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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — VUNESP 2024

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
vu206152
Banca
VUNESP
Órgão
PPS
Ano
2024
Cargo
3º AEM ( )

Queimadas hoje e chuvas ontem

 

As queimadas, na maioria das vezes, são criminosas. Essa origem não mudou, mas os efeitos que o fogo provoca diante das mudanças climáticas que o mundo vivenciasão cada vez mais severos. As cenas que temos visto no Brasil, seja em São Paulo, na Amazônia ou mesmo ao redor de grandes cidades, como Belo Horizonte, só fazem aumentar a urgência mundial pela transição energética.

 

É preciso trocar, com o mundo em movimento, a emissão de gases de efeito estufa (GEE) pelas energias renováveis. Sem essa transição, o rastro de prejuízos e de vidas perdidas no Brasil, animais e seres humanos mortos pelo fogo de hoje e pelas águas do primeiro semestre, no Sul, ficará minúsculo diante da prevista catástrofe mundial das próximas décadas. Como a troca pelas energias renováveis não é automática, a solução agora é apagar o incêndio, literalmente.

 

Quem trabalha com o meio ambiente tem um olhar ainda mais preocupante para esse cenário. O fogo que temos visto não arrasa apenas o agronegócio, para ficar somente num dos prejuízos materiais. Ele é consequência de uma seca cada ano mais intensa, tornando o ar que respiramos altamente prejudicial à saúde. Assim, a saúde de todos nós é afetada, sem que possamos perceber.

 

(Fabiano Silva, “Queimadas hoje e chuvas hoje”.

Em: https://www.otempo.com.br/opiniao. 09.09.2024. Acesso em 10.09.2024)

Leia o texto para responder à questão.   Considere as passagens:   • Como a troca pelas energias renováveis não é automática, a solução agora é apagar o incêndio, literalmente.  • O fogo que temos visto não arrasa apenas o agronegócio, para ficar somente num dos prejuízos materiais. Ele é consequência de uma seca cada ano mais intensa, tornando o ar que respiramos altamente prejudicial à saúde.   As informações dos trechos apresentados estão reescritas em conformidade com o sentido do texto, correta e respectivamente, em:
  1. AA solução agora é apagar o incêndio, literalmente, ainda que a troca pelas energias renováveis não seja automática. / O fogo que temos visto arrasa apenas o agronegócio, mas torna o ar que respiramos altamente prejudicial à saúde.
  2. BA solução agora é apagar o incêndio, literalmente, no entanto, a troca pelas energias renováveis não é automática. / O fogo que temos visto não arrasa apenas o agronegócio, apesar de tornar o ar que respiramos altamente prejudicial à saúde.
  3. CA solução agora é apagar o incêndio, literalmente, uma vez que a troca pelas energias renováveis não é automática. / O fogo que temos visto arrasa tanto o agronegócio, que torna o ar que respiramos altamente prejudicial à saúde.
  4. DA solução agora é apagar o incêndio, literalmente, já que a troca pelas energias renováveis não é automática. / O fogo que temos visto arrasa não apenas o agronegócio, como também torna o ar que respiramos altamente prejudicial à saúde.
  5. EA solução agora é apagar o incêndio, literalmente, e a troca pelas energias renováveis não é automática. / O fogo que temos visto não arrasa o agronegócio, entretanto torna o ar que respiramos altamente prejudicial à saúde.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — A solução agora é apagar o incêndio, literalmente, já que a troca pelas energias renováveis não é automática. / O fogo que temos visto arrasa não apenas o agronegócio, como também torna o ar que respiramos altamente prejudicial à saúde.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de frases: preservando as relações de causa e adição

Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que mantém, nas duas reescritas, as relações semânticas originais: no primeiro trecho, a relação de causa (a troca não automática → apagar o incêndio) é preservada pelo conectivo "já que"; no segundo, a relação de adição (arrasa o agronegócio e prejudica a saúde) é mantida por "não apenas... como também". Como se lê no texto: "Como a troca pelas energias renováveis não é automática, a solução agora é apagar o incêndio, literalmente" — o "como" é causal; e "O fogo que temos visto não arrasa apenas o agronegócio... Ele é consequência de uma seca... tornando o ar que respiramos altamente prejudicial à saúde" — o fogo tem dois efeitos aditivos.

