Questão de Biologia — Relações Ecológicas — VUNESP 2025
Biologia›Relações Ecológicas
Código
vu212986
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC SP
Ano
2025
Cargo
Prof EFM ( )
A Spathodea campanulata, também conhecida como espatódea, é uma árvore originária da África que tem sido associada à morte de abelhas nativas em algumas regiões. Algumas pesquisas sugerem que o néctar da flor da Spathodea pode conter compostos tóxicos para abelhas e outros polinizadores, como os beija-flores.
(https://g1.globo.com)
A questão ambiental citada faz referência
Aao amensalismo entre a espatódea e a abelha.
Bà reintrodução de uma espécie vegetal nativa.
Cà cooperação entre espatódeas e abelhas.
Dà resiliência a um novo ecossistema.
Eà competição entre os polinizadores.
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GabaritoA — ao amensalismo entre a espatódea e a abelha.
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Relações ecológicas: amensalismo e a espatódea
Gabarito: letra A. A morte de abelhas nativas associada ao néctar tóxico da Spathodea campanulata caracteriza o amensalismo (ou antibiose), relação ecológica interespecífica desarmônica em que uma espécie libera substâncias que inibem ou prejudicam o desenvolvimento de outra, sem ser afetada — exatamente o que ocorre quando a espatódea produz compostos tóxicos que matam os polinizadores.
O amensalismo é uma das relações ecológicas interespecíficas desarmônicas, ou seja, aquelas em que pelo menos uma das espécies envolvidas é prejudicada. A palavra vem do latim amens (sem mente) e descreve uma interação em que uma espécie é inibida ou eliminada pela ação de outra, que permanece indiferente — não ganha nem perde com a associação. O mecanismo clássico é a liberação de substâncias químicas: fungos que produzem antibióticos (como a penicilina, descoberta por Fleming em 1928) impedindo o crescimento de bactérias, ou plantas que exalam toxinas no solo para inibir a germinação de competidoras, como o eucalipto. No caso da espatódea, o néctar tóxico age como essa substância inibidora: a árvore não é afetada pela morte das abelhas, mas os polinizadores são severamente prejudicados.
É importante distinguir o amensalismo de outras relações interespecíficas. No parasitismo, o parasita se beneficia às custas do hospedeiro, que é prejudicado — há um vínculo direto e prolongado entre os dois. No predatismo, o predador mata e consome a presa para se alimentar. Na competição interespecífica, duas espécies disputam um recurso limitado (alimento, espaço, luz) e ambas são prejudicadas pela presença uma da outra. No mutualismo e na protocooperação, ambas as espécies se beneficiam. No comensalismo, uma se beneficia e a outra é indiferente. O que define o amensalismo é a assimetria: uma espécie produz uma substância que prejudica a outra, mas não obtém nenhum benefício aparente dessa ação — a espatódea não compete com as abelhas por recursos, nem as utiliza como alimento; simplesmente libera um composto tóxico que as mata.
A pegadinha desta questão está em reconhecer que a relação entre a espatódea e as abelhas não é de competição (as abelhas não disputam nada com a árvore), nem de cooperação (as abelhas não são beneficiadas), e muito menos de reintrodução de espécie nativa — a espatódea é exótica (originária da África), o que agrava o problema ambiental. O termo-chave é "compostos tóxicos": a produção de substâncias que prejudicam outra espécie é a assinatura do amensalismo. Guarde essa fronteira: amensalismo = uma espécie prejudica a outra por substâncias, sem ser afetada — é nela que as alternativas se dividem.
Amensalismo (antibiose)
1Relação interespecífica desarmônica
2Uma espécie prejudica a outra
Libera substâncias tóxicas
Não é afetada (assimetria)
3Exemplos
Fungos → antibióticos (penicilina)
Eucalipto → toxinas no solo
Espatódea → néctar tóxico
4Distinções
Parasitismo: vínculo direto, parasita se beneficia
Predatismo: mata e consome a presa
Competição: disputa recurso, ambas prejudicadas
Mutualismo/protocooperação: ambas se beneficiam
Comensalismo: uma se beneficia, outra indiferente
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão o amensalismo: a espatódea libera compostos tóxicos no néctar que prejudicam (matam) as abelhas, enquanto a árvore não sofre dano nem benefício aparente. É a definição clássica de antibiose, relação interespecífica desarmônica em que uma espécie produz substâncias que inibem o desenvolvimento de outra.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A espatódea é uma espécie exótica (originária da África), não nativa. Reintrodução de espécie nativa seria o oposto do que o texto descreve — a introdução de uma espécie estrangeira que causa danos ao ecossistema local.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Cooperação (mutualismo ou protocooperação) é uma relação em que ambas as espécies se beneficiam. No caso, as abelhas são prejudicadas (mortas pelo néctar tóxico), o que exclui qualquer forma de cooperação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Resiliência é a capacidade de um ecossistema de se recuperar de perturbações. O texto descreve um dano causado por uma espécie exótica, não a capacidade de recuperação do ecossistema.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Competição interespecífica ocorre quando duas espécies disputam um recurso limitado (alimento, espaço, luz), e ambas são prejudicadas. A espatódea não compete com as abelhas por nenhum recurso — ela simplesmente libera uma toxina que as mata. A relação é assimétrica (uma prejudica, a outra é indiferente), não uma disputa mútua.