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Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025

BiologiaGeral
Código
vu213275
Banca
VUNESP
Órgão
UNICAMP
Ano
2025
Cargo
Prof AU ( )
O Código Internacional de Nomenclatura Botânica (ICBN) reconhece sete categorias principais: reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie. Os critérios de designação da nomenclatura botânica seguem determinados princípios, como o descrito em:
  1. Aa nomenclatura botânica e a nomenclatura zoológica são interdependentes e seus códigos têm princípios idênticos.
  2. Bo nome de uma espécie nova está ligado ao espécime designado como tipo e que é depositado em um herbário.
  3. Cpara a confirmação do nome de uma dada espécie, devem ser utilizados os isótipos, que correspondem a plantas daquela espécie coletadas em diferentes locais e em diferentes datas.
  4. Dcada táxon deve ter mais de um nome correto, adotando-se as denominações mais utilizadas pela comunidade local.
  5. Ea nomenclatura dos grupos taxonômicos baseia- -se no princípio de antiguidade: o nome correto de um táxon é o primeiro nome que foi utilizado para designá-lo.
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GabaritoB — o nome de uma espécie nova está ligado ao espécime designado como tipo e que é depositado em um herbário.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Nomenclatura botânica: o princípio do tipo nomenclatural

Gabarito: letra B. O nome de uma espécie nova está vinculado a um espécime-tipo (holótipo), que é o exemplar de referência depositado em uma coleção científica (herbário, no caso das plantas) — esse é o princípio do tipo, um dos pilares do Código Internacional de Nomenclatura Botânica (ICBN). As demais alternativas distorcem princípios do código: a nomenclatura botânica e zoológica são independentes, cada táxon tem um único nome correto, e o princípio da prioridade não é o único critério (o nome mais antigo só prevalece se for validamente publicado e estiver em conformidade com as regras).

A nomenclatura biológica é o sistema que atribui nomes científicos aos organismos, e ela é regida por códigos próprios — o ICBN para plantas, o ICZN para animais, o ICNB para bactérias. Esses códigos são independentes entre si: cada um tem seus próprios princípios e regras, embora compartilhem a lógica geral da nomenclatura binomial criada por Lineu. O objetivo é garantir que cada espécie tenha um nome único e universalmente reconhecido, evitando a confusão dos nomes populares, que variam de região para região.

O princípio do tipo é um dos mais importantes do ICBN. Ele estabelece que o nome de uma espécie (ou de qualquer táxon) está permanentemente associado a um espécime-tipo — o exemplar que serviu de base para a descrição original da espécie. Esse espécime é o holótipo, e ele deve ser depositado em uma coleção científica de referência, como um herbário, para que qualquer pesquisador possa consultá-lo e verificar a identidade do táxon. É o tipo que ancora o nome: se houver dúvida sobre a aplicação de um nome, o tipo é a referência final.

Na prática, quando um botânico descreve uma espécie nova, ele escolhe um espécime representativo, designa-o como holótipo e o deposita em um herbário. Esse exemplar é o "padrão" da espécie. Se, no futuro, alguém descobrir que duas populações diferentes foram descritas com o mesmo nome, ou que um nome foi aplicado a duas espécies distintas, o tipo é o que resolve a questão: o nome fica com a espécie à qual o tipo pertence.

A alternativa B espelha exatamente esse princípio: o nome de uma espécie nova está ligado ao espécime designado como tipo, depositado em um herbário. É a definição clássica do princípio do tipo nomenclatural. As demais alternativas apresentam distorções: a A erra ao afirmar que os códigos botânico e zoológico são interdependentes; a C confunde isótipo (duplicata do holótipo) com outro conceito; a D contraria o princípio da unicidade do nome; e a E simplifica demais o princípio da prioridade, ignorando os requisitos de publicação válida.

Guarde a essência do princípio do tipo: é ele que ancora o nome a um espécime físico de referência. É exatamente essa âncora que a alternativa correta descreve.

