "houve". A forma "houveram" é um erro clássico de concordância verbal. O correto seria "nunca houve tantas separações". A alternativa viola a concordância verbal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A substituição de "amar o próximo" por "amar-lhe" é incorreta porque o verbo "amar" é transitivo direto, ou seja, exige objeto direto (sem preposição). O pronome "lhe" é objeto indireto (equivale a "a ele/ela"), portanto não pode substituir "o próximo" (objeto direto). O correto seria "amá-lo". A alternativa viola a regência verbal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A substituição de "as" por "às" é incorreta porque "as" é artigo definido feminino plural (ex.: "as pessoas"), enquanto "às" é a contração da preposição "a" com o artigo "as". A crase só ocorre quando há fusão de preposição + artigo, o que depende da regência do verbo. No contexto da tira, "as" provavelmente é artigo, e a troca por "às" alteraria o sentido e poderia introduzir erro de crase. A alternativa não respeita a regra da crase.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A substituição de "tem que" por "tem de" é correta e preserva a norma-padrão. Ambas as formas são aceitas na língua culta para indicar necessidade/obrigação (ex.: "tem de estudar" = "tem que estudar"). A forma "ter de" é a mais recomendada pela tradição gramatical, mas "ter que" também é usada. A substituição mantém o sentido e não viola nenhuma regra.

PEGA ESSA DICA!

Ao resolver questões de substituição, teste cada alternativa perguntando: a troca mantém o sentido e respeita a norma-padrão? Desconfie de alterações que mudam a classe gramatical, a regência ou a concordância.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura várias armadilhas: concordância verbal (houveram), crase indevida (às), regência pronominal (amar-lhe) e troca de conectivo (para por a fim de que). A única substituição que mantém o sentido e a norma é "tem que" por "tem de".

Gabarito: letra E

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