Utilitário mariadb-dump e o formato do arquivo de backup
Gabarito: letra C. O comando mariadb-dump -u user -ppasswd db_name > file gera um arquivo de backup em formato texto, contendo uma sequência de comandos SQL (como CREATE TABLE, INSERT INTO, etc.) que, quando executados, reconstroem todo o banco de dados. Essa é a característica central do utilitário mariadb-dump, que o diferencia de outras ferramentas de backup que geram arquivos binários ou comprimidos.
O mariadb-dump é um utilitário de linha de comando que acompanha a instalação do MariaDB (e também do MySQL, pois o MariaDB é um fork). Sua função é exportar a estrutura e os dados de um banco de dados para um arquivo de texto, que pode ser usado para backup, migração ou replicação. O comando redireciona a saída padrão (stdout) para um arquivo, e o conteúdo desse arquivo é um script SQL.
O arquivo gerado contém uma sequência de comandos SQL que recriam o banco de dados. Isso inclui comandos como CREATE DATABASE (se a opção --databases for usada), CREATE TABLE, INSERT INTO, e outros comandos DDL e DML. A vantagem desse formato é que ele é legível por humanos, pode ser editado com qualquer editor de texto, e pode ser executado em qualquer servidor MariaDB/MySQL para restaurar o banco de dados. Além disso, o arquivo pode ser comprimido externamente (por exemplo, com gzip), mas o formato nativo é texto puro.
A alternativa C é a única que descreve corretamente o conteúdo do arquivo. As demais alternativas apresentam formatos incorretos: binário, XML, ZIP e CSV. O mariadb-dump não gera arquivos binários (como o mongodump do MongoDB, que gera BSON), nem XML, nem ZIP, nem CSV. O formato é exclusivamente SQL em texto.
A pegadinha desta questão é confundir o mariadb-dump com outras ferramentas de backup que geram formatos diferentes. Por exemplo, o mongodump (do MongoDB) gera arquivos binários BSON, e o pg_dump (do PostgreSQL) pode gerar arquivos em formato texto ou binário. O candidato que conhece essas outras ferramentas pode ser induzido a marcar a alternativa A (binário), mas o mariadb-dump é específico do MariaDB/MySQL e gera texto SQL.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o arquivo está em formato binário. Isso é incorreto, pois o mariadb-dump gera um arquivo de texto com comandos SQL. O formato binário é característico de outras ferramentas, como o mongodump do MongoDB, que gera arquivos BSON. O arquivo gerado pelo mariadb-dump pode ser aberto e visualizado em qualquer editor de texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o arquivo é uma representação em XML. Isso é incorreto, pois o mariadb-dump não gera XML. O formato XML é usado por outras ferramentas de exportação, mas não pelo mariadb-dump. O conteúdo é exclusivamente comandos SQL em texto.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que o arquivo consiste em uma sequência de comandos SQL, em formato texto, que reconstroem todo o banco de dados quando executados. Isso é exatamente o que o mariadb-dump faz. O arquivo contém comandos como CREATE TABLE, INSERT INTO, e outros, que, quando executados em um servidor MariaDB, recriam a estrutura e os dados do banco de dados.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o arquivo está em formato ZIP, ou seja, comprimido. Isso é incorreto, pois o mariadb-dump não comprime o arquivo por padrão. O arquivo é gerado em texto puro. A compressão pode ser feita externamente, por exemplo, redirecionando a saída para um comando gzip, mas o formato nativo não é ZIP.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o arquivo está em formato CSV. Isso é incorreto, pois o mariadb-dump não gera CSV. O formato CSV é usado para exportar dados de uma única tabela, mas o mariadb-dump gera um script SQL completo que inclui a estrutura e os dados de todas as tabelas do banco de dados.
Gabarito: letra C