O comando pede que as informações dos trechos sejam reescritas em conformidade com o sentido do texto, ou seja, uma paráfrase que preserve as relações lógicas. Não basta trocar palavras por sinônimos: é preciso manter o valor semântico dos conectivos. A banca testa exatamente isso: se você percebe que "como" (causa) não pode virar "ainda que" (concessão) nem "e" (adição), e que "não apenas... mas também" (adição) não pode virar "mas" (oposição) ou "apesar de" (concessão).

No primeiro trecho, a estrutura é: causa (a troca não é automática) → consequência (a solução é apagar o incêndio). O conectivo "como" é causal. Na reescrita, o conectivo deve continuar causal: "já que", "uma vez que", "porque" são equivalentes. Já no segundo trecho, o fogo tem dois efeitos: arrasa o agronegócio e torna o ar prejudicial à saúde. A relação é de adição, não de oposição nem de concessão. O conectivo "não apenas... como também" é aditivo e mantém o sentido.

A técnica para resolver: identifique a relação lógica original (causa, adição, oposição, concessão) e teste cada alternativa perguntando: o conectivo usado preserva essa relação? Se trocar causa por concessão ("ainda que"), adição por oposição ("mas"), ou adição por concessão ("apesar de"), o sentido muda e a alternativa está errada.

Reescrita de frases
  • 1Preservar relações semânticas
    • Causa
      • "como" → "já que", "uma vez que"
    • Adição
      • "não apenas... como também"
    • Concessão (errado)
      • "ainda que", "apesar de"
    • Oposição (errado)
      • "mas", "no entanto", "entretanto"
  • 2Técnica
    • Identificar relação original
    • Testar conectivo de cada alternativa
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: troca de relação semântica (causa → concessão). No primeiro trecho, "ainda que" introduz concessão (fato que não impede a ação), mas o original é causa (a troca não automática é o motivo de apagar o incêndio). No segundo trecho, "arrasa apenas o agronegócio" restringe o alcance: o texto diz "não arrasa apenas", ou seja, arrasa o agronegócio e outras coisas. A reescrita elimina a adição e cria uma falsa exclusividade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: troca de relação semântica (causa → oposição; adição → concessão). No primeiro trecho, "no entanto" é opositivo, mas o original é causal. No segundo, "apesar de" é concessivo, mas o original é aditivo (o fogo arrasa o agronegócio e prejudica a saúde, não apesar de prejudicar).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de relação semântica (causa → causa, mas adição → consequência). No primeiro trecho, "uma vez que" é causal e estaria correto. No segundo, "arrasa tanto o agronegócio, que torna o ar..." estabelece uma relação de consequência (tanto... que), mas o original é aditivo: o fogo arrasa o agronegócio e torna o ar prejudicial, sem relação de intensidade. A reescrita muda a relação lógica.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Preserva as relações de causa e adição. No primeiro trecho, "já que" é causal, equivalente ao "como" original. No segundo, "não apenas... como também" é aditivo, equivalente ao "não apenas... Ele é consequência... tornando" original. A reescrita mantém o sentido completo: o fogo arrasa o agronegócio e prejudica a saúde.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: troca de relação semântica (causa → adição; adição → oposição). No primeiro trecho, "e" é aditivo, mas o original é causal (a troca não automática é o motivo, não um fato paralelo). No segundo, "entretanto" é opositivo, mas o original é aditivo (o fogo arrasa o agronegócio e prejudica a saúde, não apesar de arrasar).

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o conectivo causal por concessivo ("ainda que") ou aditivo ("e"), e o aditivo por opositivo ("mas", "entretanto") ou concessivo ("apesar de"). A armadilha está em não perceber que a relação lógica mudou, mesmo que as palavras pareçam sinônimas.

PEGA ESSA DICA!

Antes de ler as alternativas, sublinhe os conectivos do texto original e escreva ao lado a relação que eles expressam (causa, adição, oposição, concessão). Depois, teste cada reescrita: o conectivo novo deve expressar a mesma relação.

Conclusão: a reescrita correta é a que preserva as relações semânticas do original. A letra D é a única que mantém a causa ("já que") e a adição ("não apenas... como também"). As demais trocam a relação, alterando o sentido.

Gabarito: letra D

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