Questão de Matemática — Relações Métricas no Triângulo Retângulo (Inclui Teorema de Pitágoras) — VUNESP 2024
- Código
- vu206381
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Pref Mogi Cruzes
- Ano
- 2024
- Cargo
- Ana Sis (Pref Mogi das Cruzes)

- A17.
- B16.
- C15.
- D14.
- E13.

GabaritoA — 17.
Gabarito: letra A — a conta chega a 17 voltas — alternativa A.
O Teorema de Pitágoras é uma relação entre os lados de um triângulo retângulo: o quadrado do lado maior (a hipotenusa) é igual à soma dos quadrados dos outros dois (os catetos). Ele serve para descobrir uma medida desconhecida quando conhecemos as outras duas, desde que o triângulo tenha um ângulo reto.
A relação é a² = b² + c², onde a é a hipotenusa e b, c são os catetos. Se um cateto cresce, a hipotenusa cresce, mas não de forma proporcional: aumentar um cateto de 5 para 13 faz a hipotenusa saltar de 13 para 85, porque o quadrado amplifica as diferenças. Essa relação vale apenas para triângulos retângulos, e é a ferramenta para achar lados que faltam em figuras que contêm ângulos retos.
Esta questão esconde dois triângulos retângulos dentro de um polígono: o segmento BD é hipotenusa de um e cateto do outro. Precisamos aplicar Pitágoras duas vezes para achar os lados que faltam e então somar tudo para obter o perímetro.
AB = 5 m
BD = 13 m
CD = 84 m
distância alvo = 3 km
O que queremos: o número mínimo de voltas completas para percorrer pelo menos 3 km
O circuito é formado por dois triângulos retângulos que compartilham o lado BD. No triângulo ABD, conhecemos dois lados (AB e BD) e falta o terceiro, AD. Sem ele não dá para calcular o perímetro.
Por que esta fórmula: Pitágoras: a hipotenusa ao quadrado é a soma dos quadrados dos catetos. Aqui BD é a hipotenusa (oposto ao ângulo reto em A), então BD² = AB² + AD².
De onde vem cada valor: = enunciado: 13 m · = enunciado: 5 m
Trocar os papéis e usar AD como hipotenusa — o lado maior é sempre o oposto ao ângulo reto.
Agora no triângulo BCD, conhecemos BD e CD, e falta BC. Esse é o último lado desconhecido do circuito.
Por que esta fórmula: Novamente Pitágoras, mas agora BD é cateto e BC é a hipotenusa (oposto ao ângulo reto em D).
De onde vem cada valor: = enunciado: 13 m · = enunciado: 84 m
Esquecer de tirar a raiz quadrada e usar BC² = 7225 como se fosse o lado.
Uma volta completa é percorrer todo o contorno do polígono, ou seja, a soma de todos os lados. Com os quatro lados conhecidos, podemos somar.
Por que esta fórmula: Perímetro de um polígono é a soma dos comprimentos de todos os seus lados.
De onde vem cada valor: = enunciado: 5 m · = passo 2: 85 m · = enunciado: 84 m · = passo 1: 12 m
Somar apenas os lados dados no enunciado (5+13+84) e esquecer os que foram calculados.
O perímetro está em metros, então a distância de 3 km precisa estar na mesma unidade para comparar e dividir.
Por que esta fórmula: 1 km = 1000 m, então multiplicamos por 1000.
De onde vem cada valor: = enunciado: 3 km
Esquecer a conversão e dividir 3 por 186, dando um número minúsculo.
Para saber quantas voltas são necessárias, dividimos a distância total pelo comprimento de uma volta. O resultado indica quantas voltas completas cabem.
Por que esta fórmula: Número de voltas = distância total ÷ perímetro.
De onde vem cada valor: = passo 4: 3000 m · = passo 3: 186 m
Arredondar para 16 sem pensar no que o enunciado pede.
O resultado 16,13 significa que 16 voltas não são suficientes: 16 × 186 = 2976 m, que é menos que 3000 m. Como o enunciado exige '3 km ou mais', precisamos da próxima volta inteira.
Por que esta fórmula: Quando o número de voltas precisa ser inteiro e o total deve ser maior ou igual à meta, arredonda-se sempre para cima (teto).
De onde vem cada valor: = passo 5: 16,13
Truncar para 16 — com 16 voltas a pessoa percorre 2976 m, ficando 24 m abaixo da meta.
Resposta: 17 voltas — alternativa A
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