Questão de Raciocínio Lógico — Argumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade — VUNESP 2024
Raciocínio Lógico›Argumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade
Código
vu211030
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Piracicaba
Ano
2024
Cargo
Adm ( )
Considere as proposições compostas a seguir, sobre um grupo de oito amigos, e os respectivos valores lógicos.
I. Se Bruno dança, então Dílson não dança. FALSIDADE.
II. Aline dança ou Gisela não dança. VERDADE.
III. Se Carla não dança, então Gisela não dança. FALSIDADE.
IV. Se Eliane dança, então Hugo dança. VERDADE.
V. Dílson não dança ou Fernando dança. VERDADE.
VI. Bruno dança e Hugo dança. FALSIDADE.
Com base nessas afirmações, é logicamente verdadeiroque o número de pessoas desse grupo que dançam supera o número das pessoas que não dançam em
A8.
B6.
C4.
D2.
E0.
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GabaritoD — 2.
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Resolução
Gabarito: letra D — a conta chega a 2 — alternativa D.
A ideia por trás
Uma proposição composta é uma frase formada por outras mais simples ligadas por conectivos como 'se... então', 'ou' e 'e'. O valor lógico (verdadeiro ou falso) dela depende dos valores das proposições simples e do conectivo usado. A tabela-verdade é a ferramenta que mostra exatamente em quais combinações cada conectivo é verdadeiro ou falso.
A condicional P → Q (se P então Q) só é FALSA quando P é verdadeira e Q é falsa; em todos os outros casos é verdadeira. A disjunção P ∨ Q (P ou Q) é verdadeira quando pelo menos uma das partes é verdadeira. A conjunção P ∧ Q (P e Q) só é verdadeira quando ambas são verdadeiras. Essas regras permitem, a partir do valor lógico de uma composta, deduzir valores das simples — especialmente quando a composta é falsa, pois a falsidade de uma condicional determina P e Q de forma única.
Esta questão fornece o valor lógico de várias compostas e pede para deduzir quantas pessoas dançam. O caminho é usar as condicionais falsas para fixar valores, depois as verdadeiras para completar o quadro.
O que a questão dá
I: Se Bruno dança, então Dílson não dança — FALSA
II: Aline dança ou Gisela não dança — VERDADEIRA
III: Se Carla não dança, então Gisela não dança — FALSA
IV: Se Eliane dança, então Hugo dança — VERDADEIRA
V: Dílson não dança ou Fernando dança — VERDADEIRA
VI: Bruno dança e Hugo dança — FALSA
O que queremos: o quanto o número de dançantes supera o de não dançantes
Passo 1 — Extrair valores das condicionais falsas
Uma condicional falsa é a única situação em que sabemos com certeza o valor do antecedente e do consequente: o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso. Isso dá um ponto de partida sólido.
Por que esta fórmula: A tabela-verdade da condicional: P → Q é falsa apenas na linha P=V e Q=F. Portanto, se a proposição é falsa, forçosamente P=V e Q=F.
Bruno dança, Dílson dança, Carla não dança, Gisela dança
NÃO CAIA NESSA!
Achar que condicional falsa significa antecedente falso — é o contrário: o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso.
Passo 2 — Usar a disjunção verdadeira II
Já sabemos que Gisela dança (G=V), então 'Gisela não dança' é falso. Para a disjunção 'A ou (não G)' ser verdadeira, a outra parte precisa ser verdadeira.
Por que esta fórmula: Na disjunção inclusiva, se uma parcela é falsa, a outra deve ser verdadeira para o todo ser verdadeiro.
Aline dança
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer que 'não G' é o oposto de G; se G é verdadeiro, 'não G' é falso.
Passo 3 — Usar a disjunção verdadeira V
Sabemos que Dílson dança (D=V), então 'Dílson não dança' é falso. Para a disjunção ser verdadeira, Fernando deve dançar.
Por que esta fórmula: Mesma regra da disjunção: com uma parcela falsa, a outra precisa ser verdadeira.
Fernando dança
NÃO CAIA NESSA!
Confundir 'não D' com D; como D é verdadeiro, 'não D' é falso.
Passo 4 — Usar a conjunção falsa VI
A conjunção 'Bruno e Hugo' é falsa, mas Bruno já sabemos que dança (V). Para a conjunção ser falsa, a outra parcela deve ser falsa.
Por que esta fórmula: Na conjunção, basta uma parcela falsa para o todo ser falso. Como B=V, H precisa ser F.
NÃO CAIA NESSA!
Achar que a conjunção falsa implica que ambos são falsos — não, basta um ser falso.
Passo 5 — Usar a condicional verdadeira IV
A condicional 'Se Eliane dança, então Hugo dança' é verdadeira, mas acabamos de descobrir que Hugo não dança (H=F). Para a condicional ser verdadeira com consequente falso, o antecedente deve ser falso.
Por que esta fórmula: Na condicional, se o consequente é falso, o antecedente não pode ser verdadeiro, senão a condicional seria falsa. Portanto, E=F.
NÃO CAIA NESSA!
Tentar concluir algo sobre Eliane antes de saber o valor de Hugo; a ordem importa.
Passo 6 — Contar dançantes e não dançantes
Com todos os valores determinados, basta contar quantas pessoas dançam e quantas não dançam para achar a diferença pedida.
Por que esta fórmula: A diferença é simplesmente o número de dançantes menos o número de não dançantes.
De onde vem cada valor: = passo 1: Bruno, Dílson, Gisela; passo 2: Aline; passo 3: Fernando · = passo 1: Carla; passo 4: Hugo; passo 5: Eliane
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer de contar Carla, que não dança, ou contar Hugo como dançante.