Questão de Matemática — Análise Combinatória (Princípio Fundamental da Contagem, Arranjos, Combinações, Permutações) — VUNESP 2024
Matemática›Análise Combinatória (Princípio Fundamental da Contagem, Arranjos, Combinações, Permutações)
Código
vu206495
Banca
VUNESP
Órgão
PM SP
Ano
2024
Cargo
Alun Of ( )
Com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 7 serão formados números de 3 algarismos, da forma cdu, com c representando o algarismo das centenas, d o das dezenas e u o das unidades, obedecendo às seguintes condições:
• os números pares devem ser tais que c ≥ d e d > u;
• os números ímpares devem ser tais que c > u.
Nessas condições, o total de números distintos que podem ser formados é
A15.
B24.
C67.
D90.
E120.
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GabaritoC — 67.
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Resolução
Gabarito: letra C — a conta chega a 58 números (nenhuma alternativa corresponde; o gabarito indicado como C=67 parece incorreto).
A ideia por trás
A análise combinatória é a parte da matemática que conta de quantas maneiras diferentes podemos escolher ou organizar elementos, sem precisar listar um a um. Aqui, cada número de três algarismos é uma sequência ordenada (centena, dezena, unidade) escolhida de um conjunto de seis algarismos, e as condições do enunciado restringem quais sequências são válidas.
O princípio fundamental da contagem diz: se uma escolha tem m possibilidades e, para cada uma delas, uma segunda tem n, o total é m × n. Quando as situações são mutuamente exclusivas (um número não pode ser par e ímpar ao mesmo tempo), usamos o princípio aditivo: somamos as contagens de cada caso. A paridade do número é definida pelo algarismo das unidades: se u é par (2 ou 4), o número é par; se u é ímpar (1, 3, 5 ou 7), é ímpar.
Esta questão exige separar os números em pares e ímpares, aplicar as restrições de ordem entre os algarismos em cada caso e somar os resultados parciais. A dificuldade está em contar corretamente as possibilidades para cada valor da unidade, respeitando as desigualdades.
O que a questão dá
algarismos disponíveis: 1, 2, 3, 4, 5 e 7
números de 3 algarismos (c, d, u) sem repetição
números pares: c ≥ d e d > u
números ímpares: c > u
O que queremos: o total de números distintos que podem ser formados
Passo 1 — Contar os números pares com unidade 2
Começamos pelos números pares porque a unidade só pode ser 2 ou 4. Para u = 2, a condição d > 2 e c ≥ d limita as escolhas de d e c. Vamos contar quantas combinações de d e c satisfazem isso, usando os algarismos restantes {1, 3, 4, 5, 7}.
Por que esta fórmula: Para cada valor de d, contamos quantos c são possíveis (c ≥ d). Somamos essas quantidades porque os casos de d são mutuamente exclusivos.
De onde vem cada valor: = enunciado: algarismos maiores que 2, exceto o 2 já usado · = enunciado: algarismos maiores ou iguais a d, exceto os já usados
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer que c pode ser igual a d, contando apenas c > d
Passo 2 — Contar os números pares com unidade 4
Agora a unidade é 4. A condição d > 4 e c ≥ d restringe d a 5 ou 7. Contamos as possibilidades para c em cada caso, usando os algarismos restantes {1, 2, 3, 5, 7}.
Por que esta fórmula: Para cada d possível, contamos quantos c ≥ d existem. Somamos os resultados.
De onde vem cada valor: = enunciado: algarismos maiores que 4, exceto o 4 já usado · = enunciado: algarismos maiores ou iguais a d, exceto os já usados
NÃO CAIA NESSA!
Incluir d = 3 ou d = 2, que não satisfazem d > 4
Passo 3 — Somar os números pares
Os casos u = 2 e u = 4 são mutuamente exclusivos, então o total de pares é a soma das contagens obtidas.
Por que esta fórmula: Princípio aditivo: quando duas situações não se sobrepõem, somamos as possibilidades.
De onde vem cada valor: = passo 1: 10 · = passo 2: 3
= 13 números pares
NÃO CAIA NESSA!
Multiplicar as contagens em vez de somar, o que daria 30
Passo 4 — Contar os números ímpares com unidade 1
Agora passamos aos ímpares. Para u = 1, a condição c > 1 permite c = 2, 3, 4, 5 ou 7 (5 opções). Para cada c, a dezena d pode ser qualquer um dos 5 algarismos restantes (excluindo u e c).
Por que esta fórmula: Princípio multiplicativo: para cada escolha de c, há 5 escolhas de d, então multiplicamos.
De onde vem cada valor: = enunciado: algarismos maiores que 1 · = enunciado: algarismos restantes após escolher u e c
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer que d pode ser qualquer algarismo, inclusive menor que c, desde que diferente
Passo 5 — Contar os números ímpares com unidade 3
Para u = 3, a condição c > 3 permite c = 4, 5 ou 7 (3 opções). Para cada c, d pode ser qualquer um dos 5 algarismos restantes.
Por que esta fórmula: Multiplicamos o número de opções de c pelo número de opções de d.
De onde vem cada valor: = enunciado: algarismos maiores que 3 · = enunciado: algarismos restantes após escolher u e c
NÃO CAIA NESSA!
Incluir c = 3, que não satisfaz c > 3
Passo 6 — Contar os números ímpares com unidade 5
Para u = 5, a condição c > 5 só permite c = 7 (1 opção). Para esse c, d pode ser qualquer um dos 5 algarismos restantes.
Por que esta fórmula: Multiplicamos as opções de c (1) pelas opções de d (5).
De onde vem cada valor: = enunciado: algarismos maiores que 5 · = enunciado: algarismos restantes após escolher u e c
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer que u = 7 não tem c maior, então não conta
Passo 7 — Somar os números ímpares
Os casos u = 1, 3 e 5 são mutuamente exclusivos, então somamos as contagens. O caso u = 7 não contribui porque não há algarismo maior que 7.
Por que esta fórmula: Princípio aditivo.
De onde vem cada valor: = passo 4: 25 · = passo 5: 15 · = passo 6: 5
= 45 números ímpares
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer de somar o caso u = 5 ou incluir u = 7
Passo 8 — Somar pares e ímpares
O total de números é a soma dos pares e ímpares, pois são conjuntos disjuntos.
Por que esta fórmula: Princípio aditivo final.
De onde vem cada valor: = passo 3: 13 · = passo 7: 45
NÃO CAIA NESSA!
Somar errado ou esquecer de somar os dois grupos
Resposta: 58 números (nenhuma alternativa corresponde; o gabarito indicado como C=67 parece incorreto)