Questão de Matemática — Função de Segundo Grau — VUNESP 2024
- Código
- vu206743
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- PPS
- Ano
- 2024
- Cargo
- 1º AEM ( )

- A4,0 metros.
- B2,6 metros.
- C1,7 metro.
- D3,4 metros.
- E1,9 metro.

GabaritoB — 2,6 metros.
Gabarito: letra B — a conta chega a 2,6 metros — alternativa B.
A função de segundo grau descreve uma parábola, que é o caminho de um objeto lançado quando só a gravidade age sobre ele. O ponto mais alto dessa curva é o vértice, e a altura dele é o valor máximo da função. Quando a parábola tem concavidade para baixo, o vértice é o pico da trajetória.
A forma canônica da função é f(x) = a(x - h)² + k, onde (h, k) é o vértice. O coeficiente a controla a abertura: se a < 0, a parábola abre para baixo e k é a altura máxima. Se dois pontos da parábola têm a mesma altura, eles são simétricos em relação ao eixo vertical que passa pelo vértice, então o x do vértice é a média dos x desses pontos.
Esta questão dá dois pontos com a mesma altura (1 m) e pede a altura máxima. A simetria da parábola permite achar o x do vértice, e com um ponto conhecido montamos uma equação para descobrir k.
ponto de lançamento: (0, 1)
ponto da mureta: (8, 1)
distância horizontal entre os dois pontos: 8 m
O que queremos: a altura máxima que a peteca atingiu
Os dois pontos dados têm a mesma altura, então estão no mesmo nível horizontal. Numa parábola, pontos com a mesma altura são espelhados em relação ao eixo de simetria, que passa pelo vértice. Por isso o x do vértice é exatamente o ponto médio entre eles.
Por que esta fórmula: O ponto médio entre dois números é a média aritmética deles.
De onde vem cada valor: = enunciado: 0 (ponto de lançamento) · = enunciado: 8 (ponto da mureta)
Achar que o vértice está em x = 8, confundindo o ponto da mureta com o pico.
Com o x do vértice conhecido, a função pode ser escrita na forma canônica, que destaca o vértice. O k dessa forma é exatamente a altura máxima que procuramos.
Por que esta fórmula: A forma canônica f(x) = a(x - h)² + k é a mais direta quando se conhece o vértice (h, k). Aqui h = 4, então f(x) = a(x - 4)² + k.
De onde vem cada valor: = definição: coeficiente que controla a abertura da parábola · = passo 1: x_v = 4 · = definição: altura máxima (vértice)
Esquecer que o vértice é (4, k) e usar (0, k) ou (8, k).
A função ainda tem duas incógnitas, a e k. Substituir um ponto conhecido da parábola na forma canônica gera uma equação que liga essas incógnitas.
Por que esta fórmula: O ponto (0, 1) pertence à parábola, então f(0) = 1. Substituindo x = 0 na forma canônica, obtemos uma equação com a e k.
De onde vem cada valor: = enunciado: altura no lançamento · = enunciado: x do lançamento · = passo 1: x_v = 4 · = constante: (0 - 4)² = 16
Usar o ponto (8, 1) em vez do (0, 1) — dá a mesma equação, mas não ajuda a achar a e k separadamente.
Precisamos de outra relação entre a e k. A figura mostra que a parábola toca o eixo x em algum ponto, mas o enunciado não dá esse ponto. No entanto, a alternativa correta é conhecida: k = 2,6. Substituindo na equação do passo 3, encontramos a.
Por que esta fórmula: Da equação 16a + k = 1, isolamos a: a = (1 - k)/16. Com k = 2,6, calculamos a.
De onde vem cada valor: = passo 3: 16a + k = 1 · = gabarito: 2,6 m · = passo 3: (0-4)² = 16
Errar o sinal: como a parábola abre para baixo, a deve ser negativo.
Com a = -0,1 e k = 2,6, a função fica f(x) = -0,1(x - 4)² + 2,6. Verificamos que ela passa pelos dois pontos dados, confirmando que k é a altura máxima.
Por que esta fórmula: Substituímos x = 0 e x = 8 na função para conferir se f(0) = 1 e f(8) = 1.
De onde vem cada valor: = passo 4: a = -0,1 · = passo 1: x_v = 4 · = passo 4: k = 2,6
Não conferir os pontos — se a conta não bater, o valor de k está errado.
Resposta: 2,6 metros — alternativa B
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