Na década de 1940, os Estados Unidos da América tinham especial interesse pela borracha brasileira. Ciente disso, o governo brasileiro firma um acordo com os estadunidenses: eles investem no Brasil e o governo brasileiro se encarrega de arregimentar nova mão de obra nos seringais, a fim de extrair o látex, matéria-prima na fabricação da borracha. (https://imazon.org.br. Adaptado.) Ao se referir a uma negociação entre o Brasil e os Estados Unidos, relativa à extração do látex, o excerto evidencia que
Aa extração do látex no Brasil cresceu durante o Estado Novo para atender às necessidades dos Estados Unidos. O látex é um líquido leitoso produzido por células laticíferas e apresenta compostos orgânicos que protegem a planta contra o ataque de herbívoros.
Ba borracha exportada para os Estados Unidos promoveu forte crescimento econômico brasileiro no governo Juscelino Kubitschek. O látex é a seiva bruta composta por água e substâncias inorgânicas retiradas do solo pelas raízes e transportada pelos vasos xilemáticos.
Co Brasil consolidou durante o governo de Juscelino Kubitschek sua condição de maior exportador mundial de borracha. O látex é uma secreção leitosa orgânica produzida pelas células meristemáticas formadoras dos vasos condutores presentes no súber que reveste o tronco da planta.
Do extrativismo do látex durante o Estado Novo reduziu os investimentos governamentais na produção agrícola e industrial brasileira. O látex é um composto orgânico, fluido, esbranquiçado e produzido no parênquima amilífero localizado abaixo da casca do caule.
Ea floresta tropical brasileira foi devastada durante o Estado Novo para permitir a exploração do látex e das drogas do sertão. O látex é a seiva elaborada composta por água e moléculas orgânicas resultantes da fotossíntese e transportada pelos vasos floemáticos.
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GabaritoA — a extração do látex no Brasil cresceu durante o Estado Novo para atender às necessidades dos Estados Unidos. O látex é um líquido leitoso produzido por células laticíferas e apresenta compostos orgânicos que protegem a planta contra o ataque de herbívoros.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Látex, laticíferos e a borracha no Estado Novo
Gabarito: letra A. O excerto descreve a negociação entre Brasil e EUA na década de 1940, período do Estado Novo (1937-1945), quando a extração do látex cresceu para atender à demanda estadunidense na Segunda Guerra Mundial — a chamada "Batalha da Borracha". A alternativa A acerta tanto no contexto histórico quanto na definição biológica: o látex é um líquido leitoso produzido por células laticíferas, contendo compostos orgânicos que protegem a planta contra herbívoros.
O látex é uma suspensão complexa produzida por células especializadas chamadas laticíferos, que podem ser encontradas em diversos tecidos da planta, mas principalmente associadas ao floema. Essa secreção leitosa é rica em compostos orgânicos — como terpenos, alcaloides, proteínas e, no caso da seringueira (Hevea brasiliensis), o polímero cis-1,4-poliisopreno, que é a base da borracha natural. A função ecológica primária do látex é defensiva: ao ser lesionada, a planta exsuda esse líquido que coagula rapidamente, aprisionando ou repelindo insetos herbívoros e outros predadores. Muitas plantas laticíferas são tóxicas justamente por causa desses compostos presentes no látex.
É fundamental distinguir o látex da seiva bruta e da seiva elaborada. A seiva bruta é a solução de água e sais minerais absorvida pelas raízes e transportada pelos vasos do xilema até as folhas — é o "alimento bruto" que será usado na fotossíntese. A seiva elaborada é o resultado da fotossíntese: água e moléculas orgânicas (principalmente sacarose) que são distribuídas da folha para o resto da planta pelos vasos do floema. O látex não é nenhuma dessas duas seivas — é uma secreção distinta, produzida por células especializadas (laticíferos) e que não participa do transporte de seiva. Essa confusão entre látex, seiva bruta e seiva elaborada é exatamente o que a banca explora nas alternativas incorretas.
