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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — VUNESP 2024

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
vu205596
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Catanduva
Ano
2024
Cargo
AgFiscTrib ( )

O poder grisalho

 

Um argumento falacioso ilude grupos sociais, políticos e econômicos, com a formação da falsa crença de serem as pessoas de 60 anos em diante próximas da situação de descarte quando não de plena indiferença.

 

São os idosos, no Brasil, protegidos – supostamente – por Estatuto na mira de passar por ajustes e revisões a fim de adequar a letra ao sacolejo da vida, pois duas décadas se passaram enquanto a gente do Poder Grisalho duplicou.

 

Eficazes tecnologias farmacêuticas viabilizam receitas para debelar e prevenir enfermidades, inspirando a medicina a labutar por longevidade – e não apenas, pois acompanham a alegria, o amor e, por que não, revigorantes tertúlias.

 

Já não é raro encontrarem-se casais nonagenários atendidos pela fisioterapia, mexendo músculos e mentes, visando ao bem-viver com a escadinha de bisnetos ou passeando de mãos dadas nos jardins deste novo Éden.

 

Há, no entanto, a necessidade de investimento em disciplinas calçadas no movimento e na mudança, que poderia forjar nos estabelecimentos de ensino-aprendizagem esta bem-vinda postura de respeito e admiração por longevas e longevos.

 

A cidadania não tem como orgulhar-se sem incluir a experiência dos mais velhos, como é comum nas nações indígenas e etnias ciganas, bons exemplos de cuidados extremos para serem imitados.

 

(Editorial. https://atarde.com.br/opiniao, 03.10.2023. Adaptado)

Leia o texto para responder à questão     A concordância verbal e a concordância nominal atendem à norma-padrão em:
  1. AÉ comum, nas nações indígenas e etnias ciganas, bons exemplos de cuidados extremos para serem imitados.
  2. BJá fazem duas décadas que o Estatuto do Idoso foi promulgado e, nesse tempo, a gente do Poder Grisalho duplicou.
  3. CNem um nem outro idoso brasileiro devem ser vistos como descarte, como infelizmente pensa muitas pessoas.
  4. DA proposta de investimento em disciplinas calçadas em movimentos e mudanças seriam muito positivas.
  5. EAo lado da medicina, alegria, amor e revigorantes tertúlias, cada vez mais, compõem a rotina de idosos.
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GabaritoE — Ao lado da medicina, alegria, amor e revigorantes tertúlias, cada vez mais, compõem a rotina de idosos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal e nominal: a norma-padrão em jogo

Gabarito: letra E. A alternativa E é a única em que todas as concordâncias — verbal e nominal — respeitam a norma-padrão: o sujeito composto "alegria, amor e revigorantes tertúlias" exige o verbo "compõem" no plural, e o adjetivo "revigorantes" concorda em gênero e número com "tertúlias". As demais alternativas apresentam, cada uma, um desvio específico de concordância, como se verá a seguir.

A questão pede que o candidato identifique a frase em que a concordância verbal e a nominal estão corretas. Isso significa que é preciso analisar, em cada alternativa, se o verbo concorda com o sujeito (concordância verbal) e se os determinantes (artigos, adjetivos, pronomes) concordam com os substantivos a que se referem (concordância nominal). A banca VUNESP adora testar os casos especiais de concordância: sujeito composto, expressões partitivas, verbos impessoais, pronomes indefinidos, entre outros.

A técnica central é identificar o núcleo do sujeito e verificar se o verbo está flexionado de acordo com ele. No caso da alternativa E, o sujeito é composto por três núcleos: "alegria", "amor" e "tertúlias". Quando o sujeito é composto e está anteposto ao verbo, a concordância é obrigatoriamente no plural. O verbo "compor" fica, então, na 3ª pessoa do plural: "compõem". Já na concordância nominal, o adjetivo "revigorantes" concorda com o substantivo feminino plural "tertúlias".

"Ao lado da medicina, alegria, amor e revigorantes tertúlias, cada vez mais, compõem a rotina de idosos."

A passagem mostra a estrutura correta: sujeito composto (alegria, amor e tertúlias) + verbo no plural (compõem) + adjetivo concordando com o núcleo mais próximo (revigorantes tertúlias). Não há nenhum desvio.

Concordância verbal
  • 1Sujeito composto anteposto
    • Verbo no plural (compõem)
  • 2Verbo "fazer" (tempo decorrido)
    • Impessoal: sempre singular (faz)
  • 3"Nem um nem outro"
    • Verbo no singular (deve)
  • 4Sujeito distante do verbo
    • Verbo concorda com o núcleo (seria)
  • 5Concordância nominal
    • Adjetivo concorda com o substantivo
      • "revigorantes tertúlias"
    • Predicativo concorda com o sujeito
      • "comum" → "comuns" (bons exemplos)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"É comum, nas nações indígenas e etnias ciganas, bons exemplos de cuidados extremos para serem imitados."

O erro está na concordância nominal. O adjetivo "comum" deveria concordar com o sujeito "bons exemplos" (plural), mas está no singular. A forma correta seria: "São comuns, nas nações indígenas e etnias ciganas, bons exemplos...". O verbo "ser" também deveria estar no plural, concordando com "bons exemplos". A banca inverteu a concordância: o predicativo "comum" ficou no singular, mas o sujeito é plural.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Já fazem duas décadas que o Estatuto do Idoso foi promulgado e, nesse tempo, a gente do Poder Grisalho duplicou."

O erro está na concordância verbal com o verbo "fazer". Quando o verbo "fazer" indica tempo decorrido, ele é impessoal e deve ficar sempre no singular: "Já faz duas décadas...". A forma "fazem" está incorreta. O verbo "fazer" não tem sujeito nesse caso, pois indica tempo transcorrido, e a norma-padrão exige o singular.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Nem um nem outro idoso brasileiro devem ser vistos como descarte, como infelizmente pensa muitas pessoas."

Há dois erros. O primeiro está na concordância verbal com a expressão "nem um nem outro": essa expressão exige o verbo no singular — "Nem um nem outro idoso brasileiro deve ser visto...". O segundo erro está na concordância verbal com o sujeito "muitas pessoas": o verbo "pensar" deveria estar no plural — "como infelizmente pensam muitas pessoas". A banca trocou as duas concordâncias: plural onde deveria ser singular e singular onde deveria ser plural.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"A proposta de investimento em disciplinas calçadas em movimentos e mudanças seriam muito positivas."

O erro está na concordância verbal. O núcleo do sujeito é "A proposta" (singular), e o verbo "ser" deveria concordar com ele: "A proposta ... seria muito positiva". O verbo "seriam" está no plural, mas o sujeito é singular. A banca distanciou o verbo do núcleo do sujeito, inserindo vários termos entre eles ("de investimento em disciplinas calçadas em movimentos e mudanças"), para confundir o candidato.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a distância entre o verbo e o núcleo do sujeito (alternativa D) e os casos especiais de concordância (verbo "fazer" impessoal, expressão "nem um nem outro", sujeito composto). A alternativa E é a única que não apresenta nenhum desses desvios.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar concordância, sublinhe o núcleo do sujeito e verifique se o verbo concorda com ele. Desconfie de frases longas, em que o verbo está distante do sujeito, e de verbos como "fazer" e "haver" indicando tempo, que são impessoais.

Gabarito: letra E — a única em que a concordância verbal (sujeito composto + verbo no plural) e a concordância nominal (adjetivo + substantivo) seguem a norma-padrão.

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