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Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025

BiologiaGeral
Código
vu213377
Banca
VUNESP
Órgão
HCFMUSP
Ano
2025
Cargo
Res ( )
Em biópsias para investigação de doenças neuromusculares, a caracterização de processos inflamatórios, fibras em atrofia, hipertrofia, regeneração e degeneração, exige alta resolução de imagem.   Nesses casos, é recomendada a utilização de
  1. Amicroscópio óptico de campo claro.
  2. Bmicroscópio de fluorescência.
  3. Cmicroscópio de contraste de fase.
  4. Dmicroscópio de polarização.
  5. Emicroscopia eletrônica de transmissão (MET).
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GabaritoE — microscopia eletrônica de transmissão (MET).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Microscopia: resolução e aplicações em biópsias neuromusculares

Gabarito: letra E. A microscopia eletrônica de transmissão (MET) é a técnica indicada quando se exige alta resolução de imagem para caracterizar detalhes subcelulares como processos inflamatórios, atrofia, hipertrofia, regeneração e degeneração de fibras musculares. Isso porque o MET possui poder de resolução cerca de 250 vezes maior que o do microscópio óptico, permitindo visualizar estruturas na escala nanométrica — algo impossível para as demais técnicas listadas.

O poder de resolução é a capacidade de distinguir dois pontos muito próximos como entidades separadas. No microscópio óptico, o limite de resolução é de aproximadamente 0,2 micrômetro (200 nm), limitado pelo comprimento de onda da luz visível. Já o microscópio eletrônico utiliza um feixe de elétrons, cujo comprimento de onda é muito menor, alcançando resolução da ordem de 1 nanômetro (0,001 μm). Isso significa que estruturas como mitocôndrias, retículo sarcoplasmático, discos Z e até mesmo alterações na membrana basal podem ser visualizadas com clareza — exatamente o que se precisa para avaliar as alterações patológicas em biópsias musculares.

Na prática, quando um paciente apresenta suspeita de miopatia ou neuropatia, o patologista analisa o tecido muscular em busca de sinais como: infiltrado inflamatório (células de defesa entre as fibras), fibras em atrofia (diminuição do diâmetro), hipertrofia (aumento compensatório), fibras em regeneração (com núcleos internos e basofilia citoplasmática) e degeneração (necrose, perda de estriações). Todas essas alterações envolvem detalhes subcelulares que, embora parcialmente visíveis ao óptico, só podem ser plenamente caracterizados com a resolução do MET. Por exemplo, na atrofia neurogênica, observam-se grupos de fibras anguladas; na distrofia muscular, há degeneração e regeneração com alterações na membrana basal — detalhes que exigem a magnificação e resolução eletrônicas.

É importante distinguir as técnicas: o microscópio óptico de campo claro é o padrão para histologia de rotina com colorações como HE; o de fluorescência utiliza marcadores específicos para localizar proteínas ou anticorpos; o de contraste de fase permite observar células vivas sem coloração, destacando diferenças de densidade; e o de polarização analisa estruturas birrefringentes, como fibras colágenas e cristais. Nenhuma delas, porém, alcança a resolução necessária para os detalhes ultraestruturais exigidos na investigação de doenças neuromusculares. A MET, por outro lado, é a ferramenta clássica para essa finalidade, sendo complementada pela microscopia eletrônica de varredura (MEV) quando se deseja estudar a superfície das estruturas.

A pegadinha desta questão está em associar "alta resolução" a qualquer técnica sofisticada, como fluorescência ou contraste de fase. O candidato deve lembrar que a resolução máxima é alcançada pela microscopia eletrônica, e que a transmissão (MET) é a modalidade que permite visualizar o interior das células e organelas — essencial para a avaliação de alterações intracelulares nas fibras musculares. A varredura (MEV), embora também eletrônica, é mais adequada para superfícies, não para o estudo de cortes finos de tecido.

Guarde o critério decisivo: quando a questão pedir "alta resolução" para ver detalhes internos de células e tecidos, a resposta é microscopia eletrônica de transmissão. As demais técnicas ópticas, por mais específicas que sejam, não superam o limite de resolução imposto pela luz visível.

Microscopia
  • 1Óptica (limite ~200 nm)
    • Campo claro (rotina, HE)
    • Fluorescência (marcadores)
    • Contraste de fase (células vivas)
    • Polarização (birrefringência)
  • 2Eletrônica (alta resolução)
    • Transmissão (MET)
      • Vê o interior (organelas)
      • Indicada p/ biópsia muscular
    • Varredura (MEV)
      • Vê a superfície (3D)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O microscópio óptico de campo claro é o mais comum em laboratórios de histologia, utilizado com colorações de rotina (HE, tricrômio). Porém, seu poder de resolução é limitado a cerca de 0,2 μm, insuficiente para visualizar detalhes ultraestruturais como alterações em organelas, membrana basal ou sarcômeros — exatamente o que a questão exige ao mencionar "alta resolução de imagem".

Alternativa B — ❌ Incorreta

O microscópio de fluorescência é uma técnica óptica que utiliza fluoróforos para marcar estruturas ou proteínas específicas. Embora seja útil para imuno-histoquímica (por exemplo, identificar depósitos de imunoglobulinas ou proteínas como a distrofina), ele não oferece resolução maior que o óptico convencional — o limite continua sendo o comprimento de onda da luz. Portanto, não atende à exigência de alta resolução para caracterizar detalhes subcelulares.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O microscópio de contraste de fase é uma variação do óptico que permite observar células vivas sem coloração, destacando diferenças de densidade e refração. É muito útil para visualizar células em cultura, mas sua resolução é a mesma do microscópio óptico comum — não alcança o nível nanométrico necessário para avaliar alterações ultraestruturais em biópsias musculares.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O microscópio de polarização é utilizado para analisar estruturas birrefringentes, como fibras colágenas, cristais de ácido úrico ou amido. Embora possa ser usado em alguns contextos de patologia muscular (por exemplo, para identificar corpos amiloides), ele não fornece a resolução necessária para caracterizar processos inflamatórios, atrofia, regeneração e degeneração em nível subcelular.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A microscopia eletrônica de transmissão (MET) é a técnica que oferece a mais alta resolução entre as opções, da ordem de 1 nanômetro. Ela permite visualizar o interior das células e organelas, sendo indispensável para a caracterização de alterações ultraestruturais em doenças neuromusculares, como:

  • infiltrado inflamatório (células inflamatórias entre as fibras);

  • atrofia e hipertrofia de fibras (variações de diâmetro);

  • regeneração (fibras com núcleos internos, basofilia);

  • degeneração (necrose, perda de estriações, alterações mitocondriais).

O feixe de elétrons atravessa cortes ultrafinos do tecido (50–100 nm), e a imagem é formada pela interação dos elétrons com a amostra, revelando detalhes que nenhum microscópio óptico consegue mostrar. Por isso, é a recomendação padrão para biópsias neuromusculares quando se busca alta resolução.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, quando o enunciado mencionar "alta resolução" ou "detalhes ultraestruturais", a resposta quase sempre será microscopia eletrônica. Para diferenciar transmissão (MET) de varredura (MEV), lembre-se: MET = vê o interior (cortes finos, organelas); MEV = vê a superfície (imagem 3D). Nesta questão, como se trata de avaliar alterações internas das fibras musculares, a MET é a escolha correta.

Gabarito: letra E

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