Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025
- Código
- vu213232
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- FEMA
- Ano
- 2025
- Cargo
- Vest ( )

- Aa biomassa.
- Ba energia química.
- Ca produtividade líquida.
- Do número de indivíduos.
- Ea produtividade bruta.

GabaritoD — o número de indivíduos.
Gabarito: letra D. O gráfico mostra uma pirâmide de números, que representa a quantidade de indivíduos em cada nível trófico de uma cadeia alimentar — e, em uma cadeia terrestre típica (como capim → gafanhoto → sapo → cobra), o número de indivíduos diminui progressivamente dos produtores para os consumidores de topo, formando a forma de pirâmide. As demais grandezas (biomassa, energia química, produtividade líquida e produtividade bruta) também podem ser representadas em pirâmides, mas o que caracteriza a forma clássica de pirâmide em uma cadeia terrestre é justamente o número de indivíduos.
As pirâmides ecológicas são representações gráficas que organizam os níveis tróficos de uma cadeia alimentar em retângulos horizontais sobrepostos, com a base ocupada pelos produtores e o topo pelos consumidores finais. Existem três tipos principais: pirâmide de números, pirâmide de biomassa e pirâmide de energia. Cada uma mede uma grandeza diferente, e a forma (ereta ou invertida) depende do ecossistema e da grandeza analisada.
A pirâmide de números conta quantos indivíduos existem em cada nível trófico. Em uma cadeia terrestre típica, como a do enunciado, o número de indivíduos diminui drasticamente a cada nível: muitos produtores (capim), menos consumidores primários (gafanhotos), ainda menos consumidores secundários (sapos) e pouquíssimos consumidores terciários (cobras). Isso gera a forma clássica de pirâmide, com base larga e topo estreito.
A pirâmide de biomassa mede a massa total de matéria orgânica (em g/m² ou kcal/m²) em cada nível. Em ecossistemas terrestres, ela também costuma ser ereta, pois os produtores (árvores, por exemplo) acumulam grande biomassa. Já em ecossistemas aquáticos, ela pode aparecer invertida, porque o fitoplâncton se reproduz rapidamente e tem biomassa momentânea menor que a do zooplâncton que o consome.
A pirâmide de energia (ou de produtividade) mede a quantidade de energia que flui por unidade de área e tempo (kcal/m²/ano). Ela nunca se inverte, pois a transferência de energia entre níveis tróficos sempre envolve perdas (cerca de 90% é dissipada como calor na respiração). A energia disponível diminui a cada degrau, independentemente do ecossistema.
A produtividade é a capacidade de um nível trófico aproveitar a energia recebida para produzir biomassa. A produtividade primária bruta (PPB) é toda a matéria orgânica que os autotróficos produzem na fotossíntese; descontando a respiração (R), obtém-se a produtividade primária líquida (PPL), que é o que fica efetivamente disponível para o próximo nível. A produtividade secundária segue a mesma lógica para os consumidores.
A pegadinha desta questão está em distinguir o que cada tipo de pirâmide mede. O gráfico mostra uma pirâmide clássica, com base larga e topo estreito, que em uma cadeia terrestre corresponde ao número de indivíduos. As alternativas que mencionam biomassa, energia e produtividade descrevem outras grandezas que também podem ser representadas em pirâmides, mas não são o que o gráfico ilustra.
Guarde a distinção central: pirâmide de números = contagem de indivíduos; pirâmide de biomassa = massa total; pirâmide de energia = fluxo energético. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
A biomassa é a massa total de matéria orgânica em cada nível trófico, medida em g/m² ou kcal/m². Embora também possa ser representada em uma pirâmide, a biomassa em uma cadeia terrestre típica não necessariamente forma uma pirâmide perfeita — e, mais importante, o gráfico da questão mostra uma contagem de indivíduos, não uma medida de massa. A banca troca a grandeza "número de indivíduos" por "biomassa", que é um conceito vizinho, mas distinto.
A energia química é a energia armazenada nas ligações das moléculas orgânicas, e sua representação em pirâmide é a pirâmide de energia. Essa pirâmide nunca se inverte, pois a energia sempre diminui a cada nível trófico. No entanto, a questão mostra uma pirâmide de números, não de energia. A alternativa confunde a grandeza medida com o conceito de fluxo energético.
A produtividade líquida é a quantidade de biomassa efetivamente acumulada em um nível trófico após descontar os gastos com respiração. Ela é uma taxa (biomassa por unidade de tempo), não uma contagem de indivíduos. A pirâmide de produtividade é essencialmente uma pirâmide de energia, que também nunca se inverte. A alternativa troca o conceito de número de indivíduos pelo de produtividade, que é uma medida de fluxo, não de quantidade.
A pirâmide de números representa a quantidade de indivíduos em cada nível trófico. Em uma cadeia alimentar terrestre típica, como capim → gafanhoto → sapo → cobra, o número de indivíduos diminui a cada nível: muitos capins, menos gafanhotos, poucos sapos e uma ou poucas cobras. Isso gera a forma clássica de pirâmide, com base larga e topo estreito, exatamente como mostra o gráfico. A alternativa está correta porque identifica a grandeza representada: o número de indivíduos.
A produtividade bruta é a quantidade total de matéria orgânica produzida por um nível trófico (no caso dos produtores, toda a biomassa sintetizada na fotossíntese, antes de descontar a respiração). Assim como a produtividade líquida, é uma taxa de produção, não uma contagem de indivíduos. A alternativa confunde a grandeza "número de indivíduos" com a medida de produtividade, que é um fluxo por unidade de tempo.
Para identificar o tipo de pirâmide na prova, pergunte-se: "o que está sendo contado?" Se são indivíduos → pirâmide de números; se é massa → biomassa; se é fluxo de energia por tempo → energia/produtividade. Lembre-se: a pirâmide de energia nunca se inverte, enquanto as de números e biomassa podem aparecer invertidas em certos ecossistemas (como a de números em uma árvore, com poucos produtores e muitos consumidores).
Gabarito: letra D — o gráfico representa o número de indivíduos em cada nível trófico de uma cadeia alimentar terrestre.
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