Há vários sistemas que disponibilizam ferramentas específicas para a gestão de coleções biológicas científicas. O ideal é que o sistema de gerenciamento possibilite a interoperabilidade e facilidade de exportação de dados em plataformas que organizam, armazenam e disponibilizam dados sobre a biodiversidade, como, por exemplo, o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). Alguns dos sistemas utilizados no Brasil e suas propriedades técnicas estão corretamente descritas em:
ABRAHMS: sistema de pesquisa e gerenciamento de coleções zoológicas, botânicas e de microrganismos.
BBRAHMS: todas as versões são abertas e gratuitas, mas não permitem integração com o Integrated Publishing Toolkit (IPT).
CJABOT: sistema de gerenciamento de coleções botânicas, com licença livre, possibilita importação e exportação em DarwinCore.
DJABOT: hospedagem paga em nuvem, integração a ser implementada com a Flora e Funga do Brasil 2020.
ESpecify: sistema de gerenciamento específico para herbários, com licença gratuita e livre, mas não permite integração com o Integrated Publishing Toolkit (IPT).
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — JABOT: sistema de gerenciamento de coleções botânicas, com licença livre, possibilita importação e exportação em DarwinCore.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Sistemas de gerenciamento de coleções biológicas
Gabarito: letra C. O JABOT é um sistema de gerenciamento de coleções botânicas, com licença livre, que possibilita importação e exportação de dados no padrão DarwinCore — exatamente o que a alternativa C descreve. As demais alternativas erram ao atribuir ao BRAHMS, ao JABOT e ao Specify características que não correspondem às suas funções reais.
A questão cobra um tema específico e atual: os softwares utilizados para gerenciar coleções biológicas científicas no Brasil. Esses sistemas são essenciais para organizar, armazenar e disponibilizar dados sobre biodiversidade, permitindo que pesquisadores e instituições compartilhem informações de forma padronizada. O SiBBr (Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira), mencionado no enunciado, é uma plataforma que agrega dados de diversas fontes, e a interoperabilidade entre os sistemas de gerenciamento e essa plataforma é um requisito fundamental.
O JABOT (Java Botanical Taxon) é um sistema desenvolvido pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, especificamente para gerenciar coleções botânicas, como herbários e coleções de sementes. Ele é um software livre, o que significa que pode ser utilizado, modificado e distribuído gratuitamente. Uma de suas principais características é a capacidade de importar e exportar dados no padrão DarwinCore, que é um conjunto de padrões de vocabulário para compartilhar informações sobre biodiversidade. Essa padronização é o que permite a interoperabilidade com plataformas como o SiBBr e o GBIF (Global Biodiversity Information Facility).
O BRAHMS (Botanical Research and Herbarium Management System) é um sistema mais abrangente, utilizado para gerenciar coleções botânicas, mas também pode ser usado para outros tipos de coleções. Ele é um software comercial, ou seja, não é gratuito, e possui versões pagas. O BRAHMS permite integração com o Integrated Publishing Toolkit (IPT), que é uma ferramenta para publicar dados de biodiversidade em padrões como o DarwinCore.
O Specify é um sistema de gerenciamento de coleções biológicas desenvolvido pela University of Kansas, nos Estados Unidos. Ele é um software livre e gratuito, mas é mais genérico, podendo ser usado para gerenciar coleções zoológicas, botânicas, paleontológicas, entre outras. O Specify também permite integração com o IPT.
A pegadinha da questão está em atribuir características específicas de um sistema a outro, ou em negar funcionalidades que os sistemas realmente possuem. A banca explora o conhecimento detalhado sobre cada software, exigindo que o candidato saiba diferenciar suas funções e licenças.
Sistemas de coleções biológicas: JABOT (Coleções botânicas, Licença livre, Importa/exporta DarwinCore); BRAHMS (Coleções botânicas, Software comercial, Integra com IPT); Specify (Coleções diversas (zoo, bot, paleo), Licença livre, Integra com IPT)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O BRAHMS é um sistema de gerenciamento de coleções botânicas, não de coleções zoológicas ou de microrganismos. Embora seja um sistema de pesquisa, sua especialidade é a botânica, e não a zoologia ou a microbiologia. A alternativa erra ao generalizar o escopo do BRAHMS.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O BRAHMS não é um software totalmente aberto e gratuito em todas as versões. Ele é um software comercial, com versões pagas. Além disso, o BRAHMS permite integração com o Integrated Publishing Toolkit (IPT), o que contraria a afirmação da alternativa. A alternativa erra tanto na licença quanto na capacidade de integração.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O JABOT é um sistema de gerenciamento de coleções botânicas, com licença livre (software livre), e possibilita importação e exportação de dados no padrão DarwinCore. Essa é a descrição correta das propriedades do JABOT, que é um software desenvolvido para herbários e outras coleções botânicas, com foco na interoperabilidade de dados.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O JABOT não possui hospedagem paga em nuvem. Ele é um software livre, que pode ser instalado em servidores próprios ou em serviços de nuvem, mas não há uma obrigatoriedade de hospedagem paga. Além disso, a integração com a Flora e Funga do Brasil 2020 não é uma característica a ser implementada, pois o JABOT já possui mecanismos de integração com bases de dados de biodiversidade. A alternativa erra ao afirmar que a hospedagem é paga e que a integração está pendente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Specify não é um sistema específico para herbários. Ele é um sistema de gerenciamento de coleções biológicas mais genérico, que pode ser usado para coleções zoológicas, botânicas, paleontológicas, entre outras. Além disso, o Specify permite integração com o Integrated Publishing Toolkit (IPT), o que contraria a afirmação da alternativa. A alternativa erra tanto na especificidade quanto na capacidade de integração.