Polinização consiste no transporte do grão de pólen da estrutura masculina para a estrutura feminina da planta. O processo pode ocorrer por autopolinização, quando ocorre em um mesmo indivíduo, ou por polinização cruzada, quando ocorre em indivíduos diferentes, da mesma espécie. A autopolinização e a autofecundação, evolutivamente, reduzem a diversidade genética e são, frequentemente, impedidas por vários mecanismos. Em angiospermas, um desses mecanismos é a
Aautoincompatibilidade gametofítica, determinada pelo genótipo da planta mãe que produz a oosfera.
Bautocompatibilidade esporofítica, determinada pelo genótipo do grão de pólen produzido na antera.
Cheterostilia, quando, na mesma espécie, há dois tipos de flores, uma com estilete longo e estame curto e, na outra, ocorrendo o inverso.
Dalogamia, determinada pelo arranjo dos carpelos e estames, de modo que a autofecundação é impedida.
Ehercogamia, determinado pelo amadurecimento do androceu antes do amadurecimento do gineceu.
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GabaritoC — heterostilia, quando, na mesma espécie, há dois tipos de flores, uma com estilete longo e estame curto e, na outra, ocorrendo o inverso.
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Mecanismos que impedem a autofecundação em angiospermas
Gabarito: letra C. A heterostilia é um mecanismo de impedimento da autofecundação em que, na mesma espécie, existem dois tipos de flores: uma com estilete longo e estames curtos, e outra com estilete curto e estames longos. Essa diferença morfológica dificulta que o pólen de uma flor alcance o estigma da mesma flor, favorecendo a polinização cruzada.
A polinização é o transporte do grão de pólen (gametófito masculino imaturo) da antera (estrutura masculina) até o estigma (estrutura feminina) da flor. Quando esse transporte ocorre dentro do mesmo indivíduo, temos a autopolinização; quando ocorre entre indivíduos diferentes da mesma espécie, temos a polinização cruzada. A autopolinização, seguida da autofecundação, reduz a variabilidade genética da população, pois aumenta a homozigose — o que pode levar à expressão de alelos recessivos deletérios, fenômeno conhecido como depressão por endogamia. Por isso, muitas angiospermas desenvolveram mecanismos que impedem ou dificultam a autofecundação, promovendo a fecundação cruzada.
Esses mecanismos podem ser de natureza morfológica, fisiológica ou genética. Os principais são:
Heterostilia: flores com estiletes e estames de comprimentos diferentes entre si, em indivíduos distintos da mesma espécie. Em um tipo de flor, o estilete é longo e os estames são curtos; no outro, o estilete é curto e os estames são longos. Isso faz com que o polinizador, ao visitar uma flor, deposite o pólen em uma região específica do corpo, que só tocará o estigma da flor do outro tipo morfológico.
Hercogamia: separação espacial entre anteras e estigma na mesma flor, de modo que o pólen não cai naturalmente sobre o estigma. Pode ser por diferença de altura, por barreiras físicas ou por curvatura das estruturas.
Dicogamia: amadurecimento de androceu e gineceu em momentos diferentes. Quando o androceu amadurece antes do gineceu, chama-se protandria; quando o gineceu amadurece antes do androceu, chama-se protoginia.
Autoincompatibilidade: mecanismo genético-fisiológico em que o grão de pólen é reconhecido como "próprio" e tem seu desenvolvimento no estigma bloqueado, impedindo a fecundação. Pode ser gametofítica (determinada pelo genótipo do próprio grão de pólen) ou esporofítica (determinada pelo genótipo da planta que produziu o pólen).
A banca explora justamente a confusão entre esses mecanismos, especialmente entre heterostilia, hercogamia e dicogamia. A pegadinha está em associar o conceito errado ao termo correto, ou vice-versa. Guarde a distinção: heterostilia é a diferença de comprimento entre estilete e estames em flores de indivíduos diferentes; hercogamia é a separação espacial entre as estruturas na mesma flor; dicogamia é a separação temporal (amadurecimento em momentos diferentes).
