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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — VUNESP 2024

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
vu205908
Banca
VUNESP
Órgão
A.C.Camargo
Ano
2024
Cargo
RM Onc ( )

O bem-vindo retorno das vacinas

 

Depois de anos de quedas sucessivas na cobertura vacinal, o Brasil saiu, enfim, do indesejável ranking dos 20 países com mais crianças não vacinadas. A auspiciosa notícia vem do relatório divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre os níveis de vacinação no mundo.

 

A melhora dos índices de cobertura vacinal do Brasil destoa do que acontece no panorama global – de acordo com o relatório, a taxa de imunização no mundo ficou estagnada. A título de exemplo, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023 no Brasil.

 

Em abril, o Ministério da Saúde já havia apresentado dados que mostravam o aumento da cobertura vacinal no País. Na ocasião, informou que 13 dos 16 imunizantes do calendário infantil tiveram alta na adesão. Motivo suficiente, na época, para reconhecer os méritos da atual gestão da pasta, que buscou revigorar em 2023 o Programa Nacional de Imunizações.

 

Não é uma vitória trivial e, portanto, deve ser comemorada. Mas mantê-la exigirá vigilância e trabalho. Por exemplo, as coberturas vacinais da maioria dos imunizantes seguem abaixo da meta. E o próprio Ministério da Saúde informou ter pesquisas segundo as quais 20% da população não confia ou confia pouco em algumas vacinas – índice que, no passado, não passava de 5%.

 

Convém reconhecer que a queda na cobertura vacinal já vinha apresentando piora desde 2016, com números decrescentes entre os imunizantes do calendário infantil. Uma evidência de que só a confiança da população nas vacinas não basta. É preciso fazer campanha permanente.

 

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.07.2024. Adaptado)

Leia o texto para responder à questão.

 

Assinale a alternativa em que a reescrita de informações do texto atende à norma-padrão de pontuação e de regência verbal.

  1. AO Ministério da Saúde informou aos cidadãos, em abril, de que a cobertura vacinal no país aumentou.
  2. BO Ministério da Saúde informou, aos cidadãos em abril, que a cobertura vacinal no país aumentou.
  3. CO Ministério da Saúde informou aos cidadãos, em abril, que a cobertura vacinal no país aumentou.
  4. DO Ministério da Saúde informou, os cidadãos em abril, que a cobertura vacinal no país aumentou.
  5. EO Ministério da Saúde informou os cidadãos em abril, de que a cobertura vacinal no país aumentou.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — O Ministério da Saúde informou aos cidadãos, em abril, que a cobertura vacinal no país aumentou.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita com regência e pontuação: a norma-padrão em jogo

Gabarito: letra C. A alternativa C é a única que respeita, ao mesmo tempo, a regência do verbo "informar" (transitivo direto e indireto: informar algo a alguém) e a pontuação correta do adjunto adverbial deslocado ("em abril" isolado por vírgulas). As demais ou inserem a preposição "de" indevidamente antes do "que" (erro de regência) ou separam termos que não podem ser separados por vírgula (erro de pontuação).

O comando

A questão pede uma reescrita que atenda à norma-padrão de pontuação e de regência verbal. Isso significa que você deve testar cada alternativa em dois eixos: (1) o verbo "informar" está bem regido? (2) as vírgulas estão bem empregadas? Não basta a frase "soar bem" — é preciso conferir se a sintaxe está correta.

O texto e a informação reescrita

O trecho original do texto-base diz:

"Em abril, o Ministério da Saúde já havia apresentado dados que mostravam o aumento da cobertura vacinal no País."

A reescrita proposta nas alternativas transforma essa informação em uma oração com o verbo "informar": o Ministério informou algo (que a cobertura aumentou) a alguém (aos cidadãos). O verbo "informar" é transitivo direto e indireto: quem informa, informa algo (objeto direto) a alguém (objeto indireto). A oração "que a cobertura vacinal no país aumentou" exerce a função de objeto direto — por isso, não pode ser introduzida pela preposição "de". Dizer "informou de que" é erro de regência, pois o verbo não pede a preposição "de" antes do objeto direto oracional.

