Considere a posição anatômica como um ponto de referência universal para descrever a localização e as relações das diferentes partes do corpo humano, como as demonstradas na figura a seguir:
(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
A curva no intestino grosso do lado esquerdo, entre o colo transverso e descendente, é denominada
Aflexura esplênica.
Bflexura hepática.
Cângulo médio.
Dcurvatura maior.
Ecurvatura menor.
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GabaritoA — flexura esplênica.
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Anatomia do intestino grosso: flexuras do colo
Gabarito: letra A. A curva entre o colo transverso e o colo descendente, no lado esquerdo do abdome, é a flexura esplênica (ou ângulo cólico esquerdo), assim chamada por sua relação de proximidade com o baço. A flexura hepática, por sua vez, localiza-se à direita, entre o colo ascendente e o transverso, próxima ao fígado.
O intestino grosso é a porção final do tubo digestório, responsável pela absorção de água e eletrólitos e pela formação e eliminação do bolo fecal. Ele se organiza em segmentos: ceco (com o apêndice vermiforme), colo ascendente, colo transverso, colo descendente, colo sigmoide e reto. As flexuras são as dobras que marcam as transições entre esses segmentos, e seus nomes derivam das vísceras adjacentes — um recurso mnemônico valioso para a prova.
A flexura hepática (ângulo cólico direito) fica no hipocôndrio direito, sob o fígado, unindo o colo ascendente ao transverso. Já a flexura esplênica (ângulo cólico esquerdo) situa-se no hipocôndrio esquerdo, em contato com o baço, unindo o colo transverso ao descendente. A flexura esplênica costuma ser mais alta e mais aguda que a hepática, o que a torna um ponto de referência anatômico importante em exames de imagem e em procedimentos cirúrgicos.
Na prática clínica, essas flexuras são pontos de possível acotovelamento ou torção do intestino, e sua localização precisa é essencial para a interpretação de radiografias e tomografias. A banca explora justamente a confusão entre os dois lados: o candidato que memoriza apenas os nomes, sem associá-los à posição anatômica, tende a inverter as respostas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os lados: a flexura hepática é à direita (perto do fígado), e a esplênica é à esquerda (perto do baço). O enunciado pede explicitamente o lado esquerdo — quem confunde os epônimos cai na letra B.
Flexuras do colo
1Flexura hepática (direita)
Entre ascendente e transverso
Próxima ao fígado
2Flexura esplênica (esquerda)
Entre transverso e descendente
Próxima ao baço
Mais alta e mais aguda
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A flexura esplênica é exatamente a curva entre o colo transverso e o colo descendente, no lado esquerdo. O nome vem da relação com o baço (em latim, splen), que fica no hipocôndrio esquerdo. É a resposta direta ao enunciado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A flexura hepática fica no lado direito, entre o colo ascendente e o transverso, próxima ao fígado. A banca a oferece como distrator justamente por ser o nome mais parecido — mas o enunciado especifica o lado esquerdo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Não existe "ângulo médio" na nomenclatura anatômica do intestino grosso. As flexuras são nomeadas pelas vísceras adjacentes (fígado e baço), não por posição intermediária. É um termo inventado para confundir.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A curvatura maior é uma estrutura do estômago, não do intestino grosso. Refere-se à borda lateral esquerda e convexa do estômago, que se estende do óstio cárdico ao piloro. A banca mistura órgãos do sistema digestório para testar se o candidato sabe localizar cada estrutura.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A curvatura menor também pertence ao estômago — é a borda medial direita e côncava, onde se fixa o omento menor. Assim como a curvatura maior, não tem relação com as flexuras do colo. A distinção entre "curvatura" (estômago) e "flexura" (intestino grosso) é o erro conceitual explorado aqui.
Gabarito: letra A — flexura esplênica, a curva esquerda entre o colo transverso e o descendente.