Pular para o conteúdo principal

Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025

BiologiaGeral
Código
vu213296
Banca
VUNESP
Órgão
UNICAMP
Ano
2025
Cargo
Prof AU ( )

Em algumas plantas, na parte externa do caule, podem ser observados espinhos e acúleos, mostrados na ilustração a seguir, e que representam, de forma geral, adaptações para a defesa da planta, embora cada uma dessas estruturas tenha origem diferente.

 

Imagem associada para resolução da questão

(Andreas Bresinsky; Christian Körner; Joachim W. Kadereit et al. Tratado de botânica de Strasburger, 2011)

 

As estruturas, representadas pelas letras A e B, e os exemplos de plantas que as possuem são, respectivamente,

  1. Aespinho em limoeiro e acúleo em roseira.
  2. Bespinho em acácia e acúleo em cactáceas.
  3. Cespinho em roseira e acúleo em acácia.
  4. Dacúleo em roseira e espinho em cactáceas.
  5. Eacúleo em limoeiro e espinho em acácia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — espinho em limoeiro e acúleo em roseira.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Espinhos e acúleos: estruturas de defesa com origens diferentes

Gabarito: letra A. O espinho é um ramo (caule) modificado, com origem profunda no tecido vascular, e o acúleo é uma projeção superficial da epiderme e do córtex, sem tecido vascular — por isso o espinho é típico do limoeiro e o acúleo, da roseira. A distinção entre essas duas estruturas é o coração da questão, e a banca explora exatamente a confusão entre elas.

O espinho e o acúleo são estruturas de defesa que parecem iguais a olho nu, mas têm origens embrionárias e anatômicas completamente diferentes. O espinho é um ramo modificado — ou seja, um caule que sofreu adaptação, tornando-se rígido e pontiagudo. Por ser um ramo, ele se origina de tecidos profundos do caule, incluindo o tecido vascular (xilema e floema), e por isso é difícil de arrancar sem danificar a planta. Já o acúleo é uma projeção superficial da epiderme e do córtex, sem conexão com o tecido vascular — é uma estrutura mais frágil, que se solta facilmente, como os espinhos da roseira.

Essa diferença de origem tem consequências práticas: o espinho, por ser um ramo, pode apresentar gemas (brotos) e até folhas em sua base, enquanto o acúleo não tem essa capacidade. Além disso, o espinho é uma estrutura que pode ser encontrada em diversas posições no caule, enquanto o acúleo é tipicamente encontrado na superfície do caule, sem conexão interna profunda.

A banca explora a confusão entre essas duas estruturas, que é muito comum. Muitos alunos pensam que todo "espinho" de planta é a mesma coisa, mas a origem anatômica é o critério que as distingue. O limoeiro e a laranjeira são exemplos clássicos de plantas com espinhos (ramos modificados), enquanto a roseira é o exemplo clássico de planta com acúleos (projeções superficiais). As cactáceas, por sua vez, têm folhas modificadas em espinhos — uma terceira origem, diferente tanto do espinho (caule) quanto do acúleo (epiderme/córtex).

Guarde essa fronteira: espinho = ramo modificado (origem profunda, com tecido vascular) · acúleo = projeção superficial (origem epidérmica/cortical, sem tecido vascular). É exatamente nela que as alternativas se dividem.

1Espinho
Origem: ramo (caule) modificado
Tecido vascular profundo
Exemplo: limoeiro, laranjeira
2Acúleo
Origem: epiderme e córtex
Sem tecido vascular
Exemplo: roseira
3Espinho de cacto
Origem: folha modificada
Adaptação ao clima seco
Exemplo: cactáceas
Estruturas de defesa vegetal
LEVELsoulevel.com.br
Estruturas de defesa vegetal: Espinho (Origem: ramo (caule) modificado, Tecido vascular profundo, Exemplo: limoeiro, laranjeira); Acúleo (Origem: epiderme e córtex, Sem tecido vascular, Exemplo: roseira); Espinho de cacto (Origem: folha modificada, Adaptação ao clima seco, Exemplo: cactáceas)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A associa corretamente o espinho ao limoeiro e o acúleo à roseira. O limoeiro (Citrus limon) apresenta espinhos, que são ramos modificados, rígidos e pontiagudos, com origem profunda no tecido vascular do caule. A roseira (Rosa sp.) apresenta acúleos, que são projeções superficiais da epiderme e do córtex, sem tecido vascular, e que se soltam facilmente. Essa é a associação clássica e correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B associa o espinho à acácia e o acúleo às cactáceas. O erro está na segunda parte: as cactáceas não têm acúleos, mas sim espinhos que são folhas modificadas — uma origem diferente tanto do espinho (caule) quanto do acúleo (epiderme/córtex). As cactáceas, como o mandacaru e o xiquexique, têm folhas transformadas em espinhos como adaptação a climas secos, para reduzir a perda de água por transpiração. A acácia, por sua vez, pode apresentar espinhos (estípulas espinescentes), mas a associação com acúleo nas cactáceas está errada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C inverte as associações: espinho na roseira e acúleo na acácia. A roseira tem acúleos, não espinhos — suas estruturas pontiagudas são projeções superficiais da epiderme e do córtex, sem tecido vascular. A acácia, por sua vez, pode ter espinhos (estípulas espinescentes), não acúleos. A banca troca as duas estruturas entre as duas plantas, explorando a confusão clássica entre espinho e acúleo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D associa acúleo à roseira (correto) e espinho às cactáceas (incorreto). As cactáceas têm espinhos, mas esses espinhos são folhas modificadas, não ramos modificados. A origem é diferente: enquanto o espinho do limoeiro é um caule modificado, o espinho do cacto é uma folha modificada. A alternativa erra ao não distinguir essas origens, tratando todos os espinhos como iguais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E associa acúleo ao limoeiro e espinho à acácia. O limoeiro tem espinhos (ramos modificados), não acúleos — suas estruturas pontiagudas têm origem profunda no tecido vascular. A acácia pode ter espinhos (estípulas espinescentes), mas a associação com acúleo no limoeiro está errada. A banca inverte as estruturas entre as duas plantas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar as estruturas entre as plantas, como fez nas alternativas C e E. O candidato que não domina a origem anatômica de cada estrutura cai na armadilha. Lembre-se: espinho = ramo modificado (limoeiro, laranjeira) · acúleo = projeção superficial (roseira) · espinho de cacto = folha modificada. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte uma tabela mental com a origem de cada estrutura:

Estrutura

Origem

Exemplo

Espinho

Ramo (caule) modificado

Limoeiro, laranjeira

Acúleo

Epiderme e córtex

Roseira

Espinho de cacto

Folha modificada

Cactáceas

Gavinha

Ramo ou folha modificada

Chuchu, maracujá

Gabarito: letra A — espinho em limoeiro e acúleo em roseira.

Link permanente: /questoes/vu213296