1Independência dos códigos
Botânico (ICBN)
Zoológico (ICZN)
Bacteriológico (ICNB)
2Unicidade do nome
Um táxon, um nome correto
3Princípio do tipo
Holótipo (espécime de referência)
Depositado em herbário
Âncora do nome
4Prioridade
Nome mais antigo
Desde que validamente publicado
Princípios do ICBN
LEVELsoulevel.com.br
Princípios do ICBN: Independência dos códigos (Botânico (ICBN), Zoológico (ICZN), Bacteriológico (ICNB)); Unicidade do nome (Um táxon, um nome correto); Princípio do tipo (Holótipo (espécime de referência), Depositado em herbário, Âncora do nome); Prioridade (Nome mais antigo, Desde que validamente publicado)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a nomenclatura botânica e a zoológica são interdependentes e têm princípios idênticos. Isso é falso: cada grupo de organismos tem seu próprio código de nomenclatura — o ICBN (plantas), o ICZN (animais) e o ICNB (bactérias) — e eles são independentes entre si. Embora compartilhem a lógica da nomenclatura binomial, cada código tem regras e princípios próprios, com diferenças em detalhes como a formação de nomes e a tipificação. A banca explora a confusão entre "códigos diferentes" e "princípios idênticos".

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a definição do princípio do tipo nomenclatural. O nome de uma espécie nova está permanentemente ligado a um espécime-tipo (holótipo), que é o exemplar de referência depositado em uma coleção científica — no caso das plantas, um herbário. Esse espécime é a âncora do nome: qualquer dúvida sobre a aplicação do nome é resolvida consultando o tipo. A alternativa descreve com precisão esse princípio.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que, para confirmar o nome de uma espécie, devem ser utilizados os isótipos, que seriam plantas coletadas em diferentes locais e datas. Há dois erros: (1) o isótipo é uma duplicata do holótipo — ou seja, uma parte da mesma coleta do espécime-tipo, não uma planta coletada em outro local ou data; (2) a confirmação do nome se baseia no holótipo (ou, na ausência dele, em lectótipos ou neótipos), não nos isótipos. A banca troca o conceito de isótipo por algo que se assemelha a uma "amostra populacional", o que não corresponde à definição nomenclatural.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que cada táxon deve ter mais de um nome correto, adotando-se as denominações mais utilizadas pela comunidade local. Isso contraria o princípio da unicidade: cada táxon tem um único nome científico correto, determinado pelas regras do código. Os nomes populares variam, mas o nome científico é universal e exclusivo. A banca inverte a lógica da nomenclatura, que existe justamente para padronizar e evitar a confusão dos nomes locais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a nomenclatura se baseia no princípio da antiguidade: o nome correto é o primeiro nome utilizado. Isso é uma simplificação incorreta. O princípio da prioridade existe, mas não é absoluto: o nome mais antigo só prevalece se tiver sido validamente publicado e estiver em conformidade com todas as regras do código (descrição adequada, designação de tipo, etc.). Além disso, há exceções e mecanismos de conservação de nomes. A banca reduz o princípio a "o primeiro nome vale", ignorando os requisitos de validade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os princípios do ICBN. A alternativa E parece plausível porque o princípio da prioridade existe, mas ela o simplifica demais — o nome mais antigo só vale se for validamente publicado. Já a alternativa C usa o termo "isótipo" para parecer técnica, mas inverte o conceito: isótipo é duplicata do holótipo, não uma planta de outra coleta. Fique atento a esses detalhes: a banca adora trocar termos técnicos por definições aproximadas.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de nomenclatura, memorize os princípios-chave do ICBN: (1) independência dos códigos (botânico × zoológico); (2) unicidade do nome (um táxon, um nome); (3) princípio do tipo (holótipo depositado em coleção); (4) prioridade (nome mais antigo, desde que validamente publicado). Se a alternativa falar em "interdependência", "múltiplos nomes" ou "primeiro nome sem qualificação", desconfie — são distratores clássicos.

Gabarito: letra B.

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