A fotografia a seguir mostra uma relação ecológica entre bromélias e uma árvore: (www.plantasonya.com.br) A relação ecológica que se estabelece é
Ao inquilinismo, uma vez que a árvore obtém alguns nutrientes minerais das bromélias.
Bo epifitismo, pois as bromélias utilizam a árvore como suporte, sem causar prejuízos.
Co mutualismo, já que ambas as espécies se beneficiam com a proximidade física.
Da competição interespecífica, já que ambas disputam espaço, luz, água e nutrientes.
Eo parasitismo, pois as bromélias obtêm nutrientes diretamente da árvore hospedeira.
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GabaritoB — o epifitismo, pois as bromélias utilizam a árvore como suporte, sem causar prejuízos.
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Relações ecológicas interespecíficas: epifitismo e inquilinismo
Gabarito: letra B. A relação entre bromélias e árvores é o epifitismo, pois as bromélias utilizam a árvore apenas como suporte físico, sem retirar nutrientes dela e sem causar prejuízos — a árvore não é beneficiada nem prejudicada. A alternativa B descreve exatamente essa relação, enquanto as demais confundem o epifitismo com inquilinismo, mutualismo, competição ou parasitismo.
As relações ecológicas interespecíficas são interações entre indivíduos de espécies diferentes que vivem em uma mesma comunidade. Elas podem ser classificadas de acordo com o efeito que produzem sobre cada participante: benefício (+), prejuízo (−) ou neutralidade (0). O epifitismo é uma relação harmônica em que uma planta (epífita) vive sobre outra (forófito) usando-a apenas como suporte, sem retirar nutrientes dela. As bromélias e orquídeas são exemplos clássicos de epífitas: elas realizam fotossíntese e obtêm água e nutrientes minerais do ambiente (da chuva, da umidade do ar e de detritos acumulados em suas próprias estruturas), não do hospedeiro.
A confusão mais comum é entre epifitismo e inquilinismo. O inquilinismo é uma relação em que uma espécie (inquilino) utiliza outra (hospedeiro) como abrigo ou moradia, sem causar dano — por exemplo, o peixe-agulha que vive dentro da holotúria (pepino-do-mar). No caso das bromélias, elas não apenas se abrigam na árvore, mas também se fixam e crescem sobre ela, o que caracteriza o epifitismo. Alguns autores consideram o epifitismo um tipo especial de inquilinismo, mas a banca distingue os dois: o epifitismo é a relação específica entre plantas que crescem sobre outras plantas.
Outra distinção importante é entre epifitismo e parasitismo. Plantas parasitas, como as ervas-de-passarinho e a raflésia, retiram água e nutrientes do hospedeiro através de estruturas especializadas (haustórios), causando prejuízo. As epífitas, ao contrário, não possuem essas estruturas e não retiram nada do hospedeiro — apenas o utilizam como ponto de apoio para alcançar melhor luminosidade. A diferença crucial é que o parasita estabelece uma relação desarmônica (+/−), enquanto a epífita estabelece uma relação neutra para o hospedeiro (+/0).
A pegadinha da banca está em trocar os conceitos: a alternativa A inverte o benefício (diz que a árvore obtém nutrientes das bromélias, quando na verdade é o contrário — e mesmo assim não há troca de nutrientes); a alternativa C afirma que ambas se beneficiam, o que não ocorre (a árvore não ganha nada); a alternativa D confunde com competição, mas não há disputa por recursos; e a alternativa E trata as bromélias como parasitas, o que é falso. Guarde a fronteira entre epifitismo (uso como suporte, sem dano) e parasitismo (retirada de nutrientes, com dano): é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Relações interespecíficas
1Harmônicas (+/0 ou +/+)
Epifitismo (+/0)
planta usa outra como suporte
sem retirar nutrientes
Inquilinismo (+/0)
abrigo/moradia no hospedeiro
Mutualismo (+/+)
ambas se beneficiam
2Desarmônicas (+/− ou −/−)
Parasitismo (+/−)
retira nutrientes do hospedeiro
causa dano
Competição (−/−)
disputa por recurso limitado
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a árvore obtém nutrientes minerais das bromélias. Isso é um erro duplo: primeiro, inverte o sentido da relação — quem poderia obter algo seriam as bromélias, não a árvore; segundo, as bromélias epífitas não retiram nutrientes da árvore, mas sim do ambiente (chuva, umidade, detritos). A árvore não é beneficiada nem prejudicada. O inquilinismo, além disso, refere-se a abrigo/moradia, não a troca de nutrientes.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente o epifitismo: as bromélias utilizam a árvore como suporte físico, sem causar prejuízos. A árvore não é beneficiada nem prejudicada (relação +/0), e as bromélias ganham acesso à luz e ao espaço. É exatamente a definição de epifitismo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que ambas as espécies se beneficiam, caracterizando mutualismo. No epifitismo, a árvore não obtém nenhum benefício — ela apenas serve de suporte. Para ser mutualismo, seria necessário que ambas fossem beneficiadas (+/+), o que não ocorre. A relação é unidirecional: apenas a bromélia se beneficia.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que há competição interespecífica por espaço, luz, água e nutrientes. Embora as bromélias possam competir com a árvore por luz, a relação estabelecida não é de competição — a bromélia não disputa recursos com a árvore, apenas a utiliza como substrato. A competição interespecífica ocorre quando duas espécies disputam o mesmo recurso limitado, o que não é o caso aqui. A relação é harmônica, não de disputa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que as bromélias obtêm nutrientes diretamente da árvore hospedeira, caracterizando parasitismo. Isso é falso: as bromélias epífitas não retiram nutrientes da árvore — elas realizam fotossíntese e absorvem água e nutrientes do ambiente. O parasitismo envolve retirada de recursos do hospedeiro com prejuízo (+/−), o que não ocorre. Plantas parasitas, como as ervas-de-passarinho, é que se encaixariam nessa descrição.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar os conceitos de epifitismo, inquilinismo e parasitismo. Aqui, a pegadinha está em duas frentes: (1) a alternativa A inverte o benefício, dizendo que a árvore ganha nutrientes das bromélias — quando na verdade quem ganha é a bromélia, e mesmo assim não há troca de nutrientes; (2) a alternativa E trata as bromélias como parasitas, mas elas não retiram nada do hospedeiro. A chave é lembrar: epífita usa a árvore só como suporte (+/0); parasita retira nutrientes e causa dano (+/−). Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar as relações ecológicas na prova, monte uma tabela mental com o efeito sobre cada espécie:
Relação
Espécie X
Espécie Y
Exemplo
Epifitismo
+
0
Bromélia sobre árvore
Inquilinismo
+
0
Peixe-agulha na holotúria
Parasitismo
+
−
Erva-de-passarinho na árvore
Mutualismo
+
+
Formiga e fungo
Competição
−
−
Duas espécies pelo mesmo recurso
Quando a questão mostrar uma planta sobre outra, pergunte: ela retira nutrientes do hospedeiro? Se sim, é parasitismo; se não, é epifitismo.