Desde a antiguidade da história humana, diferentes teorias procuraram explicar a origem e a diversidade das espécies de seres vivos. Duas dessas teorias são o fixismo e o evolucionismo, as quais contrastam em diversos aspectos.
Com base nessas duas teorias, é correto afirmar que o
Aevolucionismo foi proposto inicialmente por Aristóteles e posteriormente confirmado por Charles Darwin.
Bfixismo defende que as espécies evoluem lentamente ao longo do tempo por meio da criação divina.
Cevolucionismo afirma que todas as espécies evoluem de acordo com as leis de um ser divino.
Dfixismo sustenta que as espécies são imutáveis, enquanto o evolucionismo defende que as espécies podem sofrer transformações ao longo do tempo.
Efixismo e o evolucionismo concordam que as espécies atuais derivam de transformações de espécies anteriores.
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GabaritoD — fixismo sustenta que as espécies são imutáveis, enquanto o evolucionismo defende que as espécies podem sofrer transformações ao longo do tempo.
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Fixismo e evolucionismo: duas visões sobre a origem das espécies
Gabarito: letra D. O fixismo sustenta que as espécies são imutáveis, enquanto o evolucionismo defende que as espécies podem sofrer transformações ao longo do tempo — exatamente o que a alternativa D afirma. Essa é a distinção central entre as duas teorias: uma nega a transformação das espécies, a outra a afirma como processo natural.
O fixismo é a concepção segundo a qual os tipos de seres vivos não se alteram ao longo do tempo. De acordo com essa doutrina, as espécies atuais seriam as mesmas que existiram no passado, embora pudesse haver pequenas variações entre os membros de uma espécie. Essa visão esteve ligada ao criacionismo, que atribui o surgimento das espécies a um ato divino de criação, como descrito na Bíblia. O fixismo dominou o pensamento dos naturalistas europeus até o início da primeira metade do século XIX, incluindo nomes como Lineu.
O evolucionismo, por sua vez, é a teoria segundo a qual os seres vivos se modificaram ao longo do tempo, com novas espécies surgindo a partir de espécies ancestrais que deixaram de existir. A ideia de que as espécies se transformam é antiga, aparecendo em escritos de filósofos pré-socráticos, mas foi somente no final do século XVIII e início do século XIX que naturalistas como Lamarck e, posteriormente, Darwin deram sustentação científica a essa visão. O evolucionismo busca na própria natureza as explicações para a origem da vida e a diversidade das espécies, sem recorrer ao sobrenatural.
A diferença fundamental entre as duas teorias está na mutabilidade das espécies. Enquanto o fixismo afirma que as espécies permanecem imutáveis desde sua criação, o evolucionismo defende que elas se transformam ao longo do tempo, originando novas espécies. Essa é a fronteira conceitual que a questão explora: a alternativa correta precisa reconhecer essa oposição básica.
A banca explora a confusão entre fixismo e criacionismo, e entre evolucionismo e as ideias de Aristóteles. O fixismo não defende a evolução lenta das espécies por criação divina — isso seria uma mistura incorreta de conceitos. O evolucionismo não foi proposto por Aristóteles, que defendia a geração espontânea, nem afirma que as espécies evoluem de acordo com as leis de um ser divino — o evolucionismo busca explicações naturais, não sobrenaturais. E o fixismo e o evolucionismo não concordam que as espécies atuais derivam de transformações de espécies anteriores — essa é uma posição exclusiva do evolucionismo.
Guarde a fronteira entre fixismo e evolucionismo: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A alternativa correta é aquela que reconhece a imutabilidade das espécies no fixismo e a transformação no evolucionismo.
Critério
Fixismo
Evolucionismo
Mutabilidade das espécies
Imutáveis (não se alteram)
Transformam-se ao longo do tempo
Origem das espécies
Criação divina (criacionismo)
Processos naturais (sem sobrenatural)
Principais defensores
Lineu e naturalistas até séc. XIX
Lamarck e Darwin
Relação com espécies ancestrais
Negam a transformação
Novas espécies surgem de ancestrais
Fixismo: Espécies imutáveis; Ligado ao criacionismo; Lineu; Evolucionismo (Espécies se transformam, Explicação natural, Lamarck e Darwin)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O evolucionismo não foi proposto inicialmente por Aristóteles. Aristóteles defendia a geração espontânea (abiogênese), não a evolução das espécies. O evolucionismo ganhou sustentação científica com Lamarck (1809) e, posteriormente, com Charles Darwin (1859), que publicou A Origem das Espécies. A alternativa erra ao atribuir a Aristóteles a proposição inicial do evolucionismo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O fixismo não defende que as espécies evoluem lentamente ao longo do tempo. Pelo contrário, o fixismo sustenta que as espécies são imutáveis, não se alteram ao longo do tempo. A alternativa confunde fixismo com evolucionismo, atribuindo ao fixismo uma característica que é própria do evolucionismo. Além disso, a ideia de "criação divina" está ligada ao criacionismo, que frequentemente acompanha o fixismo, mas não implica evolução.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O evolucionismo não afirma que as espécies evoluem de acordo com as leis de um ser divino. O evolucionismo busca explicações naturais para a origem e diversidade das espécies, sem recorrer ao sobrenatural. A alternativa confunde evolucionismo com criacionismo, que atribui a origem das espécies a um ato divino de criação.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa apresenta corretamente a distinção fundamental entre as duas teorias. O fixismo sustenta que as espécies são imutáveis, ou seja, não se alteram ao longo do tempo. O evolucionismo defende que as espécies podem sofrer transformações ao longo do tempo, com novas espécies surgindo a partir de espécies ancestrais. Essa é a oposição central entre as duas teorias.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O fixismo e o evolucionismo não concordam que as espécies atuais derivam de transformações de espécies anteriores. Essa é uma posição exclusiva do evolucionismo. O fixismo nega a transformação das espécies, afirmando que elas permanecem imutáveis desde sua criação. A alternativa erra ao atribuir ao fixismo uma característica que é própria do evolucionismo.