Questão de Biologia — Relações Hídricas (Botânica) — VUNESP 2025
Biologia›Relações Hídricas (Botânica)
Código
vu213200
Banca
VUNESP
Órgão
UNESP
Ano
2025
Cargo
V - - Doc ( )
Observe a figura a seguir, que ilustra um estômato aberto e outro fechado:
(Disponível em: https://escolaeducacao.com.br)
A regulação da abertura e do fechamento dos estômatos envolve fatores ambientais e fisiológicos que alteram o turgor das células-guarda, permitindo o controle da transpiração e da entrada de CO2 para a fotossíntese.
Para que ocorra a abertura estomática,
Ao aumento da concentração de CO2 no mesófilo estimula a perda de água pelas células estomáticas, que ficam flácidas.
Ba baixa luminosidade provoca acúmulo de potássio nas células-guarda, favorecendo a abertura.
Ca saída de íons potássio das células estomáticas aumenta o potencial hídrico e promove a osmose reversa.
Da luz ativa bombas iônicas, facilitando a entrada de potássio e água nas células-guarda, que se tornam túrgidas.
Ea falta de água no solo eleva o turgor das células- guarda, favorecendo as trocas gasosas.
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GabaritoD — a luz ativa bombas iônicas, facilitando a entrada de potássio e água nas células-guarda, que se tornam túrgidas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Fisiologia vegetal: abertura e fechamento dos estômatos
Gabarito: letra D. A abertura estomática ocorre quando a luz ativa bombas iônicas que promovem a entrada de íons potássio (K⁺) nas células-guarda, aumentando sua concentração osmótica e fazendo com que absorvam água por osmose, tornando-se túrgidas e abrindo o ostíolo. Esse é o mecanismo fisiológico clássico descrito na literatura de fisiologia vegetal, e a alternativa D o descreve corretamente ao afirmar que "a luz ativa bombas iônicas, facilitando a entrada de potássio e água nas células-guarda, que se tornam túrgidas".
Os estômatos são estruturas epidérmicas formadas por duas células-guarda que delimitam um poro chamado ostíolo. A abertura e o fechamento desse poro dependem diretamente do grau de turgidez das células-guarda: quando túrgidas, o ostíolo se abre; quando flácidas, ele se fecha. Esse mecanismo é controlado por fatores ambientais — como luminosidade, concentração de CO₂ e disponibilidade de água no solo — e por fatores fisiológicos, principalmente o transporte ativo de íons potássio.
O processo de abertura começa com a luz, que ativa bombas de prótons (H⁺-ATPases) na membrana plasmática das células-guarda. Essas bombas bombeiam H⁺ para fora da célula, criando um gradiente eletroquímico que impulsiona a entrada de K⁺ através de canais iônicos. O acúmulo de K⁺ no citoplasma aumenta a concentração de solutos, reduzindo o potencial hídrico das células-guarda. Em resposta, a água entra por osmose das células acessórias vizinhas, as células-guarda ficam túrgidas e, devido à disposição das fibras de celulose em suas paredes, o ostíolo se abre. Quando a luz cessa ou há déficit hídrico, o processo se inverte: o K⁺ sai das células-guarda, a água é perdida, as células ficam flácidas e o ostíolo se fecha.
A tabela a seguir resume os principais fatores ambientais que influenciam o movimento estomático:
Condição ambiental
Comportamento do estômato
Alta intensidade luminosa
Abre
Baixa intensidade luminosa
Fecha
Alta concentração de CO₂
Fecha
Baixa concentração de CO₂
Abre
Alto suprimento de água
Abre
Baixo suprimento de água
Fecha
A pegadinha central desta questão é inverter o papel do potássio e da água: a banca tenta fazer o candidato acreditar que a saída de K⁺ ou a perda de água promovem a abertura, quando na verdade é exatamente o contrário. A abertura exige acúmulo de K⁺ e entrada de água (turgidez); o fechamento ocorre com a saída de K⁺ e perda de água (flacidez). Guarde essa relação: entrada de K⁺ e água = abertura; saída de K⁺ e água = fechamento. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.
1Luz ativa bombas de H⁺
2Entrada de K⁺ nas células-guarda
3Redução do potencial hídrico
4Entrada de água por osmose
5Células túrgidas abrem o ostíolo
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o aumento da concentração de CO₂ no mesófilo estimula a perda de água pelas células estomáticas, que ficam flácidas. Há dois erros: primeiro, o aumento de CO₂ fecha os estômatos, não os abre; segundo, a perda de água leva à flacidez e ao fechamento, não à abertura. A alternativa inverte completamente o efeito do CO₂ e o estado das células-guarda.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a baixa luminosidade provoca acúmulo de potássio nas células-guarda, favorecendo a abertura. Está duplamente errada: a baixa luminosidade fecha os estômatos, e o acúmulo de K⁺ ocorre em resposta à luz, não à sua ausência. A luz é o gatilho que ativa as bombas iônicas responsáveis pela entrada de K⁺.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a saída de íons potássio das células estomáticas aumenta o potencial hídrico e promove a osmose reversa. O erro está na direção do fluxo de K⁺: para abrir o estômato, o K⁺ entra nas células-guarda, não sai. Além disso, a saída de K⁺ diminuiria a concentração de solutos, aumentando o potencial hídrico e fazendo a água sair — o que levaria ao fechamento, não à abertura. O termo "osmose reversa" também não se aplica ao mecanismo estomático.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente o mecanismo: a luz ativa bombas iônicas (H⁺-ATPases), que criam o gradiente para a entrada de K⁺ nas células-guarda; o acúmulo de K⁺ reduz o potencial hídrico, atraindo água por osmose; as células ficam túrgidas e o ostíolo se abre. Todos os elementos estão corretos e na ordem certa: luz → bombas iônicas → entrada de K⁺ → entrada de água → turgidez → abertura.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a falta de água no solo eleva o turgor das células-guarda, favorecendo as trocas gasosas. É o oposto do que ocorre: a falta de água no solo leva ao fechamento dos estômatos, mesmo com luz disponível, como mecanismo de conservação hídrica. As células-guarda perdem água, ficam flácidas e o ostíolo se fecha, reduzindo a transpiração.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte a relação entre o fluxo de K⁺/água e o estado do estômato. Em várias alternativas, ela apresenta a saída de K⁺ ou a perda de água como causa da abertura, quando na verdade causam o fechamento. Decore o par: entrada de K⁺ e água → turgidez → abertura; saída de K⁺ e água → flacidez → fechamento. Com esse critério, você elimina as alternativas A, C e E na hora.