Mecanismos contra autofecundação
1Morfológicos
Heterostilia
estilete/estame de comprimentos diferentes
Hercogamia (separação espacial na mesma flor)
2Temporal
Dicogamia (amadurecimento em momentos diferentes)
Protandria (androceu antes)
Protoginia (gineceu antes)
3Genéticos
Autoincompatibilidade gametofítica (genótipo do pólen)
Autoincompatibilidade esporofítica
genótipo da planta mãe
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A autoincompatibilidade gametofítica é determinada pelo genótipo do próprio grão de pólen (gametófito masculino), e não pelo genótipo da planta mãe que produz a oosfera. A alternativa inverte o mecanismo: na autoincompatibilidade gametofítica, o que importa é o genótipo do pólen, que, se for igual aos alelos presentes no estilete, tem seu crescimento bloqueado. A descrição dada corresponde a um erro conceitual, pois o genótipo da planta mãe (esporófito) determina a autoincompatibilidade esporofítica, não a gametofítica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A autocompatibilidade esporofítica não é um mecanismo que impede a autofecundação; pelo contrário, a autocompatibilidade significa que a planta é capaz de se autofecundar. O mecanismo que impede é a autoincompatibilidade esporofítica, que é determinada pelo genótipo da planta que produz o pólen (esporófito), e não pelo genótipo do próprio grão de pólen. A alternativa troca o termo "incompatibilidade" por "compatibilidade" e atribui a determinação ao genótipo do pólen, o que está incorreto.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A heterostilia é exatamente o mecanismo descrito: na mesma espécie, há dois tipos de flores — uma com estilete longo e estames curtos, e outra com estilete curto e estames longos. Essa diferença morfológica posiciona as anteras e o estigma em alturas diferentes, de modo que o polinizador, ao visitar uma flor, deposita o pólen em uma região específica do corpo que só entrará em contato com o estigma da flor do outro tipo morfológico. Isso dificulta a autopolinização e favorece a polinização cruzada, aumentando a variabilidade genética.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Alogamia é o termo genérico para fecundação cruzada, ou seja, a união de gametas de indivíduos diferentes. Não é um mecanismo que impede a autofecundação, mas sim o resultado da polinização cruzada. A alternativa descreve a alogamia como um mecanismo determinado pelo arranjo dos carpelos e estames, o que confunde o conceito de alogamia com o de hercogamia (separação espacial entre anteras e estigma). A alogamia não é um mecanismo de impedimento, mas o próprio processo de fecundação cruzada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A descrição dada — amadurecimento do androceu antes do gineceu — corresponde à protandria, um tipo de dicogamia (separação temporal). A hercogamia, por sua vez, é a separação espacial entre anteras e estigma na mesma flor, não temporal. A alternativa troca o conceito de hercogamia pelo de dicogamia, especificamente pela protandria. A hercogamia impede a autofecundação por barreira física ou espacial, enquanto a dicogamia impede por diferença de tempo de maturação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar os mecanismos de impedimento da autofecundação. Aqui, a pegadinha está em confundir hercogamia (separação espacial) com dicogamia (separação temporal) e em inverter a determinação genética da autoincompatibilidade (gametofítica = genótipo do pólen; esporofítica = genótipo da planta mãe). Fique atento a esses detalhes — eles são o ponto central da questão.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte uma tabela mental comparando os mecanismos:
Mecanismo
Tipo de barreira
Descrição
Heterostilia
Morfológica
Flores com estilete e estames de comprimentos diferentes
Hercogamia
Espacial
Anteras e estigma separados na mesma flor
Dicogamia
Temporal
Androceu e gineceu amadurecem em momentos diferentes
Autoincompatibilidade
Genética
Pólen próprio é reconhecido e bloqueado
Gabarito: letra C — a heterostilia é o mecanismo descrito na alternativa correta.