Questão de Banco de Dados — Conceitos e Fundamentos de Modelo Relacional — VUNESP 2024
- Código
- vu212099
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- EsFCEx
- Ano
- 2024
- Cargo
- CFO/QC ( )
- Ainfinitos.
- Bparciais.
- Cnulos.
- Dde junção.
- Eimpossíveis.
GabaritoC — nulos.
Gabarito: letra C. No modelo relacional, os valores desconhecidos ou inexistentes em uma célula de uma tabela são denominados valores nulos (NULL). Esse conceito é tratado sistematicamente pelo modelo, inclusive sendo objeto da Regra 3 das doze (treze) regras de Codd para bancos de dados relacionais.
O modelo relacional, criado por Edgar Frank Codd em 1970, representa os dados como relações (tabelas), onde cada linha é uma tupla e cada coluna é um atributo. Em uma tabela, é comum que algumas células não possuam um valor definido — seja porque o dado é desconhecido naquele momento, seja porque não se aplica àquela tupla específica. Para representar essa ausência de informação, o modelo utiliza o valor especial NULL (nulo).
O valor nulo não é um valor de dados comum: ele indica a ausência de valor. Isso tem implicações importantes na lógica de consultas SQL, pois qualquer comparação com NULL resulta em desconhecido (nem verdadeiro, nem falso), e operações aritméticas ou de concatenação com NULL geralmente produzem NULL. Por isso, o tratamento de valores nulos é uma das regras fundamentais do modelo relacional — a Regra 3 de Codd, que exige que o SGBD trate os valores nulos de forma sistemática, distinguindo-os de valores numéricos zero ou de strings vazias.
Na prática, ao projetar um banco de dados, o analista deve decidir se uma coluna aceita ou não valores nulos, definindo a restrição de integridade adequada (NOT NULL, por exemplo). A presença de nulos também afeta operações como agregações (COUNT, SUM, AVG), que ignoram nulos em muitos SGBDs, e a ordenação, onde nulos podem aparecer primeiro ou último dependendo do banco.
A banca explora aqui um conceito básico, mas essencial: a terminologia correta para valores desconhecidos ou inexistentes. As alternativas incorretas tentam confundir com termos de outras áreas ou com conceitos vizinhos, como "valores de junção" (relacionados à operação de junção da álgebra relacional) ou "valores parciais" (que não é um termo técnico do modelo).
Guarde a definição: valor nulo é o marcador de ausência de informação no modelo relacional. É exatamente esse termo que a alternativa correta apresenta.
"Infinitos" não é um conceito do modelo relacional para valores desconhecidos. O termo "infinito" pode aparecer em contextos matemáticos ou de tipos de dados especiais, mas não se aplica à representação de ausência de valor em uma célula.
"Parciais" não é a terminologia utilizada no modelo relacional. Embora possa haver valores parciais em outros contextos (como em transações distribuídas), não é o nome dado aos valores desconhecidos ou inexistentes em uma tabela relacional.
O termo correto é valor nulo (NULL). O modelo relacional, conforme as regras de Codd, trata sistematicamente os valores nulos, que representam a ausência de informação em uma célula. A Regra 3 de Codd estabelece exatamente esse tratamento sistemático, distinguindo nulos de valores comuns.
"Valores de junção" remete à operação de junção (JOIN) da álgebra relacional, que combina tuplas de duas relações com base em uma condição. Não tem relação com a representação de valores desconhecidos ou inexistentes.
"Impossíveis" não é um termo técnico do modelo relacional. Valores impossíveis poderiam ser interpretados como valores que violam restrições de domínio, mas não é essa a denominação para células vazias ou desconhecidas.
Para fixar, lembre-se: no modelo relacional, ausência de valor = NULL. Associe a Regra 3 de Codd (tratamento sistemático de valores nulos) e lembre-se de que NULL não é zero nem string vazia — é a ausência de informação. Em questões de SQL, cuidado com comparações usando = NULL (errado) — use IS NULL.
Gabarito: letra C
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