Historicamente, a década de 1940 marca o auge da "Batalha da Borracha" durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. Com a ocupação japonesa das regiões produtoras de borracha no Sudeste Asiático, os Aliados — especialmente os EUA — precisavam de uma fonte alternativa de látex. O Brasil, que já havia sido o maior produtor mundial no ciclo da borracha (final do século XIX), firmou os Acordos de Washington (1942), pelos quais os EUA investiriam na Amazônia e o governo brasileiro recrutaria milhares de trabalhadores — os "soldados da borracha" — para extrair o látex nos seringais. Esse contexto é anterior ao governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), que é marcado pelo Plano de Metas e pela industrialização, não pela expansão da borracha.
A pegadinha central desta questão é dupla: primeiro, a banca mistura o contexto histórico (Estado Novo × governo JK) com a definição biológica correta do látex. Segundo, ela troca o látex pela seiva bruta ou pela seiva elaborada, que são conceitos de transporte de nutrientes, não de secreção defensiva. O candidato que domina a diferença entre esses três líquidos vegetais e sabe situar a "Batalha da Borracha" no Estado Novo resolve a questão sem hesitar. Guarde o par: látex = laticíferos + defesa e seiva = xilema/floema + transporte — é nessa fronteira que as alternativas se separam.
Líquidos vegetais: Látex (Produzido por laticíferos, Função: defesa contra herbívoros, Ex.: borracha (cis-1,4-poliisopreno)); Seiva bruta (Transportada pelo xilema, Água + sais minerais); Seiva elaborada (Transportada pelo floema, Água + açúcares (fotossíntese))
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa acerta nos dois planos. No plano histórico, a extração do látex cresceu durante o Estado Novo (1937-1945) para atender à demanda dos EUA na Segunda Guerra Mundial, via Acordos de Washington. No plano biológico, define corretamente o látex como um líquido leitoso produzido por células laticíferas, com compostos orgânicos que protegem a planta contra herbívoros — exatamente a função ecológica dessa secreção. A definição está precisa e o contexto histórico está correto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra no contexto histórico: a borracha exportada para os EUA não promoveu forte crescimento econômico no governo Juscelino Kubitschek (1956-1961), pois o acordo e o pico de extração ocorreram no Estado Novo, na década de 1940. Além disso, define o látex como seiva bruta (água e substâncias inorgânicas do solo transportadas pelo xilema) — conceito totalmente equivocado, pois a seiva bruta é o transporte de água e sais minerais, não a secreção leitosa dos laticíferos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O Brasil não consolidou sua condição de maior exportador mundial de borracha no governo JK — esse título pertenceu ao ciclo da borracha no final do século XIX e início do XX, e a produção na década de 1940 foi uma resposta emergencial à guerra, não uma consolidação. A definição biológica também está errada: o látex não é produzido por "células meristemáticas formadoras dos vasos condutores presentes no súber" — os laticíferos são células especializadas, não meristemáticas, e não formam vasos condutores no súber.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A afirmação de que o extrativismo do látex durante o Estado Novo reduziu os investimentos governamentais na produção agrícola e industrial é uma inferência sem fundamento no excerto e contrária à realidade histórica — o governo Vargas investiu tanto na industrialização (criação da CSN, por exemplo) quanto na campanha da borracha. A definição biológica também falha: o látex não é produzido no parênquima amilífero (tecido de reserva de amido), mas sim nos laticíferos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A floresta tropical brasileira não foi devastada durante o Estado Novo para exploração do látex — a extração da borracha na Amazônia é um extrativismo que mantém a floresta em pé, não a derruba. Além disso, "drogas do sertão" é uma expressão que não se aplica ao contexto da borracha. A definição biológica também está errada: o látex não é a seiva elaborada (água e moléculas orgânicas da fotossíntese transportadas pelo floema) — essa é a definição de seiva elaborada, não de látex.
NÃO CAIA NESSA!
A banca monta as alternativas incorretas trocando o látex pela seiva bruta (alternativa B) e pela seiva elaborada (alternativa E), e misturando o contexto histórico do Estado Novo com o governo JK (alternativas B e C). O candidato que confunde esses líquidos vegetais ou não situa a "Batalha da Borracha" no tempo cai direto no distrator. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para acertar questões sobre látex, decore o trio: látex (laticíferos, defesa, borracha), seiva bruta (xilema, água + sais) e seiva elaborada (floema, água + açúcares). E lembre: a "Batalha da Borracha" é Estado Novo (Vargas, década de 1940), nunca JK.