Questão de Biologia — Mecanismos de Herança Genética — VUNESP 2025
- Código
- vu212995
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- SEDUC SP
- Ano
- 2025
- Cargo
- Prof EFM ( )

- A3 pares de alelos.
- B5 pares de alelos.
- C6 pares de alelos.
- D2 pares de alelos.
- E7 pares de alelos.

GabaritoA — 3 pares de alelos.
Gabarito: letra A. O caráter é condicionado por 3 pares de alelos, pois a distribuição normal apresentada no gráfico exibe 7 classes fenotípicas (barras), e a relação entre o número de fenótipos e o número de pares de alelos na herança quantitativa é dada por: nº de fenótipos = 2 × nº de pares de alelos + 1. Assim, 7 fenótipos correspondem a 3 pares de alelos (7 = 2×3 + 1).
A herança quantitativa, também chamada de herança poligênica, é um padrão de herança em que vários genes (cada um com alelos de efeito aditivo) contribuem para a manifestação de um único caráter, como altura, peso, cor da pele e produção de leite. Diferentemente das características mendelianas clássicas, que apresentam fenótipos discretos e bem definidos (ex.: semente lisa ou rugosa), as características quantitativas exibem uma variação contínua de fenótipos, que se distribui em uma curva normal (curva de Gauss) quando representada graficamente.
O geneticista sueco Herman Nilsson-Ehle, em 1910, estudando a cor do grão de trigo, estabeleceu os princípios dessa herança. Ele cruzou linhagens puras de trigo de grãos vermelho-escuros com linhagens puras de grãos brancos. A geração F1 apresentou cor intermediária, e a F2 exibiu uma série gradual de fenótipos, do branco ao vermelho-escuro. A partir desses experimentos, Nilsson-Ehle demonstrou que a herança quantitativa segue as leis mendelianas, mas com a participação de múltiplos genes de efeito aditivo.
A relação matemática entre o número de fenótipos e o número de pares de alelos é fundamental para resolver a questão. Quando um caráter é condicionado por n pares de alelos, o número de fenótipos possíveis na F2 (cruzamento entre heterozigotos) é 2n + 1. Isso ocorre porque cada par de alelos contribui com um alelo efetivo (que adiciona efeito ao fenótipo) ou um alelo não efetivo, e a combinação dos alelos efetivos determina a intensidade do caráter. O número de classes fenotípicas é, portanto, o número de alelos efetivos possíveis (de 0 a 2n) mais um.
No gráfico da questão, observa-se uma distribuição normal com 7 barras, representando 7 classes fenotípicas distintas. Aplicando a fórmula:
Nº de fenótipos = 2n + 1
7 = 2n + 1
2n = 6
n = 3
Portanto, o caráter é condicionado por 3 pares de alelos. Essa é a pegadinha central: o aluno pode contar as barras e associar diretamente ao número de pares, mas a relação correta exige a fórmula. A banca explora exatamente essa confusão entre o número de classes fenotípicas e o número de pares de alelos.
Guarde a relação nº de fenótipos = 2 × nº de pares de alelos + 1 — é o critério decisivo que separa as alternativas desta questão.
A alternativa A está correta porque o gráfico apresenta 7 classes fenotípicas (barras), e a relação entre o número de fenótipos e o número de pares de alelos na herança quantitativa é nº de fenótipos = 2n + 1. Com 7 fenótipos, temos 2n + 1 = 7, logo n = 3. Portanto, o caráter é condicionado por 3 pares de alelos, cada um com efeito aditivo, resultando na distribuição normal observada.
A alternativa B afirma que o caráter é condicionado por 5 pares de alelos. Se fossem 5 pares, o número de fenótipos seria 2×5 + 1 = 11, ou seja, o gráfico deveria apresentar 11 barras, e não 7. O número 5 não corresponde a nenhuma relação direta com as 7 classes observadas, sendo um distrator que confunde o aluno que não aplica a fórmula corretamente.
A alternativa C sugere 6 pares de alelos. Com 6 pares, o número de fenótipos seria 2×6 + 1 = 13, exigindo 13 barras no gráfico. Como o gráfico mostra apenas 7 barras, essa alternativa está incorreta. O número 6 pode induzir ao erro se o aluno contar as barras e somar 1, mas a relação correta é inversa: primeiro se conta os fenótipos, depois se calcula os pares.
A alternativa D propõe 2 pares de alelos. Com 2 pares, o número de fenótipos seria 2×2 + 1 = 5, ou seja, o gráfico deveria ter 5 barras. Como há 7 barras, essa alternativa está incorreta. O número 2 é um distrator comum para quem confunde o número de pares com o número de alelos totais (4 alelos) ou com o número de classes fenotípicas dividido por 2.
A alternativa E indica 7 pares de alelos. Se fossem 7 pares, o número de fenótipos seria 2×7 + 1 = 15, exigindo 15 barras no gráfico. O número 7 é um distrator clássico: o aluno conta as 7 barras e as associa diretamente ao número de pares, sem aplicar a fórmula. A relação correta é que 7 fenótipos correspondem a 3 pares de alelos, não a 7.
A banca explora a confusão entre o número de classes fenotípicas (barras) e o número de pares de alelos. O aluno conta as 7 barras e marca 7 pares (letra E), mas a relação correta é nº de fenótipos = 2 × nº de pares + 1. Sempre que a questão apresentar uma distribuição normal de um caráter quantitativo, aplique essa fórmula: conte as barras, subtraia 1 e divida por 2 para encontrar o número de pares de alelos. Com treino, você resolve esse tipo de questão em segundos 💪.
Para fixar a relação, lembre-se do experimento de Nilsson-Ehle com o trigo: 2 pares de alelos → 5 fenótipos (1:4:6:4:1); 3 pares de alelos → 7 fenótipos. Se a questão der o número de fenótipos, use a fórmula inversa: nº de pares = (nº de fenótipos − 1) ÷ 2. Essa é a técnica que resolve qualquer questão de herança quantitativa que forneça o gráfico de distribuição.
Gabarito: letra A
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