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Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025

BiologiaGeral
Código
vu213236
Banca
VUNESP
Órgão
FEMA
Ano
2025
Cargo
Vest ( )
Tecidos vegetais diferenciados podem ser obtidos a partir de células, induzidas por fitormônios, cultivadas em laboratório. Para a formação de tecido parenquimático em laboratório, deve-se extrair de uma planta adulta células localizadas no
  1. Aritidoma.
  2. Bmeristema.
  3. Csúber.
  4. Dxilema.
  5. Eesclerênquima.
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GabaritoB — meristema.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tecidos vegetais: meristemas e diferenciação celular

Gabarito: letra B. Para obter tecido parenquimático em laboratório, é necessário extrair células de um meristema, pois são as células meristemáticas que mantêm a capacidade de divisão e diferenciação, podendo ser induzidas por fitormônios a formar diferentes tecidos, como o parênquima. As demais alternativas (ritidoma, súber, xilema e esclerênquima) são tecidos já diferenciados, com células especializadas e, em sua maioria, mortas, que perderam a capacidade de originar novos tecidos.

O corpo de uma planta vascular é formado por três sistemas de tecidos: o dérmico (revestimento), o vascular (condução) e o de preenchimento (parênquimas). Todos esses tecidos se originam de células meristemáticas, que são células indiferenciadas, com parede celular fina (primária), citoplasma denso e núcleo grande, capazes de se dividir por mitose. Os meristemas são os tecidos responsáveis pelo crescimento da planta e pela formação de todos os outros tecidos, por meio do processo de diferenciação celular.

A diferenciação celular é o processo pelo qual as células meristemáticas se especializam para realizar funções específicas, originando os tecidos definitivos. Por exemplo, algumas células se diferenciam em células do xilema (condutoras de seiva mineral), outras em células do floema (condutoras de seiva orgânica), outras em células do esclerênquima (sustentação) e outras em células parenquimáticas (preenchimento, fotossíntese, reserva).

A técnica de cultura de tecidos vegetais explora exatamente essa capacidade das células meristemáticas. Ao extrair células de um meristema e cultivá-las em laboratório com a adição de fitormônios (como auxinas e citocininas), é possível induzir a formação de diferentes tecidos ou até de plantas inteiras, dependendo da concentração e da combinação desses hormônios. Essa técnica é amplamente utilizada na agricultura para a propagação de plantas e na pesquisa científica.

A pegadinha da questão está em confundir tecidos já diferenciados com tecidos meristemáticos. O ritidoma, o súber, o xilema e o esclerênquima são tecidos que já passaram pelo processo de diferenciação e, portanto, não são capazes de originar novos tecidos. Apenas os meristemas, por serem formados por células indiferenciadas, têm essa capacidade. Guarde essa distinção: meristema = tecido jovem, com células indiferenciadas e capacidade de divisão; tecidos definitivos = tecidos maduros, com células especializadas e, em geral, sem capacidade de divisão.

Tecidos vegetais
  • 1Meristemáticos (indiferenciados)
    • Capacidade de divisão
    • Origem de todos os tecidos
    • Usados em cultura in vitro
  • 2Definitivos (diferenciados)
    • Revestimento
      • Súber (células mortas)
      • Ritidoma (tecidos mortos)
    • Condução
      • Xilema (células mortas)
    • Sustentação
      • Esclerênquima (células mortas)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O ritidoma é o conjunto de tecidos mortos que se desprende da superfície de caules e raízes com crescimento secundário, formado principalmente pelo súber e por tecidos corticais. Suas células são mortas e não possuem capacidade de divisão ou diferenciação, portanto não podem ser utilizadas para a formação de tecido parenquimático em laboratório.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O meristema é o tecido vegetal formado por células indiferenciadas, com alta capacidade de divisão mitótica. Essas células são as únicas que podem ser induzidas por fitormônios a se diferenciar em outros tecidos, como o parênquima, em condições de cultura in vitro. É exatamente por isso que a extração de células meristemáticas é o método correto para a obtenção de tecido parenquimático em laboratório.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O súber é um tecido de revestimento (parte da periderme) formado por células mortas, com paredes impregnadas de suberina, que atuam na proteção contra perda de água e danos mecânicos. Por ser um tecido morto e altamente especializado, não possui células com capacidade de diferenciação, sendo inviável para a formação de tecido parenquimático.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O xilema é um tecido condutor de seiva mineral, formado por células mortas (traqueídes e elementos de vaso) com paredes lignificadas. Essas células são especializadas na condução de água e sais minerais e não possuem capacidade de divisão ou diferenciação, portanto não podem ser utilizadas para a formação de tecido parenquimático.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O esclerênquima é um tecido de sustentação formado por células mortas (fibras e esclereídes) com paredes espessas e lignificadas. Essas células são altamente especializadas e perderam a capacidade de divisão, não podendo ser induzidas a formar tecido parenquimático em laboratório.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre cultura de tecidos vegetais, lembre-se: apenas células meristemáticas (indiferenciadas) têm potencial de diferenciação. Tecidos como xilema, esclerênquima e súber são formados por células mortas e especializadas, enquanto o ritidoma é um conjunto de tecidos mortos. Essa distinção é a chave para resolver questões que envolvem a obtenção de tecidos em laboratório.

Gabarito: letra B

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