Questão de Biologia — Fotossíntese e Respiração — VUNESP 2025
Biologia›Fotossíntese e Respiração
Código
vu212950
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC SP
Ano
2025
Cargo
Prof EFM ( )
As figuras ilustram dois estômatos e seus componentes celulares em duas condições diferentes, I e II.
(https://escolaeducacao.com.br. Adaptado.)
Para que ocorra a condição
AI, as células estomáticas devem estar hipertônicas em relação às células anexas.
BII, a parede celular das células estomáticas deve permanecer impermeável.
CI, os vacúolos estomáticos devem estar hipotônicos em relação aos cloroplastos.
DII, os cloroplastos das células estomáticas devem estar em plena atividade.
EI, o ostíolo deve estar túrgido em relação às células epidérmicas.
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GabaritoA — I, as células estomáticas devem estar hipertônicas em relação às células anexas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Estômatos e osmose: abertura e fechamento do ostíolo
Gabarito: letra A. Para que ocorra a condição I (estômato aberto), as células estomáticas (células-guarda) devem estar hipertônicas em relação às células anexas, o que faz a água entrar por osmose, tornando-as túrgidas e curvando-as, abrindo o ostíolo. A alternativa correta é a A, pois descreve exatamente o mecanismo osmótico que leva à abertura estomática.
O estômato é uma estrutura da epiderme vegetal formada por duas células-guarda (ou células estomáticas) que delimitam uma abertura chamada ostíolo. Essas células são as únicas da epiderme que possuem cloroplastos, o que lhes permite realizar fotossíntese e produzir solutos (como açúcares) que alteram sua pressão osmótica. O mecanismo de abertura e fechamento do estômato é um exemplo clássico de osmose: quando as células-guarda acumulam solutos (ficam hipertônicas em relação às células vizinhas), a água entra por osmose, elas ficam túrgidas e, devido ao espessamento desigual de sua parede celular, curvam-se, abrindo o ostíolo. Quando perdem solutos (ficam hipotônicas), a água sai, elas ficam flácidas e o ostíolo se fecha.
A condição I na figura representa o estômato aberto, e a condição II, o estômato fechado. Para que o estômato abra (condição I), as células-guarda precisam estar hipertônicas em relação às células anexas (células epidérmicas vizinhas), pois isso cria um gradiente de concentração que favorece a entrada de água por osmose. A alternativa A captura exatamente esse princípio. As demais alternativas invertem os conceitos ou comparam estruturas que não participam diretamente do mecanismo osmótico de abertura estomática.
A pegadinha da banca está em inverter os termos "hipertônico" e "hipotônico" e em comparar estruturas inadequadas (como vacúolos com cloroplastos ou ostíolo com células epidérmicas). O aluno que não domina o conceito de osmose e a fisiologia estomática pode cair em alternativas que parecem plausíveis, mas que estão tecnicamente incorretas. A chave é lembrar que a abertura estomática depende do aumento da pressão osmótica das células-guarda, que puxa água para dentro delas.
Estômato: Condição I (aberto) (Células-guarda hipertônicas, Entrada de água por osmose, Células túrgidas → ostíolo abre); Condição II (fechado) (Células-guarda hipotônicas, Saída de água, Células flácidas → ostíolo fecha); Mecanismo (Acúmulo de solutos (K⁺, açúcares), Parede com espessamento desigual)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que, para ocorrer a condição I (estômato aberto), as células estomáticas devem estar hipertônicas em relação às células anexas. Isso está correto: quando as células-guarda acumulam solutos (como potássio e açúcares), sua concentração interna aumenta, tornando-as hipertônicas em relação às células epidérmicas vizinhas. Esse gradiente osmótico faz a água entrar por osmose, as células ficam túrgidas e o ostíolo se abre. O termo "hipertônicas" é o ponto-chave: significa que a concentração de solutos é maior dentro das células-guarda do que fora, o que atrai água.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que, para ocorrer a condição II (estômato fechado), a parede celular das células estomáticas deve permanecer impermeável. Isso é falso: a parede celular é sempre permeável à água e a solutos; o que controla a abertura e o fechamento é a pressão osmótica das células-guarda, não a permeabilidade da parede. A parede celular das células-guarda tem espessamento desigual (mais espessa na face interna), o que faz com que, ao ficarem túrgidas, elas se curvem e abram o ostíolo. A impermeabilidade não é um mecanismo fisiológico de controle estomático.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que, para ocorrer a condição I (estômato aberto), os vacúolos estomáticos devem estar hipotônicos em relação aos cloroplastos. Isso é um erro conceitual: a comparação correta é entre as células-guarda e as células anexas (ou o meio extracelular), não entre vacúolos e cloroplastos dentro da mesma célula. Além disso, para abrir o estômato, as células-guarda devem estar hipertônicas (maior concentração de solutos), não hipotônicas. A alternativa inverte o conceito de tonicidade e compara estruturas que não participam diretamente do gradiente osmótico que controla a abertura estomática.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que, para ocorrer a condição II (estômato fechado), os cloroplastos das células estomáticas devem estar em plena atividade. Isso é falso: a atividade dos cloroplastos (fotossíntese) produz solutos que aumentam a pressão osmótica das células-guarda, favorecendo a abertura do estômato, não o fechamento. Quando os cloroplastos estão em plena atividade, a tendência é o estômato abrir, não fechar. O fechamento ocorre quando há perda de solutos e saída de água, o que está associado à redução da atividade fotossintética ou a fatores como falta de água.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que, para ocorrer a condição I (estômato aberto), o ostíolo deve estar túrgido em relação às células epidérmicas. Isso é um erro conceitual: o ostíolo é a abertura entre as células-guarda, não uma estrutura celular que possa ficar túrgida. A turgescência é uma propriedade das células (como as células-guarda), não do ostíolo. Além disso, a comparação correta para a abertura estomática é entre as células-guarda e as células anexas, não entre o ostíolo e as células epidérmicas. A alternativa confunde estrutura com função e inverte os termos do mecanismo osmótico.