Uma nova espécie de dinossauro descoberta, o Duonychus tsogtbaatari, fazia parte de um grupo de répteis conhecidos como Therisinosaurus. A descoberta desse fóssil é única porque a bainha da garra de um dos dedos está intacta. Feita de queratina (o mesmo material das unhas), a bainha revela que a garra era muito mais longa que os ossos subjacentes. A melhor comparação para os dígitos distintivos entre os animais vivos seria as garras de um bicho-preguiça. O D. tsogtbaatari provavelmente tinha penas, já que outros Therisinosaurus eram cobertos por essas estruturas. (www.cnnbrasil.com.br. Adaptado.) As informações do excerto permitem afirmar que a queratina é uma proteína
Apresente nas aves e nos répteis ancestrais e constatada também ao longo da evolução dos bichos-preguiça, e nos outros mamíferos atuais, por divergência adaptativa.
Bpresente nas garras dessa e de outras espécies de dinossauros que evoluíram a partir das primeiras aves ancestrais que originaram esses répteis e as aves atuais.
Cpresente no exoesqueleto dos artrópodes e nos anexos epidérmicos de répteis, aves e mamíferos atuais que evoluíram a partir de um mesmo ancestral comum.
Dpresente na pele, nas penas, nas garras e nos bicos de répteis e de aves atuais que evoluíram a partir de um mamífero ancestral que também originou os bichos-preguiça.
Ecompartilhada entre mamíferos, aves e répteis atuais por processos evolutivos como a transmissão de características adquiridas, a seleção natural e a convergência adaptativa.
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GabaritoA — presente nas aves e nos répteis ancestrais e constatada também ao longo da evolução dos bichos-preguiça, e nos outros mamíferos atuais, por divergência adaptativa.
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Queratina: proteína estrutural e evolução dos amniotas
Gabarito: letra A. A queratina é uma proteína fibrosa presente nos anexos epidérmicos (garras, unhas, penas, pelos, bicos) de répteis, aves e mamíferos — grupos que compartilham um ancestral comum amniota. A alternativa A está correta ao afirmar que a queratina está presente nas aves e nos répteis ancestrais (como os dinossauros) e também nos mamíferos atuais (como os bichos-preguiça), sendo essa presença compartilhada explicada por divergência adaptativa — ou seja, herança de um ancestral comum que se diversificou em diferentes linhagens.
A queratina é uma proteína estrutural fibrosa, rica em aminoácidos como cisteína, que forma pontes dissulfeto e confere rigidez e impermeabilidade. Ela é o principal componente de estruturas como unhas, garras, pelos, penas, chifres, bicos e escamas. Nos amniotas (répteis, aves e mamíferos), a epiderme produz queratina em sua camada mais externa, o estrato córneo, formando uma barreira contra a perda de água — uma adaptação crucial para a vida terrestre.
A presença de queratina nessas estruturas em grupos tão distintos não é coincidência: é resultado de herança de um ancestral comum. Répteis, aves e mamíferos descendem de um ancestral amniota que já possuía a maquinaria genética para produzir queratina na epiderme. Ao longo da evolução, diferentes linhagens utilizaram essa mesma proteína para formar estruturas diversas — garras, penas, pelos —, um processo chamado divergência adaptativa: um mesmo ancestral dá origem a linhagens que se adaptam a diferentes ambientes, modificando estruturas homólogas.
É importante distinguir a queratina de outras proteínas estruturais. A quitina, por exemplo, é um polissacarídeo (não uma proteína) que compõe o exoesqueleto de artrópodes. Já o colágeno é outra proteína fibrosa, mas presente na matriz extracelular de tecidos conjuntivos, não nos anexos epidérmicos. A confusão entre queratina e quitina é uma armadilha clássica, pois ambas são estruturas de proteção e sustentação, mas de natureza química completamente diferente.
A banca explora justamente essa confusão: o candidato que não domina a distinção entre queratina (proteína, presente em vertebrados) e quitina (polissacarídeo, presente em artrópodes) pode cair na alternativa C. Além disso, a questão testa o entendimento de evolução: a presença de queratina em grupos tão diversos é explicada por ancestralidade comum (divergência), não por convergência adaptativa (que ocorre quando estruturas semelhantes evoluem independentemente em linhagens não relacionadas).
