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Questão de Biologia — Imunizações, Soros e Vacinas — VUNESP 2025

BiologiaImunizações, Soros e Vacinas
Código
vu213088
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan
Ano
2025
Cargo
Pesq Cie I ( )
Sobre o papel dos domínios estruturais das proteínas virais na elaboração de vacinas, assinale a alternativa correta.
  1. ADomínios estruturais não influenciam a resposta imune gerada.
  2. BO reconhecimento imune é independente da organização tridimensional do antígeno.
  3. CA exposição de domínios funcionais é importante para a geração de imunidade protetora.
  4. DProteínas desnaturadas apresentam maior imunogenicidade.
  5. EDomínios estruturais são irrelevantes para a estabilidade da vacina.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — A exposição de domínios funcionais é importante para a geração de imunidade protetora.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Domínios estruturais de proteínas virais e imunidade protetora

Gabarito: letra C. A exposição de domínios funcionais das proteínas virais é essencial para a geração de imunidade protetora, pois o sistema imune reconhece antígenos de forma conformacional — ou seja, depende da organização tridimensional da proteína. Essa é a base do desenho racional de vacinas, que buscam apresentar ao sistema imune os epítopos corretamente dobrados.

As proteínas são macromoléculas formadas por cadeias de aminoácidos que se dobram em estruturas tridimensionais específicas — a estrutura primária (sequência), secundária (hélices e folhas), terciária (dobramento global) e quaternária (associação de subunidades). Os domínios estruturais são regiões da proteína com dobramento e função próprios, muitas vezes responsáveis por atividades biológicas específicas, como a ligação a receptores celulares. No caso de vírus, proteínas de superfície (como a spike do SARS-CoV-2 ou a hemaglutinina do influenza) possuem domínios que medeiam a entrada do vírus na célula hospedeira — e são justamente esses domínios que os anticorpos neutralizantes reconhecem.

A resposta imune adaptativa é altamente específica: linfócitos B e T reconhecem epítopos — pequenas porções do antígeno — que podem ser lineares (sequência contínua de aminoácidos) ou conformacionais (formados por aminoácidos distantes na sequência, mas próximos na estrutura tridimensional). A maioria dos anticorpos gerados contra proteínas nativas reconhece epítopos conformacionais. Por isso, se a proteína for desnaturada (perder o dobramento nativo), esses epítopos são destruídos e a resposta imune pode não ser protetora — o anticorpo gerado não reconhece o vírus real.

Na prática, isso explica por que vacinas de subunidade ou de vírus inativado precisam preservar a conformação nativa das proteínas. Por exemplo, a vacina contra o HPV utiliza partículas semelhantes ao vírus (VLPs) formadas pela proteína L1, que se auto-organizam em estruturas que mimetizam o capsídeo viral — a conformação é crucial para induzir anticorpos neutralizantes. Já vacinas de proteína recombinante que falham no dobramento correto podem gerar anticorpos que não neutralizam o vírus.

A pegadinha desta questão está em inverter a relação entre estrutura e imunogenicidade: a banca tenta fazer o candidato acreditar que a desnaturação aumenta a imunogenicidade ou que a estrutura tridimensional é irrelevante. Na verdade, a desnaturação reduz a imunogenicidade protetora, pois destrói os epítopos conformacionais. Guarde a fronteira: estrutura nativa = reconhecimento imune eficaz; desnaturação = perda de epítopos conformacionais = menor proteção.

Imunogenicidade de proteínas virais
  • 1Estrutura nativa
    • Epítopos conformacionais preservados
    • Anticorpos neutralizantes reconhecem o vírus
  • 2Desnaturação
    • Perda de epítopos conformacionais
    • Menor proteção
  • 3Domínios funcionais
    • Alvos de anticorpos neutralizantes
    • Ex.: spike (SARS-CoV-2), hemaglutinina (influenza)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os domínios estruturais não influenciam a resposta imune. É o oposto: os domínios estruturais definem quais epítopos são expostos e como são reconhecidos pelos linfócitos. A resposta imune é diretamente influenciada pela conformação tridimensional do antígeno.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que o reconhecimento imune é independente da organização tridimensional. Falso: a maioria dos anticorpos reconhece epítopos conformacionais, que só existem na proteína nativa. A organização tridimensional é determinante para o reconhecimento.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A exposição de domínios funcionais é importante para a geração de imunidade protetora. Domínios funcionais (como o domínio de ligação ao receptor da spike) são alvos de anticorpos neutralizantes; se estiverem expostos e corretamente dobrados, a vacina induz resposta protetora. É exatamente o que o desenho racional de vacinas busca.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que proteínas desnaturadas apresentam maior imunogenicidade. Errado: a desnaturação destrói epítopos conformacionais, reduzindo a capacidade de gerar anticorpos que reconheçam o vírus nativo. A imunogenicidade protetora é menor, não maior.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que domínios estruturais são irrelevantes para a estabilidade da vacina. Falso: a estabilidade da vacina depende da manutenção da conformação nativa das proteínas — se desnaturarem, perdem a eficácia. Domínios estruturais são essenciais para a estabilidade e a potência da vacina.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a relação entre estrutura e imunogenicidade. O candidato pode achar que "desnaturada = mais exposta = mais imunogênica", mas o correto é o oposto: a desnaturação quebra os epítopos conformacionais e reduz a proteção. Fique atento a alternativas que negam a importância da estrutura tridimensional — elas estão quase sempre erradas.

Gabarito: letra C

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