A técnica que decide

Regência do verbo "informar": informar algo (objeto direto) a alguém (objeto indireto). Ex.: "Informei o resultado aos candidatos." Na voz passiva, o objeto direto vira sujeito: "Os candidatos foram informados do resultado." Mas na voz ativa, a construção correta é "informar que..." (sem preposição) ou "informar de que..."? A norma-padrão rejeita "informar de que" na voz ativa; o correto é "informar que". Portanto, qualquer alternativa com "de que" após "informou" está errada.

Pontuação: o adjunto adverbial "em abril" está deslocado (não está no fim da frase). Quando um adjunto adverbial de tempo (curto) é deslocado para o início ou meio da oração, o uso da vírgula é facultativo — mas, se usado, deve ser duplo (uma antes e uma depois) quando intercalado. Na alternativa C, "em abril" está entre vírgulas, isolando corretamente o adjunto. Já na alternativa B, a vírgula separa "aos cidadãos" do verbo "informou", o que é proibido: não se separa o verbo de seu complemento (objeto indireto) por vírgula.

Análise das alternativas

Verbo "informar"
  • 1Regência
    • Algo (objeto direto)
    • A alguém (objeto indireto)
    • "de que" (erro)
  • 2Pontuação
    • Adjunto deslocado "em abril"
      • Entre vírgulas
      • Separar verbo de complemento
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"O Ministério da Saúde informou aos cidadãos, em abril, de que a cobertura vacinal no país aumentou."

Erro de regência: o verbo "informar" não admite a preposição "de" antes da oração objeto direto. O correto é "informou que", não "informou de que". A presença de "de que" torna a frase incorreta quanto à regência, mesmo que a pontuação esteja adequada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"O Ministério da Saúde informou, aos cidadãos em abril, que a cobertura vacinal no país aumentou."

Erro de pontuação: a vírgula após "informou" separa o verbo de seu objeto indireto ("aos cidadãos"), o que é proibido — não se separa o verbo de seu complemento. Além disso, "em abril" ficou sem isolamento adequado, pois o adjunto adverbial deslocado deveria estar entre vírgulas (ou sem vírgulas, se curto). A frase fica ambígua e incorreta.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"O Ministério da Saúde informou aos cidadãos, em abril, que a cobertura vacinal no país aumentou."

Regência correta: "informou" + objeto direto oracional ("que...") sem preposição. Pontuação correta: o adjunto adverbial "em abril" está deslocado e corretamente isolado por vírgulas (uma antes, uma depois). Não há separação indevida entre verbo e complemento. É a única que atende à norma-padrão nos dois eixos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"O Ministério da Saúde informou, os cidadãos em abril, que a cobertura vacinal no país aumentou."

Erro de pontuação: a vírgula após "informou" separa o verbo de seu objeto direto ("os cidadãos"), o que é proibido. Além disso, "os cidadãos" está sendo tratado como objeto direto, mas o verbo "informar" pede objeto indireto com a preposição "a" (informar aos cidadãos). A frase está duplamente errada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"O Ministério da Saúde informou os cidadãos em abril, de que a cobertura vacinal no país aumentou."

Erro de regência: novamente o "de que" indevido. Além disso, "informou os cidadãos" trata "cidadãos" como objeto direto, mas o correto é "informou aos cidadãos" (objeto indireto). A frase está incorreta tanto na regência quanto na ausência de vírgula para isolar o adjunto deslocado.

Fechamento

A regra de ouro: teste cada alternativa perguntando — o verbo "informar" está bem regido (sem "de" antes de "que")? As vírgulas separam apenas o adjunto adverbial deslocado, sem cortar verbo de complemento? A única que passa nos dois testes é a letra C.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, sublinhe o verbo e identifique seus complementos antes de olhar as vírgulas. Se aparecer "de que" após verbo que não pede preposição, elimine na hora.

Gabarito: letra C

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