Estudos observacionais e ensaios clínicos conduzidos ao longo de quase 40 anos revelam os benefícios para a saúde de comer pelo menos 25 g a 29 g ou mais de fibras alimentares vegetais por dia, de acordo com estudos publicados na revista científica The Lancet.
(www.eurekalert.org. Adaptado.)
As fibras alimentares vegetais, referidas no texto, são ricas em
Apolissacarídeos estruturais, que fornecem glicoses para o metabolismo anaeróbico e para a fosforilação oxidativa.
Bproteínas estruturais, que reduzem a glicemia e atuam na saúde dos músculos intestinais.
Cproteínas de reserva, que auxiliam na formação dos tecidos articulares e participam da saúde óssea.
Dproteínas estruturais, que intensificam a eliminação do colesterol e evitam a formação de trombos.
Epolissacarídeos estruturais, que aceleram o peristaltismo e facilitam a eliminação das fezes.
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GabaritoE — polissacarídeos estruturais, que aceleram o peristaltismo e facilitam a eliminação das fezes.
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Fibras alimentares: polissacarídeos estruturais e seus efeitos no organismo
Gabarito: letra E. As fibras alimentares vegetais são, em sua maioria, polissacarídeos estruturais — como celulose, hemicelulose e pectina — que o organismo humano não digere, mas que aceleram o peristaltismo e facilitam a eliminação das fezes, exatamente o que afirma a alternativa E. As demais opções erram ao classificar as fibras como proteínas ou ao atribuir-lhes funções metabólicas que não lhes correspondem.
As fibras alimentares são carboidratos complexos (polissacarídeos) encontrados nas paredes celulares dos vegetais. Diferentemente do amido e do glicogênio, que são polissacarídeos de reserva energética, as fibras têm função predominantemente estrutural: a celulose, por exemplo, é o principal componente da parede celular das plantas, conferindo rigidez e sustentação. O corpo humano não produz as enzimas (celulases) necessárias para quebrar as ligações β-1,4-glicosídicas da celulose, por isso as fibras passam pelo trato digestório praticamente intactas.
É justamente essa indigestibilidade que gera os benefícios à saúde. Ao chegarem ao intestino grosso, as fibras aumentam o bolo fecal, retêm água e estimulam mecanicamente a musculatura lisa intestinal, acelerando o peristaltismo — os movimentos que empurram o conteúdo digestivo. O resultado é a facilitação da eliminação das fezes, prevenindo a constipação intestinal. Além disso, as fibras solúveis (como pectina e gomas) formam géis que retardam o esvaziamento gástrico e a absorção de glicose, contribuindo para o controle glicêmico, e podem se ligar ao colesterol no intestino, auxiliando em sua excreção.
A banca explora a confusão entre as classes de biomoléculas: fibras são carboidratos (polissacarídeos), nunca proteínas. As proteínas têm funções como catálise enzimática, transporte, defesa imunológica e contração muscular — mas não são o componente das fibras alimentares. Guarde a fronteira: fibra = polissacarídeo estrutural vegetal; é nela que as alternativas se dividem.
Fibras alimentares: Natureza química (Polissacarídeos estruturais, Celulose, hemicelulose, pectina); Indigestibilidade (Sem enzimas (celulases), Passam intactas pelo trato); Efeitos no organismo (Aceleram o peristaltismo, Facilitam a eliminação das fezes, Controle glicêmico (solúveis), Redução do colesterol (solúveis)); Confusões da banca (Não são proteínas, Não fornecem glicose)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra ao afirmar que as fibras "fornecem glicoses para o metabolismo anaeróbico e para a fosforilação oxidativa". As fibras não são digeridas pelo organismo humano — não há enzimas capazes de quebrar a celulose —, portanto não liberam glicose para ser usada na respiração celular (seja anaeróbica, seja aeróbica). A glicose utilizada nessas vias metabólicas provém da digestão de carboidratos digestíveis, como o amido, não das fibras.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Classifica as fibras como "proteínas estruturais" e afirma que elas "atuam na saúde dos músculos intestinais". O erro é duplo: (1) fibras são polissacarídeos, não proteínas; (2) embora as fibras indiretamente beneficiem o intestino ao estimular o peristaltismo, elas não são o componente que "atua na saúde dos músculos intestinais" — essa função seria atribuída a proteínas contráteis como actina e miosina, que não são o tema da questão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que as fibras são "proteínas de reserva" que auxiliam na formação de tecidos articulares e na saúde óssea. Novamente, fibras são polissacarídeos, não proteínas. Proteínas de reserva existem (como a albumina do ovo e a caseína do leite), mas não têm relação com fibras alimentares. A saúde óssea e articular está ligada a proteínas estruturais como o colágeno e a minerais como cálcio e fósforo — nada a ver com o tema.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Também classifica as fibras como "proteínas estruturais" e atribui a elas a função de "intensificar a eliminação do colesterol e evitar a formação de trombos". O erro conceitual é o mesmo: fibras são carboidratos. Embora as fibras solúveis possam auxiliar na redução do colesterol sanguíneo ao se ligarem a ele no intestino, a afirmação de que são proteínas estruturais invalida a alternativa. Além disso, "evitar a formação de trombos" não é uma função atribuída às fibras alimentares.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta ao classificar as fibras como polissacarídeos estruturais e ao descrever seus efeitos: aceleram o peristaltismo e facilitam a eliminação das fezes. A celulose, hemicelulose e pectina são polissacarídeos estruturais da parede celular vegetal; por serem indigestíveis, aumentam o volume fecal e estimulam os movimentos peristálticos, prevenindo a constipação. É exatamente o mecanismo que explica os benefícios citados no texto da questão.