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Questão de Biologia — Imuno-Hematologia — VUNESP 2025

BiologiaImuno-Hematologia
Código
vu213020
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC SP
Ano
2025
Cargo
Prof EFM ( )

O esquema ilustra o processo de sensibilização de uma mulher Rh- em sua primeira gestação.

 

Imagem associada para resolução da questão

 

(AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Fundamentos da biologia moderna. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2006. Pg. 599.)

 

A sensibilização do organismo materno, conforme ilustrada, está relacionada

  1. Acom casos de eritroblastose fetal já na primeira gestação.
  2. Bà produção de antígenos D pelas hemácias da mãe após a primeira gestação.
  3. Cao fato de o feto ter herdado do pai um alelo dominante para o sistema Rh.
  4. Dcom a produção, pela mãe, de proteínas responsáveis pelo fator Rh.
  5. Eao fato de o pai da criança da primeira gestação ser homozigoto recessivo para o sistema Rh.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — ao fato de o feto ter herdado do pai um alelo dominante para o sistema Rh.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Eritroblastose fetal e sensibilização Rh

Gabarito: letra C. A sensibilização da mãe Rh– só ocorre porque o feto herdou do pai o alelo dominante que determina o fator Rh (antígeno D), tornando-o Rh+. É esse antígeno, presente nas hemácias fetais, que estimula a produção de anticorpos anti-Rh no organismo materno — processo que, na primeira gestação, não causa eritroblastose fetal, mas deixa a mãe sensibilizada para gestações futuras.

A eritroblastose fetal (ou doença hemolítica do recém-nascido) é um quadro grave em que os anticorpos maternos anti-Rh atravessam a placenta e destroem as hemácias do feto ou do recém-nascido. Para que isso aconteça, é necessário um encadeamento de eventos: a mãe deve ser Rh– (genótipo rr, sem o antígeno D), o pai deve contribuir com o alelo dominante R (sendo RR ou Rr), e o feto deve ser Rh+ (RR ou Rr). Durante o parto, hemácias fetais Rh+ passam para a circulação materna, estimulando a produção de anticorpos anti-Rh e a formação de células de memória imunológica — é a sensibilização.

Na primeira gestação, a quantidade de anticorpos produzidos é pequena e não chega a afetar o feto. O problema surge na segunda gestação com feto Rh+: as células de memória da mãe já sensibilizada produzem rapidamente grande quantidade de anticorpos anti-Rh, que atravessam a placenta e destroem as hemácias fetais. Isso leva à anemia, ao acúmulo de bilirrubina (icterícia) e à liberação de eritroblastos na circulação — daí o nome da doença.

A prevenção moderna consiste em administrar soro anti-Rh (imunoglobulina) à mãe Rh– logo após o parto de um filho Rh+, destruindo as hemácias fetais que passaram para sua circulação e impedindo a sensibilização. Esse procedimento deve ser repetido após cada parto.

A pegadinha central desta questão está em distinguir o que acontece na primeira gestação (sensibilização, sem doença) do que acontece na segunda (doença). A alternativa correta aponta exatamente a condição genética que torna o feto Rh+ — herdar do pai o alelo dominante para o fator Rh.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a eritroblastose fetal já ocorre na primeira gestação. Isso está errado: na primeira gestação, a mãe apenas se sensibiliza, produzindo anticorpos em quantidade insuficiente para afetar o feto. A doença só se manifesta na segunda gestação com feto Rh+, quando a mãe já está sensibilizada e produz anticorpos em grande quantidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a sensibilização está relacionada à produção de antígenos D pelas hemácias da mãe. Isso inverte os papéis: a mãe Rh– não possui o antígeno D em suas hemácias — é justamente por isso que ela produz anticorpos anti-Rh quando exposta a hemácias Rh+. Quem possui o antígeno D é o feto Rh+, que o herdou do pai.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A sensibilização ocorre porque o feto herdou do pai um alelo dominante para o sistema Rh, tornando-se Rh+. O alelo R (dominante) determina a produção do antígeno D nas hemácias fetais. Quando essas hemácias passam para a circulação da mãe Rh– (genótipo rr) durante o parto, estimulam a produção de anticorpos anti-Rh. Sem esse alelo dominante herdado do pai, o feto seria Rh– e não haveria sensibilização.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a sensibilização está relacionada à produção, pela mãe, de proteínas responsáveis pelo fator Rh. Isso está invertido: a mãe Rh– não produz o fator Rh (antígeno D). Ela produz anticorpos anti-Rh contra o antígeno que não possui. O fator Rh é uma proteína de superfície das hemácias, produzida pelo feto Rh+ (que herdou o alelo dominante do pai), não pela mãe.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a sensibilização está relacionada ao pai ser homozigoto recessivo (rr) para o sistema Rh. Isso é exatamente o oposto do necessário: se o pai fosse rr, ele não teria o alelo dominante R para transmitir, e o feto seria Rh– (rr), sem o antígeno D — portanto, não haveria sensibilização da mãe. Para o feto ser Rh+, o pai deve ter pelo menos um alelo dominante R (genótipo RR ou Rr).

Gabarito: letra C — a sensibilização da mãe Rh– ocorre porque o feto herdou do pai o alelo dominante para o sistema Rh, tornando-se Rh+ e expondo a mãe ao antígeno D.

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