Guarde a fronteira entre divergência adaptativa (estruturas homólogas, herdadas de ancestral comum) e convergência adaptativa (estruturas análogas, evoluídas independentemente): é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Queratina
1Proteína fibrosa (vertebrados)
Anexos epidérmicos
Garras, unhas, pelos, penas, bicos
Presente em répteis, aves e mamíferos
2Origem evolutiva
Ancestral amniota comum
Divergência adaptativa (homóloga)
3Confusões clássicas
Quitina (artrópodes) — polissacarídeo
Convergência adaptativa (análoga)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que a queratina está presente nas aves e nos répteis ancestrais (dinossauros) e também nos mamíferos atuais (bichos-preguiça), por divergência adaptativa. Isso está correto: todos esses grupos são amniotas, descendentes de um ancestral comum que já produzia queratina. As garras do dinossauro Duonychus tsogtbaatari, as garras do bicho-preguiça, as penas das aves e as unhas dos mamíferos são estruturas homólogas — derivadas da mesma origem evolutiva, mas modificadas para funções diferentes em cada linhagem. É exatamente o conceito de divergência adaptativa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa inverte a relação evolutiva: afirma que os dinossauros evoluíram a partir das aves ancestrais. Na realidade, as aves evoluíram a partir de um grupo de dinossauros terópodes, no período Jurássico. Os dinossauros são ancestrais das aves, não o contrário. A queratina está presente em ambos, mas por herança de um ancestral comum mais antigo (o amniota), não porque os dinossauros descendem das aves.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa comete dois erros graves. Primeiro, afirma que a queratina está presente no exoesqueleto dos artrópodes — isso é falso, pois o exoesqueleto dos artrópodes é composto por quitina, um polissacarídeo, não por queratina. Segundo, a alternativa não menciona os mamíferos, que também possuem queratina em pelos e unhas. A presença de queratina em répteis, aves e mamíferos se explica por ancestralidade comum (divergência), não por evolução a partir de um ancestral comum com os artrópodes.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que répteis e aves evoluíram a partir de um mamífero ancestral. Isso é um erro evolutivo grave: os mamíferos evoluíram de um grupo de répteis terapsidas, e as aves evoluíram de dinossauros. Répteis, aves e mamíferos compartilham um ancestral amniota comum, mas nenhum deles evoluiu a partir de um mamífero ancestral. Além disso, a alternativa omite os mamíferos na lista de grupos que possuem queratina, embora eles também a possuam em pelos e unhas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa mistura conceitos evolutivos de forma incorreta. A presença de queratina em mamíferos, aves e répteis é explicada por divergência adaptativa (herança de ancestral comum), não por convergência adaptativa (que ocorre quando estruturas semelhantes evoluem independentemente). Além disso, a alternativa menciona "transmissão de características adquiridas", um conceito lamarckista rejeitado pela biologia moderna. A seleção natural atua sobre a variação genética, mas não é o mecanismo que explica a presença compartilhada de queratina nesses grupos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca queratina por quitina na alternativa C e inverte a relação evolutiva entre aves e dinossauros na alternativa B. O candidato que não domina a distinção entre essas proteínas e a direção da evolução (aves descendem de dinossauros, não o contrário) cai facilmente. Fique atento: queratina é proteína de vertebrados; quitina é polissacarídeo de artrópodes. E lembre-se: estruturas homólogas (mesma origem) indicam divergência; estruturas análogas (mesma função, origens diferentes) indicam convergência.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de evolução, identifique primeiro se as estruturas comparadas são homólogas (mesma origem embrionária/evolutiva → divergência) ou análogas (mesma função, origens diferentes → convergência). Garras de dinossauros, unhas de mamíferos e penas de aves são homólogas — todas derivam da queratina epidérmica de um ancestral amniota comum. Essa distinção resolve a maioria das questões sobre o tema.