Questão de Matemática — Análise Combinatória (Princípio Fundamental da Contagem, Arranjos, Combinações, Permutações) — VUNESP 2024
- Código
- vu206826
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- PPS
- Ano
- 2024
- Cargo
- 3º AEM ( )

- A11.
- B120.
- C30.
- D5.
- E36.

GabaritoC — 30.
Gabarito: letra C — a conta chega a 30 maneiras — alternativa C.
A análise combinatória conta de quantas formas diferentes podemos organizar ou escolher elementos. O Princípio Fundamental da Contagem (PFC) diz que, se uma tarefa tem várias etapas sucessivas e independentes, o total de possibilidades é o produto das possibilidades de cada etapa. Aqui, a tarefa é distribuir 5 pessoas em 5 posições distintas, mas com algumas pessoas tendo posições proibidas.
Quando há restrições, o caminho mais seguro é começar pelas pessoas mais limitadas. Se começarmos por quem pode ir a qualquer lugar, podemos ocupar uma posição que seria obrigatória para outro, estragando a contagem. Por isso, primeiro posicionamos Camila (2 opções), depois Breno (que depende de onde Camila foi), e por fim os três restantes, que podem ser permutados de 3! = 6 maneiras. Como os casos de Camila são mutuamente exclusivos, somamos os totais de cada caso.
Esta questão exige aplicar o PFC com atenção às restrições: dividir em casos pela posição de Camila, contar as opções de Breno em cada caso e multiplicar pelas permutações dos demais. O erro comum é esquecer as restrições e calcular 5! = 120.
5 pessoas: Arthur, Breno, Camila, Diana e Estevão
5 posições no palco, cada uma para uma pessoa
Camila só pode iniciar nas posições 1 ou 2
Breno só pode iniciar nas posições 1, 3 ou 4
Arthur, Diana e Estevão podem ocupar qualquer posição restante
O que queremos: o número de maneiras de distribuir as 5 pessoas nas 5 posições respeitando as restrições
Camila é a pessoa mais restrita, com apenas duas posições possíveis. Como ela não pode estar nas duas ao mesmo tempo, dividimos o problema em dois casos mutuamente exclusivos: Camila na posição 1 ou Camila na posição 2. Isso evita contar a mesma configuração duas vezes.
Tentar resolver de uma vez só sem separar os casos, o que leva a esquecer que a posição de Camila afeta as opções de Breno.
Com Camila na posição 1, essa posição fica ocupada, então Breno não pode mais usá-la. Ele só pode ficar nas posições 3 ou 4, ou seja, 2 opções.
Por que esta fórmula: O número de opções de Breno é simplesmente a contagem das posições permitidas que ainda estão livres. Como a posição 1 foi ocupada, restam as posições 3 e 4.
De onde vem cada valor: = enunciado: Breno só pode iniciar nas posições 1, 3 ou 4; como a posição 1 foi ocupada por Camila, restam 3 e 4
Esquecer que a posição 1 não está mais disponível e contar 3 opções.
Depois de colocar Camila e Breno, sobram 3 posições livres e 3 pessoas (Arthur, Diana e Estevão) que podem ocupar qualquer uma delas. O número de maneiras de distribuir 3 pessoas em 3 posições distintas é a permutação de 3 elementos.
Por que esta fórmula: Permutação de n elementos é n!, pois a primeira pessoa tem n opções, a segunda n-1, e assim por diante. Aqui n = 3.
De onde vem cada valor: = enunciado: Arthur, Diana e Estevão podem ocupar qualquer posição restante; são 3 pessoas
Usar 3! = 6 corretamente, mas esquecer de multiplicar pelas opções de Camila e Breno.
Pelo Princípio Fundamental da Contagem, as etapas são independentes: escolher a posição de Camila (1 opção, pois já fixamos), a de Breno (2 opções) e distribuir os três restantes (6 maneiras). Multiplicamos para obter o total do caso.
Por que esta fórmula: O PFC diz que o total é o produto das possibilidades de cada etapa.
De onde vem cada valor: = passo 1: Camila na posição 1 (fixa) · = passo 2: opções de Breno · = passo 3: permutações dos três restantes
Somar em vez de multiplicar, ou esquecer o fator 1.
Agora Camila está na posição 2, então a posição 1 fica livre. Breno pode usar as posições 1, 3 ou 4, ou seja, 3 opções.
Por que esta fórmula: Novamente, contamos as posições permitidas que estão livres: 1, 3 e 4.
De onde vem cada valor: = enunciado: Breno só pode iniciar nas posições 1, 3 ou 4; todas estão livres
Achar que a posição 2 ocupada por Camila afeta Breno, mas ele não podia usá-la de qualquer forma.
Assim como no caso 1, sobram 3 posições e 3 pessoas, então o número de distribuições é 3! = 6.
Por que esta fórmula: Mesma permutação de 3 elementos.
De onde vem cada valor: = enunciado: Arthur, Diana e Estevão podem ocupar qualquer posição restante; são 3 pessoas
Nenhum específico, mas é fácil confundir com o caso 1.
Multiplicamos as opções de Camila (1), Breno (3) e os três restantes (6).
Por que esta fórmula: PFC: produto das possibilidades.
De onde vem cada valor: = passo 1: Camila na posição 2 (fixa) · = passo 5: opções de Breno · = passo 6: permutações dos três restantes
Esquecer que a posição 1 está livre para Breno e contar apenas 2 opções.
Os casos são mutuamente exclusivos: Camila não pode estar nas duas posições ao mesmo tempo. Portanto, o total geral é a soma dos totais de cada caso.
Por que esta fórmula: Quando dividimos em casos que não se sobrepõem, somamos as contagens.
De onde vem cada valor: = passo 4: 12 · = passo 7: 18
Multiplicar os totais dos casos (12 × 18) em vez de somar, o que daria 216.
Resposta: 30 maneiras — alternativa C
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