Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2024
Português›Interpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu205674
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Lins
Ano
2024
Cargo
Pad ( )
História do pão de queijo: do Brasil para o mundo
A história do pão de queijo é muito rica e interessante. Como todo ícone da culinária brasileira, ele tem raízes na alimentação dos nossos povos indígenas e recebe influências africanas e portuguesas.
Tudo começou com o polvilho, extraído da mandioca pelos nossos indígenas, passando pelas mãos dos colonizadores, que acrescentaram ovos, banha de porco, leite e, claro, os queijos das fazendas.
Devemos aos povos indígenas a domesticação e seleção da mandioca-brava, alcançada há milhares de anos antes dos colonizadores. Eles também descobriram como extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta, tornando-as seguras para o consumo humano após o processamento adequado. Isso originou o polvilho azedo, ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo.
No período colonial do Brasil, durante o século XVIII, na região de Minas Gerais, os colonizadores portugueses, na ausência da farinha de trigo, que era importada da Europa e possuía um altíssimo custo, buscavam formas de criar alimentos com ingredientes locais. Foi nessa época que, das cozinhas das antigas fazendas de Minas, surgiram quitutes como biscoitos de polvilho, sequilhos, tapiocas e o pão de queijo.
Os ingredientes do pão de queijo eram simples: polvilho azedo, queijo minas curado, banha de porco derretida, leite e ovos, ou seja, itens de subsistência nas propriedades.
Graças a sua combinação única de sabores e texturas, o pão de queijo conquistou não apenas os brasileiros, mas pessoas ao redor de todo o mundo e hoje é considerado um patrimônio brasileiro.
Em suma, ele é muito mais do que uma simples receita culinária. É uma herança cultural que deve ser preservada e apreciada por muitas gerações. Portanto, quando saborear essa delícia, lembre-se de que você estará degustando uma verdadeira parte da história e da cultura brasileira, um verdadeiro patrimônio nacional.
(www.tvculturamineira.com.br. Acesso em 22.03.2024. Adaptado)
Para responder à questão De acordo com o texto, a criação do pão de queijo no Brasil só foi possível porque os povos indígenas conseguiram
Aplantar nas fazendas a mandioca que era originária da Europa.
Baprimorar a comercialização do polvilho, antes de passar pelos colonizadores.
Ccultivar a mandioca em grande escala com métodos trazidos pelos europeus.
Dremover o veneno das raízes da mandioca, tornando- a um alimento seguro.
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GabaritoD — remover o veneno das raízes da mandioca, tornando- a um alimento seguro.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Compreensão textual: a condição para a criação do pão de queijo
Gabarito: letra D. A criação do pão de queijo só foi possível porque os povos indígenas conseguiram remover o veneno das raízes da mandioca, tornando-a um alimento seguro — exatamente o que o texto afirma no 3º parágrafo: "Eles também descobriram como extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta, tornando-as seguras para o consumo humano após o processamento adequado." As demais alternativas ou contradizem o texto ou acrescentam informações que ele não traz.
O comando é claro: "De acordo com o texto". Isso significa que a questão é de compreensão/recorrência — a resposta deve ser uma paráfrase fiel de uma informação explícita, sem deduções, sem conhecimento de mundo e sem opinião do candidato. Não se trata de inferir nada: basta localizar a passagem que diz exatamente o que a alternativa correta afirma.
O texto narra a história do pão de queijo em três movimentos: (1) a origem indígena do polvilho, extraído da mandioca; (2) a contribuição dos colonizadores, que acrescentaram ovos, banha, leite e queijo; (3) a consolidação do quitute em Minas Gerais no século XVIII. A pergunta mira especificamente o papel dos indígenas nessa história — e é no 3º parágrafo que o texto concentra essa informação. Ali está a chave da questão: a descoberta de como extrair o veneno da mandioca-brava, tornando-a segura para consumo.
A técnica que decide esta questão é simples e poderosa: teste cada alternativa perguntando "o texto autoriza isto, ou exige acrescentar algo de fora?". A alternativa correta é a única que repete, com outras palavras, uma informação que está literalmente no texto. As erradas, cada uma à sua maneira, ou contradizem o texto (dizem o oposto do que ele afirma) ou extrapolam (trazem dados que o texto não menciona).
PEGA ESSA DICA!
Em questões de "de acordo com o texto", grife o comando antes de ler as alternativas. Se pede recorrência, a resposta é uma paráfrase — desconfie de qualquer alternativa que exija dedução ou traga informação nova.
1Grife o comando
2Localize a passagem
3Teste cada alternativa
4Exija paráfrase fiel
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"Tudo começou com o polvilho, extraído da mandioca pelos nossos indígenas"
O texto diz que a mandioca é originária do Brasil (domesticada pelos indígenas "há milhares de anos antes dos colonizadores"). A alternativa afirma que ela era "originária da Europa" — contradiz o texto e inverte a lógica: foram os colonizadores que vieram da Europa, não a mandioca. Além disso, o texto não diz que os indígenas "plantaram nas fazendas"; as fazendas são mencionadas como o local onde os colonizadores criaram o pão de queijo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto não menciona em nenhum momento a comercialização do polvilho. Ele fala da extração do polvilho pelos indígenas e do uso dele pelos colonizadores, mas nada sobre aprimorar sua comercialização. A alternativa extrapola: acrescenta uma informação (a comercialização) que não está no texto. O verbo "aprimorar" também não encontra respaldo — o texto não diz que os indígenas melhoraram a comercialização de nada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto diz que os indígenas domesticaram a mandioca "há milhares de anos antes dos colonizadores" — ou seja, o cultivo da mandioca é anterior à chegada dos europeus. A alternativa afirma que o cultivo em grande escala foi feito "com métodos trazidos pelos europeus", o que contradiz o texto. Além disso, o texto não fala em "cultivo em grande escala" em lugar nenhum — é outra extrapolação. A contribuição dos colonizadores foi acrescentar ingredientes (ovos, banha, leite, queijo), não ensinar a cultivar mandioca.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Eles também descobriram como extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta, tornando-as seguras para o consumo humano após o processamento adequado."
Esta é a paráfrase perfeita da alternativa: "remover o veneno das raízes da mandioca" = "extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta"; "tornando-a um alimento seguro" = "tornando-as seguras para o consumo humano". O texto ainda conecta essa descoberta diretamente ao pão de queijo: "Isso originou o polvilho azedo, ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo." Ou seja, sem a remoção do veneno, não haveria polvilho seguro, e sem polvilho não haveria pão de queijo. A alternativa repete exatamente a informação do texto, sem acrescentar nada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a tentação de "completar" a história com conhecimento de mundo. As alternativas A e C parecem plausíveis (mandioca veio de fora? europeus ensinaram a plantar?), mas o texto diz exatamente o contrário. A resposta certa é a que não acrescenta nada — apenas reescreve o que está no 3º parágrafo.
Conclusão: a questão é de compreensão pura. A alternativa D é a única que se sustenta integralmente no texto, pois parafraseia a passagem que descreve a descoberta indígena de extrair o veneno da mandioca. As demais ou contradizem o texto (A e C) ou introduzem informações que ele não traz (B).