Assinale a alternativa que apresenta uma etapa envolvida nos protocolos de vitrificação e aquecimento em oócitos/embriões.
AExposição de oócitos/embriões a concentrações progressivamente maiores de meio HEPE (com início de concentração de 10% até alcançar 100%), após a desidratação.
BExposição de oócitos/embriões a concentrações progressivamente maiores de crioprotetores para causar desidratação.
CExposição de oócitos/embriões ao processo de congelamento-vitrificação lento, diminuindo a temperatura em – 10 ºC a cada minuto.
DArmazenamento de oócitos/embriões a – 80 ºC, após o congelamento a – 196 ºC.
EAquecimento de oócitos/embriões por exposição a concentrações gradualmente maiores de pKa.
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GabaritoB — Exposição de oócitos/embriões a concentrações progressivamente maiores de crioprotetores para causar desidratação.
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Vitrificação e aquecimento de oócitos/embriões
Gabarito: letra B. A vitrificação é um método de criopreservação que se baseia na exposição de oócitos/embriões a concentrações progressivamente maiores de crioprotetores, causando desidratação celular e evitando a formação de cristais de gelo. A alternativa B descreve exatamente essa etapa essencial do protocolo.
A criopreservação de gametas e embriões é uma técnica fundamental em reprodução assistida, permitindo o armazenamento de material biológico por longos períodos. Existem dois métodos principais: o congelamento lento (convencional) e a vitrificação. A vitrificação, que é o método mais moderno e amplamente utilizado, baseia-se na solidificação do meio em estado vítreo, sem formação de cristais de gelo, o que reduz drasticamente os danos celulares.
O princípio da vitrificação é simples: ao expor o oócito/embrião a concentrações crescentes de crioprotetores (como etilenoglicol, DMSO, glicerol), a água intracelular é gradualmente substituída por essas substâncias, causando desidratação celular. Isso é crucial porque a formação de cristais de gelo dentro da célula é o principal fator de dano durante o congelamento. Ao final do processo, a célula contém alta concentração de crioprotetores e baixa quantidade de água, permitindo que, ao ser imersa em nitrogênio líquido (-196°C), o meio se solidifique em estado vítreo, sem cristalização.
O aquecimento (ou reaquecimento) é o processo inverso: o oócito/embrião é retirado do nitrogênio líquido e exposto a soluções com concentrações decrescentes de crioprotetores, permitindo a reidratação gradual e a remoção dessas substâncias, para que a célula retorne ao seu estado fisiológico normal.
A alternativa B é a única que descreve corretamente uma etapa do protocolo de vitrificação. As demais alternativas contêm erros conceituais ou descrevem processos que não fazem parte da vitrificação.
1Exposição a crioprotetores crescentes
2Desidratação celular
3Imersão em nitrogênio (-196°C)
4Estado vítreo sem cristais
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa menciona "meio HEPE" (provavelmente referindo-se ao meio HEPES, um tampão utilizado em meios de cultura) e descreve a exposição a concentrações progressivamente maiores desse meio, o que não faz sentido no contexto da vitrificação. O que é utilizado em concentrações progressivamente maiores são os crioprotetores, não o meio de cultura. Além disso, a ordem descrita ("após a desidratação") está invertida: a exposição aos crioprotetores é que causa a desidratação.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve corretamente a etapa de exposição a concentrações progressivamente maiores de crioprotetores para causar desidratação. Esse é o princípio fundamental da vitrificação: os crioprotetores penetram na célula, substituindo a água intracelular e causando desidratação, o que evita a formação de cristais de gelo durante o congelamento ultrarrápido.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa descreve um "congelamento-vitrificação lento", o que é um contrassenso. A vitrificação é caracterizada por um congelamento ultrarrápido, não lento. O congelamento lento é o método convencional, que utiliza taxas de resfriamento controladas (geralmente em torno de -0,3°C a -0,5°C por minuto), não -10°C por minuto. A vitrificação, por sua vez, utiliza taxas de resfriamento extremamente rápidas, da ordem de -15.000°C a -20.000°C por minuto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa descreve o armazenamento a -80°C após o congelamento a -196°C, o que está incorreto. O armazenamento de oócitos/embriões criopreservados é feito em nitrogênio líquido a -196°C, não a -80°C. A temperatura de -80°C é utilizada em freezers para armazenamento de outros tipos de amostras biológicas, mas não para oócitos/embriões vitrificados.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa menciona "concentrações gradualmente maiores de pKa", o que não faz sentido no contexto. O pKa é uma constante de dissociação de ácidos, não uma substância utilizada em protocolos de criopreservação. O aquecimento de oócitos/embriões é feito com soluções de concentrações decrescentes de crioprotetores, não crescentes, e certamente não envolve pKa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os dois métodos de criopreservação: a vitrificação (congelamento ultrarrápido com altas concentrações de crioprotetores) e o congelamento lento (método convencional). A alternativa C mistura os dois conceitos, descrevendo uma "vitrificação lenta", que não existe. Além disso, a alternativa A troca os crioprotetores pelo meio de cultura, e a alternativa E introduz um termo químico (pKa) que não tem relação com o processo.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar a diferença entre os métodos, lembre-se: vitrificação = rápido + altas concentrações de crioprotetores; congelamento lento = lento + baixas concentrações de crioprotetores. Na prova, desconfie de alternativas que misturem esses elementos.