A ilustração a seguir apresenta estruturas da planta Paris quadrifólia, uma monocotiledônea da família Melanthiaceae.
(Andreas Bresinsky; Christian Körner; Joachim W. Kadereit et al. Tratado de botânica de Strasburger, 2011)
Por meio dessa ilustração, é possível identificar as estruturas apontadas de 1 a 5, cuja descrição é correta em:
A1 – caule do tipo rizoma.
B2 – raiz do tipo haustório.
C3 – raiz lateral do tipo haste.
D4 – pecíolo floral do tipo bainha.
E5 – pedúnculo do tipo laminar.
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GabaritoA — 1 – caule do tipo rizoma.
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Morfologia vegetal: identificação de estruturas da planta
Gabarito: letra A. A estrutura 1 corresponde ao caule do tipo rizoma, um caule subterrâneo característico de monocotiledôneas como a Paris quadrifólia. As demais alternativas apresentam erros conceituais: raiz do tipo haustório (estrutura de plantas parasitas), raiz lateral do tipo haste (terminologia incorreta), pecíolo floral do tipo bainha (confusão entre estruturas foliares e florais) e pedúnculo do tipo laminar (mistura de conceitos). A identificação correta das estruturas 1 a 5 exige o conhecimento da morfologia externa dos órgãos vegetais, especialmente as variações de caule, raiz, folha e flor.
A morfologia vegetal estuda as formas e estruturas externas das plantas, sendo fundamental para a identificação de espécies e para a compreensão de suas adaptações. No caso da Paris quadrifólia, uma monocotiledônea da família Melanthiaceae, a ilustração apresenta as principais estruturas que compõem o corpo da planta, cada uma com função específica.
O caule é o órgão que sustenta folhas, flores e frutos, além de conduzir água e nutrientes. Existem diversos tipos de caule, classificados conforme seu habitat e morfologia. O rizoma é um caule subterrâneo que cresce horizontalmente, acumulando substâncias nutritivas e apresentando gemas que podem originar novos brotos. É típico de plantas como gengibre, bananeira e, no caso da questão, a Paris quadrifólia. Outros tipos de caule incluem o tronco (árvores), o estipe (palmeiras), o colmo (gramíneas), o bulbo (cebola, alho) e o tubérculo (batata-inglesa).
As raízes são órgãos geralmente subterrâneos que fixam a planta ao solo e absorvem água e sais minerais. Existem variações como as raízes tuberosas (cenoura, mandioca), as raízes aéreas (orquídeas) e os haustórios, que são raízes especializadas de plantas parasitas, como o cipó-chumbo, que penetram nos tecidos da planta hospedeira para retirar nutrientes. A raiz lateral é uma ramificação da raiz principal, mas não é denominada "haste".
As folhas são órgãos geralmente verdes, responsáveis pela fotossíntese. Suas partes principais são o limbo (parte achatada), o pecíolo (haste que liga o limbo ao caule) e a bainha (base alargada que envolve o caule). A bainha é uma estrutura foliar, não floral. As flores são ramos modificados com verticilos florais: cálice (sépalas), corola (pétalas), androceu (estames) e gineceu (carpelos). O pedúnculo é o cabo que sustenta a flor ou a inflorescência, e não possui forma laminar.
A questão explora a capacidade de reconhecer cada estrutura apontada na ilustração e associá-la corretamente ao tipo de órgão vegetal. A alternativa correta identifica a estrutura 1 como rizoma, um tipo de caule subterrâneo. As demais alternativas cometem erros ao classificar estruturas com termos inadequados ou de outros órgãos.
Morfologia vegetal: Caule (Rizoma (subterrâneo, acumula reservas), Tronco, estipe, colmo, bulbo, tubérculo); Raiz (Fixação e absorção, Haustório (parasitas), Tuberosa, aérea); Folha (Limbo (achatado), Pecíolo (liga ao caule), Bainha (envolve o caule)); Flor (Pedúnculo (sustenta a flor), Cálice, corola, androceu, gineceu)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A estrutura 1 é o rizoma, um caule subterrâneo que cresce horizontalmente, acumula reservas nutritivas e apresenta gemas que podem originar novos brotos. É um tipo de caule comum em monocotiledôneas, como a Paris quadrifólia, e também em plantas como gengibre, bananeira e bambu. A alternativa está correta ao identificar a estrutura 1 como caule do tipo rizoma.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A estrutura 2 não é uma raiz do tipo haustório. O haustório é uma raiz especializada de plantas parasitas, como o cipó-chumbo, que penetra nos tecidos da planta hospedeira para absorver nutrientes. Na Paris quadrifólia, a estrutura 2 provavelmente corresponde a uma raiz adventícia ou a outra estrutura, mas não a um haustório, pois essa planta não é parasita.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A estrutura 3 não é uma "raiz lateral do tipo haste". O termo "haste" não é utilizado para classificar raízes. Raízes laterais são ramificações da raiz principal, mas não recebem a denominação de "haste". A alternativa apresenta uma terminologia incorreta e uma classificação equivocada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A estrutura 4 não é um "pecíolo floral do tipo bainha". O pecíolo é uma estrutura foliar que liga o limbo ao caule, enquanto a bainha é a base alargada da folha que envolve o caule. Não existe "pecíolo floral" — a estrutura que sustenta a flor é o pedúnculo. A alternativa confunde estruturas foliares com florais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A estrutura 5 não é um "pedúnculo do tipo laminar". O pedúnculo é o cabo que sustenta a flor ou a inflorescência, e não possui forma laminar (achatada). A forma laminar é característica do limbo foliar. A alternativa mistura conceitos de diferentes órgãos vegetais.