Questão de Matemática — Função de Segundo Grau — VUNESP 2024
- Código
- vu206680
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- EsFCEx
- Ano
- 2024
- Cargo
- CFO/QC ( )
- Aexponencial.
- Blogarítmica.
- Ctrigonométrica.
- Dquadrática.
- Eafim.
GabaritoD — quadrática.
Gabarito: letra D. Se a sequência das diferenças é uma progressão aritmética não degenerada, então a função deve ser, necessariamente, uma função quadrática. Isso decorre do fato de que, para uma função quadrática , a diferença é uma função afim em (e, portanto, uma PA quando avaliada em pontos igualmente espaçados), enquanto para uma função afim essa diferença seria constante, o que contraria a condição de a PA ser não degenerada.
O problema explora a relação entre o tipo de função e o comportamento de suas diferenças sucessivas. Quando aplicamos uma função a uma progressão aritmética (PA), a sequência das diferenças dos valores da função revela a "natureza" da função. Vamos entender isso passo a passo.
1. O que é uma progressão aritmética (PA)?
Uma PA é uma sequência em que a diferença entre dois termos consecutivos é sempre a mesma. Essa diferença constante é chamada de razão (). Por exemplo, a sequência é uma PA de razão . O termo geral de uma PA é dado por .
2. O que o enunciado afirma?
Temos uma PA não constante , ou seja, a razão entre seus termos é diferente de zero. Aplicamos uma função a cada termo dessa PA e calculamos as diferenças entre os valores consecutivos:
...
O enunciado afirma que a sequência também é uma PA, mas não degenerada, ou seja, sua razão é diferente de zero.
3. Analisando cada tipo de função:
Função afim : A diferença entre dois valores consecutivos é , que é uma constante. Portanto, a sequência das diferenças seria uma PA constante (razão zero), o que é proibido pelo enunciado (não degenerada).
Função quadrática : A diferença entre dois valores consecutivos é:
Como (razão da PA), temos:
Como é uma PA, a soma também é uma PA (pois é a soma de duas PAs). Portanto, a sequência das diferenças é uma PA não constante (desde que ), com razão . Isso satisfaz a condição do enunciado.
Função exponencial : A diferença . Essa sequência é uma progressão geométrica (PG), não uma PA, a menos que , o que não é o caso geral.
Função logarítmica : A diferença . Como é uma PA, a razão não é constante, e o logaritmo dessa razão também não forma uma PA.
Função trigonométrica : A diferença . Essa diferença não é uma PA para uma PA genérica de entrada.
4. Conclusão da análise:
A única função que, ao ser aplicada a uma PA, gera uma sequência de diferenças que é uma PA não degenerada é a função quadrática. As demais funções ou geram sequências constantes (afim), ou geram sequências que não são PAs (exponencial, logarítmica, trigonométrica).
Critério | Afim (E) | Quadrática (D) ✅ | Exponencial (A) | Logarítmica (B) | Trigonométrica (C) |
|---|---|---|---|---|---|
Diferença (f(x_{n+1}) - f(x_n)) | Constante | Função afim em (x_n) (PA não degenerada) | PG, não PA | Não forma PA | Não forma PA |
Razão da sequência das diferenças | Zero (degenerada) | — | — | — | |
Satisfaz a condição do enunciado? | ❌ Não | ✅ Sim | ❌ Não | ❌ Não | ❌ Não |
A função exponencial, quando aplicada a uma PA, gera uma sequência de diferenças que é uma progressão geométrica, não uma PA. Por exemplo, se e a PA é , as diferenças são , , , que formam uma PG de razão 2, não uma PA.
A função logarítmica, quando aplicada a uma PA, não gera uma sequência de diferenças que seja uma PA. Por exemplo, se e a PA é , as diferenças são , , , que não formam uma PA.
A função trigonométrica, como o seno ou cosseno, não gera uma sequência de diferenças que seja uma PA quando aplicada a uma PA genérica. O comportamento oscilatório dessas funções impede que as diferenças formem uma progressão aritmética.
A função quadrática é a única que, ao ser aplicada a uma PA, gera uma sequência de diferenças que é uma PA não degenerada. Isso ocorre porque a diferença entre dois valores consecutivos de uma função quadrática é uma função afim da variável, e quando essa variável está em PA, a função afim também está em PA.
A função afim, quando aplicada a uma PA, gera uma sequência de diferenças constante (razão zero), o que contraria a condição de a PA ser não degenerada. Por exemplo, se e a PA é , as diferenças são , , , que formam uma PA constante de razão 0.
Gabarito: letra D
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