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Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025

BiologiaGeral
Código
vu213238
Banca
VUNESP
Órgão
FEMA
Ano
2025
Cargo
Vest ( )
Os soros antiofídicos, que combatem o envenenamento por serpentes, são produzidos em cavalos há mais de cem anos. No entanto, apenas 27,8% dos componentes do soro interagem com as toxinas do veneno da jararaca. Outros anticorpos, não específicos, compõem boa parte dos outros 72,2% do soro. A segunda molécula mais abundante, respondendo por 8,6% da composição, é a albumina de cavalo que pode gerar respostas exacerbadas quando em contato com o sistema imune de uma pessoa.   (https://agencia.fapesp.br. Adaptado.)   Com base nas informações do excerto e em conhecimentos sobre os processos imunológicos dos mamíferos, afirma-se que
  1. Ao antígeno injetado no cavalo provoca a imunização passiva do animal e gera memória imunológica suficiente para combater o veneno.
  2. Bos anticorpos que efetivamente geram células de memória imunológica contra o veneno correspondem a 27,8% dos componentes do soro antiofídico.
  3. Cmenos de um terço das imunoglobulinas do soro antiofídico apresentam sítio de ligação compatível com os substratos encontrados no veneno da cobra.
  4. Doutras moléculas não específicas, como polissacarídeos e ácidos graxos, correspondem a 72,2% da composição do soro antiofídico.
  5. Ea albumina de cavalo é uma imunoglobulina que aciona o sistema imune das pessoas que recebem o tratamento com soro antiofídico.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — menos de um terço das imunoglobulinas do soro antiofídico apresentam sítio de ligação compatível com os substratos encontrados no veneno da cobra.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Soros antiofídicos e imunização passiva

Gabarito: letra C. O soro antiofídico é um exemplo clássico de imunização passiva artificial: nele são injetados anticorpos prontos, produzidos em outro organismo (o cavalo), e não há estímulo à memória imunológica do receptor. Como apenas 27,8% dos componentes do soro interagem com as toxinas do veneno da jararaca, é correto afirmar que menos de um terço das imunoglobulinas do soro apresentam sítio de ligação compatível com os substratos do veneno — exatamente o que a alternativa C afirma.

Para entender a questão, é preciso dominar a diferença entre imunização ativa e passiva. Na imunização ativa (vacinas), o próprio organismo recebe antígenos e produz anticorpos, gerando células de memória que garantem proteção duradoura. Na imunização passiva (soros), o organismo recebe anticorpos prontos, produzidos por outro ser vivo (cavalo, por exemplo), e não há produção de células de memória — a proteção é imediata, porém temporária, durando apenas enquanto os anticorpos injetados permanecem na circulação.

O texto do enunciado descreve exatamente esse cenário: o soro antiofídico é produzido em cavalos, que são imunizados ativamente com o veneno (antígeno) e produzem anticorpos específicos. Esses anticorpos são então coletados e purificados para serem injetados em humanos picados por serpentes. No entanto, o soro não é composto apenas por anticorpos específicos contra o veneno: apenas 27,8% das imunoglobulinas são específicas, enquanto os outros 72,2% são anticorpos não específicos e outras proteínas, como a albumina de cavalo (8,6%).

A pegadinha central da questão está em associar corretamente os conceitos de imunização ativa e passiva com os dados do excerto. O candidato que confunde vacina com soro tende a marcar alternativas que mencionam memória imunológica ou imunização ativa, quando na verdade o soro é passivo e não gera memória. Além disso, é preciso lembrar que anticorpos são proteínas (imunoglobulinas) e que a albumina, embora seja uma proteína, não é uma imunoglobulina — ela é uma proteína plasmática que pode causar reações alérgicas.

Guarde a fronteira entre imunização ativa e passiva: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A alternativa correta (C) é a única que não menciona memória imunológica nem confunde os tipos de imunização, limitando-se a interpretar corretamente os dados percentuais do enunciado.

Imunização
  • 1Ativa (vacina)
    • Produz anticorpos
    • Gera memória
    • Proteção duradoura
  • 2Passiva (soro)
    • Recebe anticorpos prontos
    • Não gera memória
    • Proteção temporária
  • 3Soro antiofídico
    • 27,8% anticorpos específicos
      • Sítio de ligação compatível
    • 72,2% outros componentes
      • Anticorpos não específicos
      • Albumina de cavalo (8,6%)
        • Não é imunoglobulina
        • Pode causar reação exacerbada
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está em afirmar que o antígeno injetado no cavalo provoca imunização passiva do animal. Na verdade, o cavalo é submetido à imunização ativa: ele recebe o veneno (antígeno) e seu próprio sistema imunológico produz anticorpos e células de memória. A imunização passiva ocorre no ser humano que recebe o soro, não no cavalo que o produz.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que os anticorpos que geram células de memória correspondem a 27,8% do soro. Isso é um equívoco duplo: primeiro, os anticorpos do soro não geram células de memória no receptor, pois se trata de imunização passiva; segundo, os 27,8% representam apenas a fração de anticorpos específicos contra o veneno, não a fração que geraria memória (que é zero).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta porque interpreta fielmente os dados do enunciado: apenas 27,8% dos componentes do soro interagem com as toxinas do veneno da jararaca. Como 27,8% é menos de um terço (33,3%), é correto afirmar que menos de um terço das imunoglobulinas do soro apresentam sítio de ligação compatível com os substratos do veneno. O termo "imunoglobulinas" é usado corretamente, pois os anticorpos são imunoglobulinas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que os 72,2% do soro são compostos por polissacarídeos e ácidos graxos. O enunciado diz apenas que esses 72,2% são "outros anticorpos, não específicos" e outras moléculas, como a albumina de cavalo. Não há menção a polissacarídeos ou ácidos graxos — o erro está em inventar componentes que não foram citados no texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Classifica a albumina de cavalo como uma imunoglobulina. Isso é falso: a albumina é uma proteína plasmática, mas não é uma imunoglobulina (anticorpo). As imunoglobulinas são proteínas de defesa produzidas por linfócitos B, enquanto a albumina é uma proteína de transporte produzida no fígado. O enunciado inclusive a distingue dos anticorpos, chamando-a de "segunda molécula mais abundante" e destacando que pode gerar respostas exacerbadas no sistema imune humano.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre imunização ativa e passiva. No soro, o cavalo é imunizado ativamente (produz anticorpos e memória), mas o humano que recebe o soro é imunizado passivamente (recebe anticorpos prontos, sem gerar memória). Alternativas que mencionam memória imunológica no contexto do soro estão, por definição, erradas.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre soros e vacinas, monte mentalmente uma tabela: vacina = imunização ativa = gera memória = duradoura; soro = imunização passiva = não gera memória = temporária. Essa distinção resolve a maioria das questões do tema.

Gabarito: letra C

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