No laboratório, os alunos estão estudando a flor. Para isso, receberam a flor do lírio e observaram todos os seus componentes. Receberam, também, uma fotografia da flor do lírio, na qual indicaram as estruturas com números, como mostrado na ilustração a seguir: A seguir, os alunos associaram os números 1 a 5 ao nome da estrutura, indicando correta e respectivamente, as seguintes legendas:
Afilete, estigma, antera, estilete, sépala.
Bestigma, estilete, grão de pólen, filete, pétala.
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Morfologia floral: verticilos e estruturas reprodutivas
Gabarito: letra C. A flor do lírio é uma angiosperma monocotiledônea cujas peças florais estão organizadas em verticilos concêntricos: os números 1 a 5 correspondem, respectivamente, a antera, estigma, estilete, filete e tépala. A alternativa C é a única que nomeia corretamente todas as estruturas na ordem indicada, incluindo a tépala — peça característica de flores em que não há distinção morfológica entre cálice e corola, como ocorre no lírio.
A flor é o ramo reprodutivo das angiospermas, formado por verticilos florais dispostos da periferia para o centro. Os verticilos externos são o cálice (conjunto de sépalas) e a corola (conjunto de pétalas), que têm função de proteção e atração de polinizadores. Os verticilos internos são o androceu (conjunto de estames, o sistema reprodutor masculino) e o gineceu (conjunto de carpelos, o sistema reprodutor feminino). Cada estame é formado pelo filete (haste) e pela antera (estrutura que produz os grãos de pólen). O gineceu, por sua vez, é composto pelo estigma (superfície receptora do pólen), pelo estilete (tubo que conduz o tubo polínico) e pelo ovário (que contém os óvulos e, após a fecundação, origina o fruto).
No lírio, como em outras monocotiledôneas, não há distinção morfológica entre sépalas e pétalas: as peças do perianto são todas semelhantes e recebem o nome de tépalas. Essa é a característica que diferencia o lírio de flores como a rosa, em que cálice e corola são claramente distintos. A banca explora exatamente essa confusão: o aluno que não conhece a tépala tende a marcar a alternativa que traz "sépala" ou "pétala" no lugar dela.
A sequência da periferia para o centro da flor é: tépalas (perianto), estames (androceu) e pistilo (gineceu). Na fotografia, os números indicam estruturas em diferentes posições: o número 1 aponta para a antera (parte do estame que produz pólen), o número 2 para o estigma (topo do pistilo), o número 3 para o estilete (tubo que liga o estigma ao ovário), o número 4 para o filete (haste que sustenta a antera) e o número 5 para a tépala (peça do perianto).
A pegadinha central desta questão é a distinção entre sépala, pétala e tépala. Em flores com cálice e corola distintos, as peças externas são sépalas e as internas são pétalas. No lírio, porém, todas as peças do perianto são iguais entre si, recebendo o nome de tépalas. As alternativas que trazem "sépala" ou "pétala" no lugar de "tépala" estão incorretas justamente por não reconhecerem essa característica das monocotiledôneas.
Guarde a ordem dos verticilos e a função de cada peça: é exatamente nessa distinção que as alternativas se separam. A alternativa correta precisa acertar tanto a ordem das estruturas reprodutivas quanto o nome correto das peças do perianto.
A sequência "filete, estigma, antera, estilete, sépala" está incorreta por dois motivos. Primeiro, inverte a posição de filete e antera: o número 1 aponta para a antera (estrutura que produz pólen), não para o filete (haste que a sustenta). Segundo, o número 5 aponta para uma tépala, não para uma sépala — no lírio, as peças do perianto são todas semelhantes e recebem o nome de tépalas, pois não há distinção entre cálice e corola.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A sequência "estigma, estilete, grão de pólen, filete, pétala" está incorreta. O número 1 aponta para a antera, não para o estigma. O número 3 aponta para o estilete, não para o grão de pólen — o grão de pólen é produzido dentro da antera e não é uma estrutura visível na fotografia da flor. Além disso, o número 5 aponta para uma tépala, não para uma pétala, pela mesma razão explicada na alternativa A.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A sequência "antera, estigma, estilete, filete, tépala" está correta. O número 1 aponta para a antera (parte do estame que produz os grãos de pólen), o número 2 para o estigma (superfície receptora do pólen no topo do pistilo), o número 3 para o estilete (tubo que conduz o tubo polínico até o ovário), o número 4 para o filete (haste que sustenta a antera) e o número 5 para a tépala (peça do perianto, característica de flores sem distinção entre cálice e corola, como o lírio).
Alternativa D — ❌ Incorreta
A sequência "ovário, filete, estilete, estigma, sépala" está incorreta. O número 1 aponta para a antera, não para o ovário — o ovário é a base do pistilo, que contém os óvulos e não aparece na posição indicada. O número 2 aponta para o estigma, não para o filete. O número 4 aponta para o filete, não para o estigma. E o número 5 aponta para uma tépala, não para uma sépala.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A sequência "filete, antera, estigma, estilete, tépala" está incorreta apenas na primeira posição: o número 1 aponta para a antera, não para o filete. As demais posições estão corretas (número 2 = estigma, número 3 = estilete, número 4 = filete, número 5 = tépala), mas o erro na primeira estrutura torna a alternativa incorreta como um todo.
A regra de ouro para questões de morfologia floral é identificar a posição de cada estrutura na flor: da periferia para o centro, temos perianto (sépalas/pétalas/tépalas), androceu (estames = filete + antera) e gineceu (pistilo = estigma + estilete + ovário). No lírio, lembre-se de que as peças do perianto são tépalas, não sépalas ou pétalas.