Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025
- Código
- vu213491
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Pref Sorocaba
- Ano
- 2025
- Cargo
- Prof ( )

- A1 e 2 são homólogas.
- B2 e 3 são análogas.
- C3 e 4 são homólogas.
- D4 e 5 são análogas.
- E5 e 1 são homólogas.

GabaritoC — 3 e 4 são homólogas.
Gabarito: letra C. As estruturas 3 e 4 são homólogas, pois compartilham a mesma origem embrionária e o mesmo plano estrutural básico, herdado de um ancestral comum, ainda que desempenhem funções diferentes — é exatamente o critério de homologia que a alternativa correta espelha. A homologia é evidenciada pela anatomia comparada e pelo desenvolvimento embrionário, enquanto a analogia se baseia apenas na semelhança funcional, sem ancestralidade comum subjacente. O conceito central desta questão é a distinção entre órgãos homólogos e órgãos análogos, duas das principais evidências da evolução biológica. Órgãos homólogos são aqueles que apresentam a mesma origem embrionária e o mesmo plano estrutural, herdados de um ancestral comum, mas que podem desempenhar funções diferentes em cada linhagem. O exemplo clássico é o membro anterior de vertebrados: a asa da ave, a nadadeira do golfinho, a pata do cavalo e o braço humano têm a mesma estrutura óssea básica (úmero, rádio, ulna, carpos, metacarpos e falanges), mas funções distintas — voar, nadar, correr e manipular objetos. Essa diversificação de funções a partir de uma estrutura ancestral comum é chamada de divergência evolutiva. Por outro lado, órgãos análogos são aqueles que desempenham funções semelhantes, mas possuem origens embrionárias e planos estruturais completamente diferentes. O exemplo clássico é a asa da ave e a asa do inseto: ambas são adaptadas ao voo, mas a asa da ave é formada por ossos e músculos, enquanto a asa do inseto é uma expansão da epiderme corporal, com músculos localizados no tórax. Essa semelhança funcional que surge independentemente em grupos não aparentados, devido a pressões adaptativas similares, é chamada de convergência evolutiva. A questão pede que o aluno identifique, entre cinco estruturas numeradas na ilustração, quais são homólogas ou análogas. O gabarito indica que as estruturas 3 e 4 são homólogas, ou seja, devem apresentar a mesma origem embrionária e plano estrutural, mesmo que suas funções possam diferir. A pegadinha da banca está em inverter os conceitos: muitas vezes o candidato confunde "mesma função" com "mesma origem", marcando como homólogas estruturas que são apenas análogas. A chave é sempre verificar a origem embrionária e o plano estrutural, não a função. Estruturas com a mesma função, mas origens diferentes, são análogas; estruturas com a mesma origem, mas funções diferentes, são homólogas.
A banca explora a confusão clássica entre homologia e analogia. O candidato tende a associar "mesma função" a "mesma origem", mas o critério decisivo é a origem embrionária e o plano estrutural, não a função. Estruturas com a mesma função, mas origens diferentes (como asa de ave e asa de inseto), são análogas; estruturas com a mesma origem, mas funções diferentes (como braço humano e asa de morcego), são homólogas. Fique atento: a questão pode apresentar estruturas com funções semelhantes para induzir ao erro.
Afirma que as estruturas 1 e 2 são homólogas. Para serem homólogas, deveriam compartilhar a mesma origem embrionária e plano estrutural. Se a banca as apresenta como homólogas, mas o gabarito indica que a homologia correta é entre 3 e 4, então 1 e 2 não compartilham essa origem comum — provavelmente são estruturas com funções semelhantes, mas origens distintas (análogas), ou simplesmente não têm relação de ancestralidade direta. O erro está em classificar como homólogas estruturas que não compartilham o mesmo plano estrutural básico.
Afirma que as estruturas 2 e 3 são análogas. Para serem análogas, deveriam ter a mesma função, mas origens embrionárias diferentes. Se o gabarito aponta 3 e 4 como homólogas, a estrutura 3 tem origem embrionária compatível com a 4, não com a 2. A alternativa erra ao emparelhar 2 e 3 como análogas, quando a relação correta de analogia (se houver) envolveria outras estruturas, ou quando 2 e 3 não compartilham nem função nem origem de forma a configurar analogia.
As estruturas 3 e 4 são homólogas, pois compartilham a mesma origem embrionária e o mesmo plano estrutural básico, herdados de um ancestral comum. Mesmo que desempenhem funções diferentes, a homologia é estabelecida pela anatomia comparada e pelo desenvolvimento embrionário, que revelam a ancestralidade compartilhada. Este é o critério central da questão: a homologia se baseia na origem comum, não na função.
Afirma que as estruturas 4 e 5 são análogas. Para serem análogas, deveriam ter a mesma função, mas origens embrionárias diferentes. Se 4 é homóloga a 3, então 4 tem uma origem embrionária específica que não necessariamente se relaciona com 5 por analogia. A alternativa erra ao classificar 4 e 5 como análogas, quando a relação correta de homologia envolve 3 e 4, e a relação de analogia (se houver) envolveria outras estruturas.
Afirma que as estruturas 5 e 1 são homólogas. Para serem homólogas, deveriam compartilhar a mesma origem embrionária e plano estrutural. Se o gabarito indica que a homologia correta é entre 3 e 4, então 5 e 1 não compartilham essa origem comum — provavelmente são estruturas com funções semelhantes, mas origens distintas (análogas), ou simplesmente não têm relação de ancestralidade direta. O erro está em classificar como homólogas estruturas que não compartilham o mesmo plano estrutural básico. A regra de ouro para a prova: homólogos = mesma origem embrionária e plano estrutural (ancestral comum); análogos = mesma função, mas origens diferentes (convergência evolutiva). Sempre que a questão apresentar estruturas, verifique primeiro a origem e o plano estrutural, não a função. Essa distinção é uma das evidências mais cobradas da evolução biológica. Gabarito: letra C
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