Questão de Português — Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) — VUNESP 2024
- Código
- vu205681
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Pref Lins
- Ano
- 2024
- Cargo
- Pad ( )

- Aajuda o
- Bajudar à
- Cajudar o
- Dajuda à

GabaritoC — ajudar o
Gabarito: letra C. A alternativa correta é "ajudar o", pois o verbo ajudar é transitivo direto — não exige preposição — e o complemento é um objeto direto, que não admite crase. A imagem do quadrinho mostra o personagem prestando auxílio a alguém, e a fala deve ser completada com a forma "ajudar o", como em "vou ajudar o [fulano]".
O enunciado pede que você complete a fala do personagem considerando a norma-padrão e a imagem visual. Isso significa que a resposta deve respeitar duas coisas: (1) a regência correta do verbo "ajudar" e (2) o contexto visual — quem está sendo ajudado. A banca não quer que você apenas decore a regra; quer que você aplique a regra ao que a imagem mostra.
O verbo ajudar é transitivo direto na grande maioria dos usos: "ajudar alguém", "ajudar o próximo", "ajudar a mãe". O complemento vem sem preposição, portanto é um objeto direto. Veja:
"Vou ajudar o João." (objeto direto: o João)
"Ela ajuda a irmã." (objeto direto: a irmã — note que aqui o "a" é artigo, não preposição)
A crase (à) é a fusão da preposição a com o artigo a ou com o pronome demonstrativo a. Para haver crase, é necessário que o termo regente exija preposição e que o termo regido aceite artigo. Como o verbo "ajudar" não exige preposição, não há crase: o complemento é objeto direto, não indireto.
Errado: "Vou ajudar à mãe." (aqui o "à" seria crase, mas não há preposição exigida pelo verbo)
Certo: "Vou ajudar a mãe." (o "a" é apenas artigo)
A banca explora a confusão entre objeto direto e objeto indireto. Muitos candidatos, ao verem "ajudar" seguido de um nome feminino, pensam que há crase — mas isso é um erro. A crase só ocorre quando o verbo exige preposição. O verbo "ajudar" é transitivo direto, então o complemento nunca vem preposicionado.
A banca tenta induzir o candidato a usar crase por associação com verbos que exigem preposição (como "assistir a", "responder a"). Mas "ajudar" é transitivo direto — sem preposição, sem crase.
Para saber se há crase, substitua o termo feminino por um masculino. Se aparecer "ao", há crase; se aparecer apenas "o", não há. Ex.: "ajudar o João" → "ajudar a Maria" (sem crase).
"ajuda o" — O verbo está no presente do indicativo ("ajuda"), mas a fala do personagem, pelo contexto visual, pede o infinitivo ("ajudar"), pois expressa uma ação futura ou uma intenção. Além disso, a forma "ajuda o" não se encaixa na estrutura da fala, que exige o verbo no infinitivo. Erro: troca o tempo verbal, desrespeitando o contexto.
"ajudar à" — Aqui há dois erros: (1) o verbo "ajudar" é transitivo direto, não exige preposição; (2) a crase é indevida, pois não há fusão de preposição com artigo. Erro: usa crase sem necessidade, confundindo objeto direto com indireto.
"ajudar o" — O verbo "ajudar" está no infinitivo, adequado ao contexto da fala, e o complemento "o" é um objeto direto (artigo definido masculino), sem preposição. A construção "ajudar o" está correta e segue a norma-padrão. Acerto: respeita a regência do verbo e o tempo verbal adequado.
"ajuda à" — Repete o erro da alternativa B (crase indevida) e ainda usa o presente do indicativo ("ajuda") em vez do infinitivo. Erro: combina dois desvios: tempo verbal inadequado e crase indevida.
Conclusão: a única alternativa que respeita a regência do verbo "ajudar" (transitivo direto, sem preposição) e o tempo verbal adequado (infinitivo) é a letra C. Lembre-se: "ajudar" não pede preposição, logo não há crase.
Gabarito: letra C
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