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Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025

BiologiaGeral
Código
vu213508
Banca
VUNESP
Órgão
UNESP
Ano
2025
Cargo
V - - Vest ( )
As figuras ilustram as estruturas ósseas presentes na nadadeira de um golfinho, no membro superior de um humano e no membro anterior de um cavalo. A comparação anatômica dessas três estruturas ósseas permite afirmar que esses órgãosImagem associada para resolução da questão
  1. Atêm semelhanças ósseas resultantes da mesma pressão seletiva.
  2. Btêm ossos de tamanhos diferentes, o que ilustra um processo de convergência adaptativa.
  3. Cpossuem a mesma origem evolutiva, a partir de um mesmo ancestral comum.
  4. Dapresentam o mesmo fenótipo, mas possuem diferentes genótipos.
  5. Epossuem funções diferentes, por terem se originado de ancestrais de filos diferentes.
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GabaritoC — possuem a mesma origem evolutiva, a partir de um mesmo ancestral comum.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Órgãos homólogos e análogos: evidências da evolução

Gabarito: letra C. A nadadeira do golfinho, o membro superior humano e o membro anterior do cavalo são órgãos homólogos: possuem a mesma origem evolutiva, derivando de um mesmo ancestral comum, embora desempenhem funções diferentes (nado, manipulação e locomoção terrestre). Essa é a definição clássica de homologia, evidência anatômica do parentesco evolutivo entre os vertebrados.

A homologia é um dos pilares das evidências da evolução. Estruturas homólogas são aquelas que compartilham a mesma origem embrionária e o mesmo plano corporal básico, herdados de um ancestral comum, mesmo que tenham se modificado ao longo do tempo para exercer funções distintas. O exemplo clássico, presente nos livros didáticos, é exatamente a comparação dos membros anteriores dos vertebrados: o braço humano, a nadadeira do golfinho, a asa do morcego e a pata do cavalo apresentam o mesmo padrão ósseo — úmero, rádio, ulna, carpais, metacarpais e falanges —, mas cada um foi adaptado a um modo de vida diferente. Essa diversificação de uma estrutura ancestral em funções distintas é chamada de divergência evolutiva.

O contraponto é a analogia. Órgãos análogos são aqueles que exercem a mesma função, mas têm origens embrionárias e evolutivas completamente diferentes. O exemplo mais citado é a asa da ave e a asa do inseto: ambas servem para voar, mas a asa da ave é um membro anterior modificado, com ossos e músculos, enquanto a asa do inseto é uma expansão da cutícula (exosqueleto). A semelhança análoga surge por convergência evolutiva, quando espécies não aparentadas ou pouco aparentadas enfrentam pressões seletivas semelhantes e desenvolvem adaptações parecidas — como a forma hidrodinâmica do corpo de golfinhos (mamíferos), tubarões (peixes) e ictiossauros (répteis extintos).

A distinção entre homologia e analogia é crucial para a sistemática filogenética: apenas caracteres homólogos são utilizados para estabelecer relações de parentesco evolutivo, pois refletem ancestralidade comum. Caracteres análogos, por refletirem apenas adaptação a condições ecológicas semelhantes, não indicam parentesco.

A pegadinha desta questão está em confundir homologia com convergência adaptativa (analogia). A banca explora exatamente a confusão entre os dois conceitos: como golfinho e cavalo têm formas corporais diferentes, o candidato pode pensar em convergência, mas a semelhança óssea profunda (mesmo plano estrutural) é a marca da homologia. Guarde a fronteira: homologia = mesma origem, funções podem diferir; analogia = mesma função, origens diferentes. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que as semelhanças ósseas resultam da mesma pressão seletiva. Isso descreve a convergência evolutiva, que gera órgãos análogos — como as asas de aves e insetos, que evoluíram independentemente sob pressão seletiva para o voo. No caso dos membros anteriores de golfinho, humano e cavalo, a semelhança não vem de pressão seletiva comum, mas de herança de um ancestral comum. A pressão seletiva, aqui, foi diferente (nado, manipulação, corrida), o que gerou a divergência, não a convergência.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que ossos de tamanhos diferentes ilustram convergência adaptativa. Há dois erros: (1) o tamanho diferente dos ossos é justamente o resultado da divergência evolutiva (adaptação a funções distintas), não da convergência; (2) convergência adaptativa produz órgãos análogos, com mesma função e origens diferentes — o oposto do que a figura mostra. A figura ilustra homologia, com mesmo plano ósseo e funções diferentes.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a definição precisa de órgãos homólogos: estruturas com a mesma origem evolutiva, derivadas de um mesmo ancestral comum, que podem ter funções diferentes. A nadadeira do golfinho, o braço humano e a pata do cavalo compartilham o mesmo padrão ósseo (úmero, rádio, ulna, carpais, metacarpais, falanges) herdado do ancestral comum dos mamíferos — e de todos os vertebrados tetrápodes. A semelhança anatômica testemunha o parentesco evolutivo, mesmo com funções distintas (nado, manipulação, locomoção).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que apresentam o mesmo fenótipo, mas genótipos diferentes. Isso é um contrassenso: o fenótipo é a expressão do genótipo com o ambiente. As três estruturas têm fenótipos diferentes (nadadeira, braço, pata) — são morfologicamente distintas em forma e tamanho. O que elas compartilham é o plano corporal básico (homologia), não o fenótipo idêntico. Além disso, a relação entre genótipo e fenótipo não é o critério que define homologia ou analogia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que possuem funções diferentes por terem se originado de ancestrais de filos diferentes. O erro está na segunda parte: golfinho (mamífero), humano (mamífero) e cavalo (mamífero) pertencem ao mesmo filo — Chordata — e, mais especificamente, à mesma classe, Mammalia. Eles compartilham um ancestral comum recente, não ancestrais de filos diferentes. As funções diferentes decorrem da divergência evolutiva a partir desse ancestral comum, não de origens em filos distintos.

Gabarito: letra C — os três órgãos são homólogos, com mesma origem evolutiva a partir de um ancestral comum, apesar das funções diferentes.

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